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3 de fev. de 2016

O que você vai fazer quando acabar o emprego? Já pensou em colaborar?

Parabéns! Você está um dia mais perto do fim do seu emprego.  Não estou falando que você ficará desempregado e precisará se recolocar em uma nova empresa. A realidade é mais dura do que isso! O emprego vai acabar... e não estamos muito longe desse dia! O trabalhador com carteira assinada será uma raridade em muitos lugares do mundo.

Mas não há motivo para pânico! Quer dizer, você pode sim se desesperar se não estiver preparado para colaborar! Caso ainda não tenha percebido, já estamos vivendo a “Era da Colaboração”!

Se você não percebeu isso ainda, pode estar se tornando um profissional obsoleto. Pergunte para alguns adolescentes quantos sonham em construir carreira promissora em uma corporação. Você vai se surpreender ao saber que os sonhos desses jovens não foram inspirados no carreirismo dos seus pais. Pelo contrário, pais que sempre reclamaram da vida corporativa e nunca estavam em casa são as maiores inspirações para que os filhos não sigam os seus passos.

Essas “crianças” que acabaram de sair das suas fraldas, entretanto, já aprenderam de forma intuitiva que elas podem fazer o que quiserem, quando quiserem, com quem quiserem... em qualquer parte do mundo. Isso se chama colaboração!

A colaboração acadêmica existe há centenas de anos. Cientistas e pesquisadores compartilhavam suas experiências e estudos através do globo muito antes da invenção da telecomunicação. A internet, aliás, foi criada principalmente para a interação acadêmica entre universidades e centros de pesquisa em todo o mundo.

Para as pessoas que já nasceram na era digital, porém, a internet é muito mais que uma rede mundial de computadores. Ela é um meio de estreitar relacionamentos entre pessoas que talvez jamais se encontrem face a face na vida, mas que podem, surpreendentemente, desenvolver alguma ação revolucionária em conjunto.

Você que ainda não entendeu como isso pode ocorrer, vou usar um exemplo prático. Na semana passada, aconteceu em São Paulo a nona edição da Campus Party Brasil 2016, ou simplesmente #cpbr9 para os “íntimos”. Você certamente viu algo na mídia sobre essa “feira geek”, como a imprensa gosta de rotular. Tem ainda quem a chame de “o maior encontro de tecnologia do País”. Isso é um pouco melhor, mas ainda longe do que realmente acontece nesses encontros.

A Campus Party, que já acontece em oito países, é na realidade um encontro colaborativo. A tecnologia é apenas o pano de fundo, já que é através das telas dos seus computadores turbinados e dispositivos móveis repletos de aplicativos que a maioria das interações acontece. Mas a internet de altíssima velocidade de 40 GB/s serve, de fato, para aproximar mentes brilhantes de várias partes do mundo. Mais de 400 mil participantes, chamados de Campuseros, acompanham esse evento pelas redes sociais. Alguns deles, vindos de 17 países e de todos os Estados brasileiros, literalmente acamparam por seis dias no Centro de Exposições do Anhembi e lá marcaram para se encontrar pessoalmente com as pessoas que elas vêm colaborando à distância durante todo o ano.

Esse encontro contou com a participação de 12 mil inscritos e mais de 80 mil visitantes de várias partes do planeta. Além disso, 2,5 milhões de fãs acompanharam o evento por streaming, ou seja, vídeo em tempo real pela internet. O interesse de tanta gente tem uma razão. É nessa “festa geek” que todas as peças de um negócio promissor podem se juntar em um mesmo tabuleiro. Nesse jogo, por exemplo, uma estudante secundarista de Pecém/CE apresenta sua ideia inovadora para um programador de Blumenau/SC que se junta com um empreendedor de Niterói/RJ e consegue o aporte de capital de um fundo de investidores (crowd funding) de várias partes do mundo. Esse time inusitado e com capacidade complementares colaboram entre si e pode ser responsável pela próxima revolução social mundial.

Note que nenhuma das peças desse jogo tem um emprego ou está em busca de um. Muito provavelmente jamais terão e nem sentirão falta de um carimbo na Carteira. O trabalho que essas pessoas desenvolverão ao longo de sua vida profissional terá como objetivo principal transformar para melhor o mundo onde vivemos. Ganhar dinheiro com isso é consequência e mérito pela execução brilhante de toda a equipe.

Esses jovens sabem lidar muito melhor que você com os erros, perdas e frustrações. Das centenas de ideias que eles possam ter na vida, apenas uma dezena sairá do papel porque encontraram uma equipe multifuncional adequada, mas pouquíssimas se tornarão um negócio. Mesmo assim, eles continuarão sonhando, buscando novas parcerias, testando novos modelos e empreendendo por muitos e muitos anos.

O fato é que as empresas já perceberam que manter funcionários no seu quadro é caro, complicado e pouco estimula a criatividade e competitividade dos seus empreendimentos. Aos poucos elas começam a dispensar seus dinossauros de 30 anos de idade e contratando grupos de jovens com competências complementares, que são remunerados por entrega. O resultado é um produto ou serviço de ponta, com alta qualidade, prazo de entrega curto e baixo custo. Então, não precisa ser um gênio para saber que essas corporações renovarão seus estoques de pessoas muito em breve.


E você, está preparado para viver sem um emprego? Sabe como se adaptar a “Era da Colaboração”?  O primeiro passo é saber trabalhar seu networking! É a sua rede de contatos o ponto de partida para você entrar nesse jogo. Aprenda a colaborar e jamais tenha que procurar um emprego novamente na sua vida! 

26 de jul. de 2014

Qual foi o verdadeiro legado deixado pela Copa das Copas no Brasil?


Há 7 anos, quando o Brasil foi anunciado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) o país-sede da Copa do Mundo, os mais otimistas exaltavam os benefícios que um dos maiores eventos esportivos do mundo traria para o País. Aeroportos super modernos, sistemas viários eficientes, impacto positivo na economia com a chegada de turistas de todas as partes do planeta eram apenas algumas das esperanças dos brasileiros. Passadas algumas semanas do final da Copa das Copas, o qual foi realmente o legado para as pessoas que receberam tão bem os turistas? É sabido que nossos aeroportos foram remendados às pressas. As obras de mobilidade urbana ficaram inacabadas em todas as cidades, sem falar nos orçamentos estourados por conta de superfaturamentos e escândalos de corrupções. A economia quase parou nos meses de Junho e Julho. Empresas deixaram de investir no Brasil e a população, receosa do que está por vir, deixou de gastar.
Se quase nada do que se esperava foi concretizado, podemos afirmar que esse megaevento esportivo não deixou nada de bom para o povo brasileiro? Será que tudo não passou de um desperdício enorme de recursos públicos, que serviram apenas para entreter os poucos bem-afortunados que tiveram condições financeiras de prestigiar as partidas nos estádios colossais construídos especialmente para o Mundial? Felizmente, nem tudo foi negativo. Além dos estádios, que o Governo promete ter retorno do investimento com outros eventos não-esportivos, a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 deixou algo totalmente intangível, mas de enorme valor – uma troca intensa de culturas entre visitantes e visitados. Mais de 600 mil pessoas de 186 países desembarcaram no Brasil em busca de experiências inesquecíveis ao longo de pouco mais de um mês de campeonato.
Vou usar a minha Cidade Natal como exemplo de interação com os turistas. A cidade de Santos-SP, já acostumada a receber estrangeiros nos seus famosos cruzeiros marítimos, recebeu as Seleções do México e da Costa Rica, enquanto a vizinha Guarujá hospedou a Bósnia-Herzegovina. Além de torcedores vindos desses 3 países, as cidades do litoral paulista também receberam turistas de outras partes do mundo, que encontraram nessa região boa mobilidade para viajar pelo Brasil. Imagine como foi rica a troca de experiências entre esses milhares de visitantes com a população local. Muitos habitantes dessa região jamais teriam a oportunidade de conhecer “in loco” a cultura de outros Países. Entretanto, com essa convivência prolongada, eles puderam conhecer melhor os costumes e hábitos desses visitantes sem ter que sair de casa.
Esse laço cultural fica ainda mais forte com o uso globalizado das redes sociais. Uma amizade que começou na praia pode durar por anos com a sensação de proximidade criada pelo mundo virtual. Visitantes e visitados continuarão trocando experiências, não apenas culturais, mas sociais pelas comunidades virtuais. Milhares de conexões interpessoais inusitadas criadas em torno dessa Copa formaram novas redes de relacionamentos improváveis que não seriam possíveis sem um evento desse porte em nosso País. Essas redes também formaram ambientes de colaboração pessoais e profissionais que desconhecem fronteiras e nem barreiras de idioma. Uma relação pessoal que começou em uma cidade que nem era sede da Copa pode se transformar em muito mais que uma simples amizade. A proximidade entre profissionais que não se conheceriam sem a interferência desse evento esportivo pode se transformar em uma parceria de negócios muito promissora.
Por tudo isso é que podemos afirmar que um dos maiores legados deixados pela Copa das Copas não pode ser visto, visitado ou medido. O networking entre nações não pode ser tirado de você e é uma riqueza adquirida sem que você tenha pago nada por ela (pelo menos, não diretamente). Por isso, se você foi um dos felizardos que experimentou essa saborosa mistura cultural, não deixe essa oportunidade morrer. Se conecte e faça um bom uso do networking da Copa!
 

12 de dez. de 2013

Por que o networking é tão importante na recolocação profissional?


Só existem três lugares onde todas as pessoas são perfeitas - no Currículo, nas redes sociais, e no epitáfio, frases escritas sobre túmulos. Você já viu alguma lápide de um homem que não tenha sido afetuoso, honesto e trabalhador? Já viu a página de uma amiga no Facebook onde ela aparece feia e maltrapilha nas fotos do perfil? E por acaso já recebeu um CV que fale dos erros, defeitos e tropeços de um profissional? Claro que as respostas são "não, não e não"!

Se coloque no lugar de um headhunter, de um profissional de RH ou de um recrutador. Você só recebe um Curriculum Vitae, que em Latim significa "Trajetória de Vida", contendo apenas com os feitos maravilhosos de um candidato. Como você saberia por esse frio pedaço de papel que está chamando o profissional mais adequado para um processo seletivo? Mesmo conversando com as referências profissionais indicadas pelo candidato, como você teria certeza que estão sendo sinceros? Afinal de contas, foi o próprio candidato quem os indicou e os preparou para falar bem dele.

Agora que você entendeu o lado do entrevistador, consegue imaginar como muitas vezes você nem chega a ser chamado para uma vaga que é "a sua cara". Infelizmente, não vivemos em um mundo cor de rosa, onde somente nossos méritos são considerados. O Educador, Filósofo e Professor Mário Sérgio Cortella, a quem devo a inspiração por esse texto, explica em suas palestras que um entrevistador deveria pedir ao candidato o seu "Curriculum Mortis", onde estejam listadas todas as falhas, erros, fraquezas e tropeços que ele eventualmente teve durante a sua vida profissional. Segundo o Professor, entendendo como essa pessoa lidou com essas frustrações é que se descobre como ela reagirá aos desafios futuros.

Então, se existe uma barreira enorme de desconfiança entre candidato e empregador, como transpor esse obstáculo? Como demonstrar credibilidade para aumentar a sua empregabilidade? A resposta passa pelo networking! Sabemos que todas as pessoas do mundo estão separadas por no máximo seis graus de distância. Se estamos falando de um segmento específico de mercado então, é certo que não existam mais que 3 passos entre o dono de uma vaga e você! Então, sua primeira tarefa é descobrir quem são essas pessoas que podem te conectar ao emprego dos seus sonhos.

Descoberto quem pode fazer essa ponte, é hora de fazer o seu networking funcionar. O mais importante é que essas pessoas estejam ativas na sua rede para que não se sintam usadas por você. A última coisa que você quer parecer nesse momento é uma pessoa interesseira. Agora, se você deixou sua rede de contatos adormecida durante todos os seus áureos anos de carreira, você colher exatamente o que plantou. Há muito o que se falar nesse sentido. Para entender melhor o que fazer nessa situação, leia o artigo "Perdeu o emprego? Será tarde para começar a trabalhar o networking?"
(http://network4sales.blogspot.com.br/2012/08/perdeu-o-emprego-sera-tarde-para_28.html)

Em resumo, a dica é para não deixar para amanhã o que era para ter sido feito anteontem. Ative imediatamente sua rede de relacionamentos para que ela possa trabalhar a seu favor quando o assunto for uma recolocação profissional. O mais importante é entender que o networking é uma via de mão dupla. Não espere ser ajudado se você nunca se prontificou a ajudar ninguém, não só quando o assunto é carreira. Para entender melhor, confira seis dicas importantes no artigo "Será que o networking pode mesmo ajudá-lo a conseguir um emprego?"
(http://network4sales.blogspot.com.br/2010/11/sera-que-o-networking-pode-mesmo-ajuda.html).

O fato é que se você conseguiu pavimentar o caminho até o novo emprego, isso só foi possível porque todas as pessoas nessa trajetória acreditam em você e no seu potencial. Essa contribuição voluntária e verdadeira é a melhor recomendação profissional que alguém pode receber. E nela, pode ter certeza, qualquer recrutador pode acreditar. Confie em você, confie no seu networking!!!

20 de mai. de 2013

Sabia que o networking é uma atividade apaixonante?


Todos os dias você tem oportunidade de conhecer inúmeras pessoas novas, pode ser em situações rotineiras ou em eventos sociais; pode ser ao acaso ou de forma planejada; pode ser em um elevador ou em uma reunião de negócios. O problema é que, desafortunadamente, desse imenso mundo de oportunidades que passa todo dia por nós, somente algumas poucas pessoas entrarão na sua rede de relacionamentos.

Você já aprendeu aqui no Network-4-Sales que expandir sua rede secundária é até mais importante do que ter uma rede primária funcionando. Sua rede primária, aquela composta por pessoas que você já conhece, tem um potencial limitado para o seu networking. Em outras palavras, você já sabe até que ponto ela poderá auxiliá-lo a conseguir o que precisa. Já a sua rede secundária, composta pelos amigos dos seus amigos e novas pessoas, tem um potencial inimaginável. Cada novo membro que você adiciona à sua rede agrega muito valor à sua vida pois traz com ela novas experiências, características únicas e uma rede de contatos inexplorada por você.

Mas porque não conseguimos manter relações duradouras com mais gente que passa por nossas vidas? E pior, porque não conseguimos que esses novos contatos se mantenham ativos com o tempo e com isso não conseguimos nos beneficiar com esse networking? A resposta é a Paixão (ou a falta dela).

Quando você conhece uma nova pessoa que te atrai, seu desejo, quase instintivo, é de estreitar e prolongar essa relação. As pessoas que não te dispertam interesse no primeiro encontro acabam ficando pelo caminho e nunca farão parte da sua rede de relacionamentos. À medida que você conhece melhor aquela pessoa e descobre que tem uma paixão em comum, você certamente buscará um meio para manter o contato com ela. E se não consegue manter o contato, você fica irriquieto, passa a investigar, pesquisar, explorar, buscar quaisquer pistas que te levem a tal pessoa.

Então eu pergunto - se você é capaz de tantas proezas para encontrar uma paixão, por que não tem a mesma determinação com todas as demais pessoas que passam pela sua vida? Se você soubesse, já no primeiro encontro, que aqueles indivíduos pudessem fazer a diferença no seu networking, você não teria com eles o mesmo comportamento de uma pessoa apaixonada? E é aí que está o erro! Praticamente todas as pessoas que você “descartou” poderiam ser chaves que abririam inúmeras oportunidades tanto pessoais quanto profissionais para você em algum momento da sua vida.

Para não deixar que você continue perdendo oportunidades como essas, gostaria de compartilhar dicas valiosas para você crescer a sua rede secundária em eventos e outros encontros sociais de forma planejada e organizada. Assim, você conseguira tornar seu networking uma tarefa efetiva, mas também divertida:

  • Defina objetivos atingíveis – Ser responsável pelo que você não controla é muito estressante. Então, antes de sair para um evento, defina objetivos que você controle, como por exemplo “Vou falar sobre o meu projeto com no mínimo 4 pessoas” ou “Vou conversar com 5 ou mais pessoas que eu não conheço”;
  • Tenha um discurso de elevador – O que você falaria para o Presidente da sua empresa se o encontrasse no elevador e tivesse 30 segundos de atenção dele? Se você não se preparou para esse momento, dificilmente terá algo bem estruturado em mente. Para nunca mais ser pego desprevinido, você deve ter na ponta da língua um “discurso de elevador”, ou seja, um resumo de até 30 segundos daquele negócio que você está trabalhando ou do produto que está tentando vender;
  • Esteja sempre pronto para se vender – Nunca vamos a eventos para trabalhar, mas as oportunidades aparecem quando menos se espera. Seu objetivo não é convencer a estranhos a contratar você, e sim despertar neles aquela “fagulha de paixão” que faça com que eles queiram te conhecer melhor em uma oportunidade futura;
  • Tenha sempre um cartão em mãos – Você não precisa ser um executivo para ter um cartão de visitas. Mesmo que você seja um estudante ou esteja desempregado no momento, é muito importante ter um cartão com seus dados de contato. Esse pequeno pedaço de papel tem a mesma função de um folheto de um produto que você gostou e pretender comprá-lo futuramente. Então, se depois de um “discurso de elevador” ou de venda pessoal bem-sucedida, entregue o seu cartão para que o seu cliente em potencial saiba onde encontrá-lo;
  • Ajude para ser ajudado – A melhor maneira de entrar no radar de um novo contato é mostrando o seu valor para ele. E a melhor forma de fazer isso é ajudando esse indivíduo a encontrar uma oportunidade através de alguém da sua rede de relacionamentos. Qualquer ajuda, por mais simples que possa parecer, já basta, pode ser a indicação de um médico, uma recomendação de uma agência de viagens ou uma sugestão de um restaurante;
  • Faça follow-up na sequência – Nem sempre aquela pessoa que você conheceu no evento tem a mesma atenção que você e acaba se esquecendo de fazer um novo contato, mesmo que ela tenha se interessado muito por você. Para não deixar que o contato inicial esfrie, convide-a para participar de uma rede social ou até para um café outro dia.


Por último e mais importante para que você seja bem-sucedido na ampliação da sua rede secundária é ter paixão autêntica por cada pessoa e pelo que ela pode agregar de valor à sua rede de relacionamentos. Apaixone-se pelo networking! Só assim você vai cultivar suas relações de forma consistente e duradoura.

28 de ago. de 2012

Perdeu o emprego? Será tarde para começar a trabalhar o networking?

Demitido? Sorte sua! Esse é o título do livro que a jornalista Chantal Brissac escreveu em co-autoria com Silvia Lenzi quando passou pela dor de ser demitida. Elas comentam nessa publicação sobre uma pesquisa realizada por médicos norte-americanos Thomas Holmes e Richard Rahe, que aponta que o despreparo diante do inevitável que faz a demissão ser a terceira maior dor da vida de uma pessoa, superada apenas pela perda de um filho, do cônjuge ou dos pais.

Mas será que ao ser demitido, a preocupação com a sobrevivência é a que mais dói? Infelizmente não! O que mais atormenta os desempregados é o sentimento de rejeição ou de humilhação por não estar produzindo. Como o ocorrido é encarado pela sociedade, ainda mais no Brasil, como fracasso, o impacto da demissão fica ainda é dramático, especialmente do ponto de vista emocional. A auto-estima e a segurança costumam despencar, enquanto surgem a revolta, a culpa e a tristeza. Às vezes, a depressão se instala e a pessoa leva anos para se levantar. O que fazer com esses sentimentos que atrapalham a vida? Esse livro ajuda o leitor a encontrar forças para transformar tais emoções negativas em estímulos para crescer.

E o maior estímulo nesse momento de transformação vem da família e dos amigos. A ajuda dessas pessoas próximas não é apenas motivacional. É principalmente pelo networking. Várias pesquisas de recursos humanos apontam que as indicações e recomendações de amigos respondem por aproximadamente um quarto das recolocações profissionais, quase tanto quanto o uso de headhunters. Tanto isso é verdade que muitas empresas de headhunting estão "terceirizando" o recrutamento à quem possa indicar bons profissionais para os seus clientes. Essas empresas criaram, inclusive, programas de incentivo, que pagam prêmios a quem indicou (o famoso QI) tal candidato caso ele venha a ser contratado no final do processo.

Se está mais que provado que o networking é a melhor maneira de se recolocar no mercado de trabalho, então basta distribuir currículos aos seus contatos para encontrar um novo emprego, certo? Errado! Como foi explicado no texto "Afinal, o que é networking?" (http://network4sales.blogspot.com.br/2012/05/afinal-o-que-significa-networking.html), a rede de relacionamento só trabalha a seu favor se for com transparência, reciprocidade e gratidão! Logo, se você nunca se preocupou em cultivar suas relações, essa rede não dará os frutos quando for acionada.

Se coloque no lugar daquele colega que há anos não ouve falar de você. Certo dia ele recebe um email falando: "Estou em busca de novos desafios e gostaria da sua ajuda para me indicar para novas oportunidades". O que você, no lugar desse seu colega, faria com tal email??? (Seja educado!) A maioria nem se dá ao trabalho de responder à mensagem. E essa falta de resposta derruba ainda mais a auto-estima de quem está procurando ajuda. Por fim, o sentimento de rejeição faz você se perguntar: "Será tarde para começar a trabalhar o networking?"

Anime-se! Nunca é tarde para começar! Mas a abordagem tem que ser totalmente diferente. Procurar seus amigos somente quando você precisa de ajuda te faz parecer uma pessoa interesseira. Aproveite o seu tempo livre para se reconectar com as pessoas que realmente foram importantes para você, tanto pessoal quanto profissionalmente. Elas certamente se preocupam contigo e se empenharão em ajudá-lo nessa fase de transição. Cuidado para não cair na armadilha de priorizar os colegas que potencialmente têm mais conexões profissionais. Se o seu grau de relacionamento com elas for fraco, você só terá perdido o seu tempo e ficará ainda mais desanimado.

Esse blog está recheado de dicas de como proceder nessa hora. Comece pelo post “Será que o networking pode mesmo ajudá-lo a conseguir um emprego?” 
(http://network4sales.blogspot.com.br/2010/11/sera-que-o-networking-pode-mesmo-ajuda.html). E aproveite que está no computador para atualizar seu perfil no LinkedIn. Ele é sua vitrine virtual para o mercado de trabalho. Saiba como tirar o melhor proveito dessa rede no post “Como transformar o LinkedIn em uma poderosa ferramenta de networking?” 
(http://network4sales.blogspot.com.br/2012/03/como-transformar-o-linkedin-em-uma.html)

Desejo muito boa sorte na sua procura. Acredite na sua capacidade. Acredite no seu networking!

22 de mar. de 2012

Você ficou revoltado com as denúncias de corrupção na Saúde Carioca?

As denúncias de corrupção feitas pela TV Globo no último domingo revoltaram a população. O que mais chocou a opinião pública foram as imagens de câmeras escondidas flagrando os fornecedores de vários tipos de serviços oferecendo propina de forma escancarada para o jornalista que fazia o papel de gestor de compras do Hospital de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A naturalidade com que os corruptores agiam deixou muita gente indignada com o que acontece nos bastidores da saúde pública carioca.

Se você também se surpreendeu e se revoltou com as revelações divulgadas pela Globo, saiba que isso não é nem a ponta do iceberg. Esse tipo de prática nociva não acontece somente no Rio de Janeiro, também não está restrito apenas à área da Saúde, muito menos é praticada somente por fornecedores de serviços, e ainda mais surpreendente, não é uma exclusividade do setor público desse País. (Saiba mais no texto "É possível medir o grau de amizade entre vendedores e compradores?" em http://network4sales.blogspot.com.br/2011/07/e-possivel-medir-o-grau-de-amizade.html)  

Toda relação comercial é um jogo de interesses. De um lado o comprador é estimulado pelo benefício que ele pode trazer para sua empresa e do outro o vendedor é estimulado pelo atingimento das metas definidas pelo seu empregador. Quando um desses dois lados está despido de ética, joga a isca para o outro lado, mostrando que o benefício pessoal é maior que o risco. Quem morde a isca acaba se associando definitivamente à rede de profissionais inescrupulosos – o “networking do interesse”.

É importante ressaltar que o “networking do interesse” não é formado apenas pelo comprador e vendedor. Ele é muito maior e bem estruturado do que se imagina. Quem compra pode estar respaldado pelo seu supervisor ou por um “patrocionador”. Quem vende normalmente está alinhado com seus superiores e, em alguns casos, também está mancomunado com seus concorrentes, que são usados para oferecer preços superiores nos processos licitatórios. Esses esquemas são tão bem arquitetados entre os integrantes do “networking do interesse”, que são muito difíceis de serem descobertos. E caso isso aconteça, como pelo Fantástico, os esquemas são facilmente desmontados de forma que apenas os elos mais fracos sejam punidos.

O fato é que qualquer pessoa que já tenha atuado nesse meio conhece muito bem como funcionam os esquemas de combinação de preços e de direcionamento técnico de propostas visando superfaturamento e, consequentemente, os ganhos ilícitos para os envolvidos. No caso de empresas privadas, o “networking do interesse” pode funcionar de outras diversas maneiras. Em uma delas, por exemplo, um comprador abre uma empresa “laranja” para fornecer insumos para sua área. Como esse comprador tem acesso aos preços e às limitações dos concorrentes, ele consegue facilmente justificar o fornecimento pela empresa “laranja”. Do lado de vendas, as companhias contratam representantes autônomos para fazer o trabalho “sujo” de corromper os clientes. Assim esses contratantes se desvinculam do “networking do interesse” caso os esquemas sejam revelados.

E aí você se pergunta, o que fazer então para que essas práticas não se perpetuem? Uma das medidas que o Governo já está tomando é aumentar os riscos em relação aos benefícios do corrupto. Isto é, criar uma lei para punir quem oferece propina. Outra medida seria criar um cadastro único de fornecedores “ficha suja” para que essas empresas saiam definitivamente do mercado quando suas falcatruas forem descobertas.

Entretanto, o mais importante para desarticular de uma vez por todas o “networking do interesse” está na formação do indivíduo, na base familiar, na educação e nos exemplos que os jovens recebem daqueles que os cercam. Somente quando a Ética for um valor incorporado ao caráter desses futuros profissionais é que deixaremos de assistir cenas deploráveis como as que vieram à tona essa semana. Faça a sua parte! Seja o exemplo!

6 de jun. de 2011

Quer vender seu peixe? O que você precisa para ser fisgado?

Quando você quer vender alguma coisa, a primeira atitude que toma é divulgar o tal bem para os clientes em potencial, seja uma propaganda tímida no boca-a-boca ou uma divulgação em massa no caderno de classificados do jornal. Agora, quando se trata de “vender o seu peixe” para o mercado, tem gente que não sabe dar nem o primeiro passo. Se você quer ser “fisgado” por uma boa oportunidade de emprego, aqui vão algumas dicas interessantes em forma de provérbios e ditos populares!

“Camarão que dorme, a onda leva” – não fique parado esperando um motivo para tomar uma atitude para melhorar sua exposição. Não espere até você estar cheio do seu chefe, frustrado com a falta de reconhecimento, ou insatisfeito com seu salário. Tome a iniciativa antes que a “onda te leve”. Porque aí você começa a pensar com a emoção e não com a razão. E isso normalmente te levará a tomar decisões equivocadas.

“A preguiça é a mãe de todos os vícios” – é comum o medo se disfarçar de preguiça. Então, você prefere encontrar uma desculpa para não tomar uma atitude. A mais comum é dizer que o trabalho te consome demais, e quando chega em casa está muito cansado e não tem ânimo para fazer nada. Saiba que ninguém vai fazer isso por você. Mexa-se!

“Quem não aparece, esquece” – para que o mercado saiba quem você é e o que você faz, é preciso tornar esta informação pública. Redes profissionais, como o LinkedIn e o Plaxo, são os equivalentes aos classificados de Domingo do mundo virtual. Essas redes são as minas onde os profissionais de recursos humanos garimpam bons candidatos todos os dias.

“Diz com quem andas, que eu te direi quem és” – sua rede de contatos é a principal ferramenta que você tem para se vender no mercado. Essas pessoas precisam conhecer seus planos e seu potencial. Convide-as para um encontro informal e abra o jogo. Aproveite a oportunidade para propor à elas que passem referências suas à diante.

“As palavras voam, a escrita fica” – você pode falar para os seus amigos em uma roda de bar que você está em busca de novos desafios, mas eles dificilmente se lembrarão disso na manhã seguinte. Para evitar que o assunto caia no esquecimento, envie um email formalizando suas intenções.

“Macaco que muito pula, quer chumbo” – não transforme a venda do seu peixe em uma obsessão. Lembre-se que vivemos em um mundo conectado e seus “pulos” podem ser notados pela sua empresa atual e você pode acabar “levando chumbo”.

“Quem muito fala, pouco acerta” – seja seletivo na sua divulgação. Não são todos os seus contatos que estão dispostos a ajudá-lo a impulsionar a sua carreira. Seja cauteloso, mas não medroso. Não peça emprego, peça um coaching!

“Goiaba na beira de estrada, ou é verde ou está bichada” – se você não for fisgado depois de um tempo vendendo seu peixe, é melhor mudar a estratégia. Se você insistir muito na divulgação, vai passar uma mensagem negativa aos profissionais do seu mercado, que passarão a duvidar da sua capacidade.

“Não há mal que perdure, nem dor que não se cure” – mesmo que a sua paciência com o emprego atual já tenha se esgotado, aguente firme e não desista de exercitar seu networking. Uma boa oportunidade chegará quando você menos espera.

Acredite – “No final tudo dará certo. Se ainda não deu, é porque ainda não chegou no final”!

11 de abr. de 2011

Quanto seu networking pode ser útil em uma nova fase profissional?


Alguma vez você já mudou de função na empresa? Trocou de departamento? Já teve a oportunidade de mudar de emprego? Foi para outra empresa do mesmo segmento? Ou foi para um mercado totalmente distinto?

Se você já passou por uma ou mais mudanças na sua carreira, sabe exatamente qual é a importância das pessoas com que você conviveu até então na sua nova fase profissional. Seu networking é fundamental para acelerar o processo de aprendizagem de sua nova função; para melhorar sua aceitação em um novo departamento; para abrir as portas em uma nova empresa; para encurtar caminhos em um segmento desconhecido; e até para ter suporte em uma nova empreitada.

É fato que você é quem você conhece! Ou seja, sua rede de relacionamento é a chave para o sucesso em qualquer etapa da sua vida profissional, tanto faz se você acabou de ser efetivado ao final do estágio ou se está assumindo a presidência de uma multinacional. Mas será que a importância da sua rede de contatos é a mesma, independente do nível de mudança que você promove na sua carreira? Vamos analisar alguns casos para responder essa pergunta.

Quando você trabalha em uma grande empresa, tem sempre a chance de se aplicar para uma vaga em outra área, departamento ou divisão. As empresas até estimulam esse tipo de movimento interno para motivar seus funcionários a continuarem se desenvolvendo profissionalmente. Eu já passei por isso três vezes na minha carreira. Em duas ocasiões, saí de uma área técnica para área comercial dentro da mesma empresa. No meu caso, meus contatos serviram muito para facilitar a aprendizagem e para me ajudar a abrir novas portas. Mas a mudança em si não serviu muito para ampliar minha rede de relacionamentos.

A experiência de mudar de emprego para uma empresa do mesmo ramo, por exemplo um concorrente ou um antigo cliente, é mais enriquecedora para o networking. Nessa situação você já conhece algumas poucas pessoas que te ajudarão na fase de integração, mas de resto tudo é novo. Todos os seus novos colegas de trabalho, seus novos clientes e parceiros são desconhecidos e orbitam em um outro universo. Essa nova rede de relacionamentos te trará inúmeras oportunidades inexploradas. Além de aprender uma nova cultura, você também conhecerá outras realidades. Logo você concluirá que existe vida fora da sua primeira empresa!

Outra situação não tão comum é a mudança de segmento. Eu tive a felicidade de fazer esse movimento três vezes dentro do segmento de tecnologia. Posso afirmar que é a melhor experiência profissional que se pode ter em relação ao aproveitamento do seu networking. Tudo é novidade! Produtos, cultura, políticas, e principalmente as pessoas com que você vai se relacionar. É um aprendizado diário e constante. Apesar de ser uma das decisões mais difíceis de se tomar profissionalmente falando, mudar de segmento traz muito mais vantagens que dificuldades. Vale a pena!

Mais corajosos ainda são os profissionais que decidem dar uma guinada na carreira e mudam radicalmente de mercado. Conheço alguns amigos que saíram do segmento de tecnologia para o mercado imobiliário, de alimentos & bebidas ou para o mercado de papel & celulose. Certamente esse movimento é o mais arriscado, e consequentemente é o que traz o melhor retorno quando se dá certo. Como diz o ditado "em terra de cego, quem tem um olho é rei!". Em outras palavras, executivos com bagagem em mercados altamente competitivos normalmente têm desempenho acima da média em comparação a profissionais em mercados mais tradicionais.  

Apesar de todos os benefícios, mudar de mercado não é a melhor opção quando se trata do aproveitamento do seu networking. Estar tão distante do mercado que você "nasceu e foi criado" não permite nenhuma sinergia com as pessoas que pertencem à sua rede de contatos até então. É dizer que você começará tudo do zero. Mas também é possível afirmar que, uma vez que você esteja bem estabelecido no novo mercado, terá um networking invejável!

Concluindo, toda mudança profissional é sempre bem-vinda e deve ser encorajada. Como disse certa vez o ex-Presidente americano Bill Clinton - "O preço por fazer a mesma coisa sempre é muito mais alto do que o preço da mudança".  Pense nisso quando estiver considerando seu próximo movimento profissional!

9 de mar. de 2011

Você sabe reconhecer um hub? E por que isso é importante para você?

No último texto falei sobre a teoria do networking e um dos seus principais componentes - o hub. O termo é bem conhecido em alguns segmentos. Em computação existem o Hub de Ethernet e o Hub USB, equipamentos que permitem conectar diversos dispositivos simultaneamente. Em logística, os hubs são usados por empresas de transportes rodoviário, ferroviário e áereo para consolidar e distribuir mercadorias.

Em networking, a definição de hub segue o mesmo conceito acima. Os hubs são aquelas pessoas que se conectam com uma grande quantidade de contatos. Partindo desse princípio, seria muito fácil reconhecer um hub. Bastaria acessar o perfil dela em uma rede social e contar a quantidade de relações. Poderia dizer então que o hub seria aquele sujeito que tem, por exemplo, algumas centenas de seguidores no Twitter, ou uns 400 amigos no Facebook ou mais de 500 contatos profissionais no LinkedIn. Essa característica pode até ser uma pista, mas não; a tarefa de reconhecer um hub não é tão simples assim! Para ser um hub não basta apenas ter muitos contatos.

Voltando ao exemplo do hub logístico, a sua principal função é ter a capacidade de receber mercadorias de vários pontos, por diversas vias, consolidá-las e manuseá-las. A partir daí, o hub é capaz de redistribuí-las para atender demandas em diversos destinos. O mesmo ocorre em networking. Um hub tem a capacidade de gerenciar sua rede de contatos vindos de várias partes - família, amigos do clube, vizinhos, colegas do trabalho, etc. Tão importante quanto administrar bem seus relacionamentos atuais, um hub também tem a habilidade de ligar sua rede à outros contatos e oportunidades.

Infelizmente, não existe uma forma fácil de identificar um hub, mas você consegue reconhecer pessoas com esse perfil em algumas profissões. Empresários de atletas e de artistas, por exemplo, devem seu sucesso à sua poderosa rede de contatos. Eles encurtam as distâncias de seus clientes ao estrelato. Altos executivos e empresários bem sucedidos também têm perfis de hubs. Eles têm muita facilidade de utilizar seus contatos para chegar aos melhores fornecedores ao mesmo tempo que conseguem se manter próximos dos consumidores dos seus produtos/serviços.

Agora que você já sabe como reconhecer um hub deve estar se perguntando porque isso pode ser importante para você. Para que você precisa conhecer hubs na sua vida pessoal e profissional? As respostas dependem do que você está precisando. Se você está procurando um emprego, seria ótimo ter acesso à Diretora de RH daquela empresa que você aplicou para uma vaga. Se você é um vendedor, precisa descobrir quem é o comprador naquele cliente potencial dos seus produtos.

Utilizando os hubs, suas chances de chegar a esses contatos são muito maiores do que através de conexões normais. Pode-se afirmar que um hub não está a mais de 3 graus de distância de qualquer outro profissional que atua em seu segmento. Portanto, os hubs não só possuem conhecimento para te aproximar dessas pessoas como também têm influência para endossar as suas qualidades para elas, aumentando assim as suas chances de sucesso.

Ficam aqui dois desafios para você: 1) identificar quem são as pessoas-hubs na sua rede atual de contatos e 2) descobrir quem são os hubs no mercado em que você atua. Faça isso o quanto antes. Uma dica importante é se aproximar e se manter no radar dessas pessoas desde já para que elas possam te ajudar quando você precisar. Afinal, quem não é visto, não é lembrado. E quem não é lembrado, nunca será ajudado!

28 de fev. de 2011

O que é preciso para chegar ao estrelato - ter talento ou conhecer as pessoas certas?

Pense em uma estrela de cinema, em um atleta famoso ou em um artista de sucesso. Provalvelmente você vai lembrar de pessoas de grande talento e que têm esse prestígio por ter comprovado sua competência ao longo do tempo. Entretanto, só ter talento não é o suficiente para chegar ao estrelato.

Quantas pessoas que você já viu exercendo alguma atividade com extrema competência? O talento dessas pessoas é muito evidente! Pessoas assim estão espalhadas por aí. Pode ser um moleque jogando futebol em um campo de areia na periferia, uma banda tocando em um boteco na noite, um escultor vendendo suas obras em uma feira hyppie, ou um grupo de dança se apresentando nas ruas.

Por outro lado, você percebe que a mídia está cheia de artistas com qualidades duvidosas. Seja uma novela em horário nobre com um ator canastrão, ou uma partida de futebol profissional com jogadores "pernas-de-pau". Seja uma apresentação onde a cantora desafina, ou ainda um apresentador de programa que mal sabe se expressar. O mundo está repleto de pessoas sem talento ocupando o estrelato em suas áreas.

Então você se pergunta - "porque pessoas tão talentosas não estão fazendo sucesso enquanto outras não tão boas assim estão em evidência?" A resposta está no networking ou na falta dele.
Um bom exemplo de networking trabalhando em sinergia com o talento é do jovem tenor brasileiro Jean William, grande promesa da música erudita brasileira. Criado pelos avós, uma faxineira e um boia-fria, Jean chegou até a colunista Mônica Bergamo, e dela até ao maestro e pianista João Carlos Martins.

Outro exemplo de sucesso é de Roberto Antônio dos Santos, o Betinho. Olheiro de jogadores de futebol, Betinho foi o responsável pela descoberta de dois dos principais craques da seleção brasileira na atualidade. Ele revelou Robinho e depois de sete anos fez o mesmo com Neymar, levando ambos para jogar no Santos Futebol Clube.

Também do Santos F.C. vem outro exemplo de networking, mas nesse caso, negativo. Foi graças ao maior ídolo do clube que Edinho se tornou goleiro titular do time. Edinho é filho do Rei do futebol, Pelé. Nem por isso tinha talento para ocupar essa posição. Depois de um tempo acabou desistindo da carreira e agora atua nos bastidores do clube. Casos de pais que usam de suas posições de destaque para encurtar o caminho dos seus filhos não são raros, principalmente no meio artístico, onde a concorrência é muito grande.
 
O cantor e ator Fábio Júnior emplacou logo dois - o filho Fiuk e a filha Cléo Pires, que teve com a atriz Glória Pires. Sem questionar o talento dos dois, fica claro que eles não teriam as mesmas oportunidades se não estivessem conectados com as pessoas corretas desde muito cedo. Essa também é a situação da cantora Wanessa, que recentemente abandonou o sobrenome do pai, Zezé di Camargo, para seguir uma carreira musical mais voltada ao pop.
 
Nesse mundo quem tem padrinho não morre pagão. Então, mais do que talento é fundamental conhecer as pessoas certas para chegar ao estrelato

17 de fev. de 2011

O que você ganha em compartilhar conhecimento?

Na semana passada apresentei mais uma vez a palestra gratuita “Networking Aplicado a Vendas” na Business School São Paulo. Fiquei muito contente com o interesse pelo assunto. De acordo com a BSP, instituição de ensino que organizou a palestra, mais de 170 pessoas se inscreveram para o evento. Mesmo que muitos não tenham conseguido participar, tive um enorme prazer em apresentar minha palestra para várias pessoas desconhecidas e alguns amigos.

Mas se a palestra foi gratuita e, consequentemente, eu não recebi nada para apresentá-la, o que eu ganhei em compartilhar meus conhecimentos? Muito mais do que você imagina. E acredite, muito desse benefício está relacionado ao networking.

Em primeiro lugar está a satisfação de disseminar conhecimento. Se você trabalha com educação, entende bem o que estou falando. A maioria dos professores que você já teve na vida não estavam em sala de aula apenas pelo salário e sim pela motivação, pela satisfação pessoal e profissional em se sentir útil, em transformar seus alunos em pessoas melhores com os conhecimentos transmitidos em sala.

Aliás, quando você se dispõe a dar uma aula, palestra ou curso, você se obriga a estudar ainda mais e se aprofundar sobre o tema apresentado. Mesmo sabendo muito, você sempre aprende algo novo com a interação com seus alunos. Essa troca de conhecimento é extremamente enriquecedora.

Tão importante quanto a satisfação está a oportunidade de conhecer novas pessoas. O networking em sala de aula traz resultados inimagináveis. O contato com novas pessoas expande sua rede de relacionamento em várias direções. Você tem a oportunidade de fazer novos colegas que têm os mesmos interesses que você. Pode também conhecer um profissional que atua em um mercado que você nunca esteve e com isso consegue aprender sobre novos assuntos que você não domina, além de abrir uma porta para entrar nesse segmento eventualmente.

Outro networking possível é com o meio acadêmico. Você passa a tratar de igual para igual com aqueles profissionais que você sempre admirou. Esses mestres são verdadeiros hubs de contatos. Eles possuem uma rede de relacionamento muito extensa e diversificada, seja pelo exercício da função acadêmica, seja pela longa vivência profissional. Portanto, se manter próximo a esses professores é muito interessante para encurtar espaços a outros contatos importantes para você.

Por último, mas não menos importante, compartilhar conhecimento te possibilita estar sempre em contato com seus amigos. Eles sempre terão notícias suas através de um convite para a próxima palestra ou sempre que houver uma atualização no seu blog, como o que estou fazendo nesse momento. Estar no radar de todas as pessoas da sua rede de relacionamento é vital para que você seja lembrado quando alguma oportunidade surgir. Afinal, a cultura popular nos ensina que "a planta melhor regada é aquela que está mais próxima da torneira".

13 de dez. de 2010

Você sabe como exercitar seu networking nas festas de confraternização?

Finalmente o ano está terminando! O fôlego está quase no final e todos precisam de uma pausa para recuperar as energias e encarar mais um ano cheio de desafios. Mas antes do merecido descanso você tem ainda que encarar aquela sequência de festas de confraternização – seja um almoço com clientes, um happy-hour com os colegas da faculdade, amigo secreto com a galera da empresa, entre outras tantas celebrações de final de ano.

Para muitas pessoas, o mês de Dezembro é sinômino de festa. Mas, na realidade, esse mês deveria ser sinônimo de networking! Afinal de contas, o que todas essas festas têm em comum é a oportunidade que você tem de exercitar seu networking. São nesses eventos que você tem a chance de dar um upgrade na sua rede de relacionamentos. Mas antes que você saia atirando para todos os lados, saiba como aproveitar melhor cada tipo de celebração:
  • Almoço: se você for o organizador do evento, saiba escolher o local. Evite ao máximo churrascaria rodízio. Quem já teve essa experiência, sabe que aquele papo interessante é interrompido a cada 15 segundos pelo garçon. Prefira organizar eventos com poucas pessoas e em restaurantes com boa infra-estrutura. A combinação inversa é desastrosa! Em uma ocasião, eu e cerca de 30 colegas de trabalho fomos ao restaurante mais requintado de uma cidadezinha no interior. O problema é que esse estabelecimento nunca tinha atendido um grupo tão grande. Enquanto alguns colegas ainda estavam comendo a entrada (croquete frito por fora e congelado por dentro), outros já estavam na sobremesa. Se isso acontecesse em um almoço com clientes, sua chance de fazer um bom networking seria nula. Outra situação desfavorável é acomodar o grupo em um mesa quilométrica. O encontro acaba virando um sem-fim de conversas paralelas entre grupos que já se conhecem bem. Ou seja, o objetivo de promover uma festa de integração vai por água abaixo. Sem falar nas brigas ao final do almoço para dividir a conta. Se o grupo for grande, prefira uma festa de confraternização.

  • Happy-hour: é a melhor alternativa para encontros informais de grupos pequenos. Excelente para rever amigos(as) de longa data. O melhor é que você mesmo pode organizar quantos e quando quiser. Que tal marcar um com os amigos do inglês, outro com o pessoal da academia, mais um com a galera do clube e mais outro com a turma que se formou contigo no colégio? É garantia de bom divertimento. Ao contrário, evite marcar um happy-hour com seu chefe ou com aquelas pessoas que você não suporta. Esses eventos são regados de bebidas alcoólicas e, por isso, o final do encontro não é tão feliz quanto sugere o nome. Também evite marcar um happy-hour com clientes. O ambiente normalmente é barulhento e ficar gritando com seu cliente não é uma boa prática. Além do que, falar de trabalho em lugares tão cheios nunca é recomendado. Nesse caso, prefira um evento privado.

  • Amigo secreto: também conhecido como amigo oculto, esse tipo de evento ganhou variações ao longo do tempo. No inimigo secreto, por exemplo, o sorteado recebe um presente depreciativo. Se o seu objetivo é fazer networking, fuja desses encontros. O mais provável é que você presencie um festival de “queimação de filme”. Em contra-partida, as festas de amigo secreto bem organizadas são ótimas para se aproximar daqueles colegas que você não teve muito contato durante o ano. Não fique apenas com aquele grupinho de sempre. Aproveite para conhecer novas pessoas e falar de qualquer assunto que não seja trabalho.

  • Evento privado: é muito comum em grandes empresas para reunir clientes especiais. Pode ser um jantar na casa de um executivo, uma degustação de vinhos, ou um curso de culinária em um espaço gourmet. Esses eventos tem o networking como objetivo principal e nem por isso são enfadonhos. Não é uma boa ideia promover eventos privados relacionados a esportes. Uma “pelada” contra o time do seu cliente pode machucar muito mais os relacionamentos do que as canelas dos adversários.

  • Festa de confraternização: também é comum em grandes empresas. Esse tipo de evento é uma verdadeira bomba-relógio, pois coloca no mesmo local pessoas de diversos níveis organizacionais da empresa e com culturas muito distintas. Essa mistura é potencializada com muita comida, bebida, esporte e lazer. O que começa como uma festa civilizada, com conversas agradáveis e muita diversão, termina inevitavelmente em baixaria. Se você quiser exercitar seu networking nesses encontros, chegue cedo e procure conversar preferencialmente com as pessoas com quem você não tem contato no dia-a-dia. É muito legal jogar tênis de mesa com a diretora de RH ou bater uma bola com o supervisor da produção. Essas atividades derrubam barreiras invisíveis e te ajudarão muito profissionalmente.
Independente da festa que você vai participar, tão importante quanto saber o que fazer é saber quando sair. Como ensinou o filósofo alemão Friedrich Nietzsche: “Em indivíduos, a insanidade é rara; mas em grupos, ela é a regra”. Então, saia enquanto a celebração não se transforma em papelão!

12 de nov. de 2010

Será que o networking pode mesmo ajudá-lo a conseguir um emprego?

Se algum dia você precisou procurar emprego e teve a brilhante ideia de disparar currículos por email para todos os seus contatos, certamente vai responder essa pergunta com um NÃO bem grande. O resultado deve ter sido decepcionante. Provavelmente, quase ninguém se deu ao trabalho de ao menos telefonar para oferecer ajuda. Mas como isso é possível se todos dizem que o networking é uma das melhores maneiras de se conseguir um novo emprego?

De fato, existem várias pesquisas feitas por empresas de Recursos Humanos que afirmam que as chances de contratação de um profissional são bem maiores quando este é recomendado por um funcionário que já trabalha na empresa ou indicado por alguém que tem excelente relacionamento com quem está contratando. Então, quem está certo – a prática (da sua experiência) ou a teoria (das pesquisas)? Ambos estão corretos. A questão é como fazer esse networking trabalhar a seu favor.

Um dos maiores erros das pessoas é pensar que o networking é a arte de colecionar contatos pessoais e/ou profissionais. É muito comum encontrar quem pense assim, afinal, desde criança nos acostumamos a colecionar coisas, tais como figurinhas, selos, revistas, etc. Então as redes sociais se tornaram repositórios de colegas, um álbum de figurinhas com as fotos dos seus melhores amigos. E é aí que mora o perigo! As redes sociais servem para aproximar quem está distante (e como diz um amigo, servem também para afastar quem está próximo). O fato é que adicionar um amigo, por exemplo, no Facebook ou passar a seguí-lo no Twitter não muda em nada a relação que vocês já tinham.
Você, como qualquer outra pessoa, gosta de se sentir querido(a), admira as pessoas que se importam contigo, que demonstram algum interesse pelo que você faz ou por quem você é, independente de títulos ou posses que você tenha. Essa amizade incondicional é recíproca! 

Portanto, da mesma forma que você não gosta de ser usado, seus amigos também não vão gostar de serem acessados somente quando você precisa deles. O networking por interesse é a pior ferramenta que você pode utilizar quando está buscando um emprego. Seu amigo não só vai se recusar a recomendá-lo para uma oportunidade de trabalho, como pode se distanciar de você, pois passará a te rotular como uma pessoa interesseira.

E como fazer para o tiro não sair pela culatra? Aqui vão algumas dicas que funcionam de verdade: 
  • Faça o bem sem olhar a quem – saiba que você pode precisar de ajuda quando menos espera. Então, comece hoje mesmo a ajudar seus amigos quando eles precisarem. Quando receber um telefonema de um amigo solicitando um favor ou um email com um pedido de ajuda, aja como diz o ditado. Faça o bem sem olhar a quem! Em outras palavras, sempre que possível, ajude-o sem esperar nada em troca. E não use isso como moeda de troca no futuro. Pode ter certeza que sua boa ação será lembrada e recompensada.
  • Mantenha-se próximo – não espere que seus amigos entrem em contato com você. A distância entre vocês é a exatamente a mesma, então tome a iniciativa e faça contato. Você não precisa ter nenhum motivo específico para se reaproximar, mas se precisa de uma razão para tomar a iniciativa, fique atento às datas e ocasiões especiais para o seu amigo, como por exemplo a data do aniversário dele ou comemoração de bodas do casal. 
  • Esteja sempre no radar – um dos principais benefícios dos aplicativos de colaboração online é a troca de informações em tempo real. Por isso, use e abuse dessas ferramentas, seja por redes sociais como o Facebook, por redes profissionais como o LinkedIn ou ainda por comunicadores instantâneos como o Live Messenger. Esses aplicativos são excelentes para convidar para um evento, divulgar uma notícia, dar uma dica, comentar um status, manifestar seu ponto de vista, compartilhar uma foto, etc. Em resumo, se faça presente! Dessa maneira, todos lembrarão de você quando precisar de ajuda.
  • Esteja bem informado – saber tudo sobre o que passa na sua área de atuação é vital para encontrar um novo emprego. Mas isso não se limita apenas a conhecer os resultados das empresas que atuam nesse mercado. Também é importante saber quem está trabalhando onde. Um antigo colega de trabalho pode estar justamente ocupando uma posição chave naquela empresa que você aplicou para uma vaga.
  • Saiba do útil ao fútil – essa dica está relacionada com as três dicas anteriores. Estar bem informado não significa saber apenas o que é útil para sua carreira. Isso inclui o fútil, a cultura inútil, as novidades do luxo e as curiosidades do lixo. Você pode compartilhar esses tipos de informação na sua rede social e dessa forma entrar no radar dos seus amigos. Se isso for interessante para algum deles, você já terá conseguido retomar o contato e assim se manter próximo desse amigo.
  • Tenha auto-estima – estar desempregado é um status e não uma doença infecto-contagiosa que será transmitida aos seus amigos se você contar. Então, não se sinta acuado ou deprimido. Converse abertamente com o maior número de pessoas sobre a sua situação. A ajuda poderá vir de onde você menos espera. Por isso, ter auto-estima elevada nesse momento é fundamental para transmitir energia positiva para seus amigos. Eles se sentirão mais entusiasmados em ajudá-lo.
Lembre-se que essas são apenas algumas dicas que podem ajudá-lo a encontrar um novo emprego através do networking. Mas isso tudo só funciona mesmo se o conteúdo valer a pena. Ninguém, por mais amigo que seja, jamais vai recomendá-lo para a empresa que trabalha ou indicá-lo a outro amigo se você não for um profissional comprovadamente competente. Também de nada adianta ter um belo currículo se isso não corresponde à realidade.

Em outras palavras, o networkingNÃO vai ajudá-lo a conseguir um emprego se você  “por fora for bela viola, mas por dentro for pão bolorento”!