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8 de jun. de 2020

A Minha Rede Funciona... e a Sua?

No dia 05/06/2020, minha família e eu completamos três meses em casa! Saímos muito raramente para fazer compras. Afortunadamente, nós temos condições de nos manter em isolamento e fazer a nossa parte para não proliferar o vírus entre as pessoas do nosso convívio.


Mas, para quem me conhece, sabe que é muito difícil estar afastado das pessoas. Sou um "animal social", que gosta muito de encontrar com amigos(as) e colegas de profissão. Sempre dediquei um tempo considerável da minha agenda para trabalhar o meu Networking. Não é para menos. Há mais de 10 anos, eu estudo esse tema com muita dedicação!

Comecei a me interessar pelas teorias por trás das relações interpessoais na época em que minha rede mais cresceu. Eu fiquei intrigado para saber os motivos pelos quais eu conseguia me conectar com profissionais de toda América Latina apenas acionando os(as) amigos(as) que faziam parte da minha rede, até então limitada.

Quanto mais eu lia sobre o tema "Social Network", mais eu me apaixonava! Afinal, eu aplicava na prática os conceitos que eu aprendia e os resultados eram imediatos e duradouros. Eu sinto muito orgulho de conseguir manter relacionamentos próximos com tantas pessoas que já passaram pela minha vida profissional e pessoal.

Essa paixão pelo tema Networking me motivou a criar, em 2010, uma marca para dar identidade ao que estava surgindo. No início, desenvolvi este blog, ainda com a marca Network-4-Sales, para publicar artigos relacionados a este assunto super interessante.

O interesse foi tão grande, que, já no ano seguinte, comecei a compartilhar meus conhecimentos em palestras. Sempre contando com a ajuda de amigos, fui convidado a apresentar meu conteúdo em várias empresas e instituições de renome.

Com o passar dos anos, o interesse do público não era mais apenas voltado ao Networking para Vendas. Para dar mais abrangência, a marca foi atualizada para YourNetWorks.

Fui desenvolvendo metodologias próprias para auxiliar na aplicação dos conceitos que eu havia aprendido e também com toda bagagem acumulada com centenas de horas de trocas de experiências com os participantes dessas palestras. O conteúdo já era tão vasto que desenvolvi um workshop para ensinar na prática a metodologia M.E.E.T.!

Com o início da pandemia, trancado em casa e sem poder me encontrar pessoalmente com as pessoas, dediquei meu tempo e energia para tirar do papel um projeto que estava engavetado há anos - um treinamento virtual, completamente audiovisual, no qual eu pudesse levar o conteúdo condensado do workshop para o mundo todo! Contei, mais uma vez, com o apoio dos amigos mais próximos para ter todos os recursos para elaborar um material de alta qualidade.

Dediquei mais da metade dessa quarentena ensaiando, gravando as aulas, preparando os slides, editando, e produzindo o treinamento "Networking Efetivo - Guia Prático para a Sua Rede Funcionar". Hoje, justamente quando completo 3 meses de quarentena, conseguiu lançar esse conteúdo a YourNetWorks na Hotmart, maior plataforma de treinamento online do Brasil!

Eu estou extremamente feliz com o lançamento bem-sucedido deste novo projeto. E ainda mais feliz com toda ajuda e feedbacks positivos que recebi de vários(as) amigos(as)!

Caso você queira saber mais sobre esse treinamento, que desenvolvi sozinho com muito amor e suor, te convido a assistir o vídeo promocional a seguir. Se você assistir esse treinamento, você vai entender por que a minha rede de relacionamento funciona! E a sua, funciona?





12 de dez. de 2013

Por que o networking é tão importante na recolocação profissional?


Só existem três lugares onde todas as pessoas são perfeitas - no Currículo, nas redes sociais, e no epitáfio, frases escritas sobre túmulos. Você já viu alguma lápide de um homem que não tenha sido afetuoso, honesto e trabalhador? Já viu a página de uma amiga no Facebook onde ela aparece feia e maltrapilha nas fotos do perfil? E por acaso já recebeu um CV que fale dos erros, defeitos e tropeços de um profissional? Claro que as respostas são "não, não e não"!

Se coloque no lugar de um headhunter, de um profissional de RH ou de um recrutador. Você só recebe um Curriculum Vitae, que em Latim significa "Trajetória de Vida", contendo apenas com os feitos maravilhosos de um candidato. Como você saberia por esse frio pedaço de papel que está chamando o profissional mais adequado para um processo seletivo? Mesmo conversando com as referências profissionais indicadas pelo candidato, como você teria certeza que estão sendo sinceros? Afinal de contas, foi o próprio candidato quem os indicou e os preparou para falar bem dele.

Agora que você entendeu o lado do entrevistador, consegue imaginar como muitas vezes você nem chega a ser chamado para uma vaga que é "a sua cara". Infelizmente, não vivemos em um mundo cor de rosa, onde somente nossos méritos são considerados. O Educador, Filósofo e Professor Mário Sérgio Cortella, a quem devo a inspiração por esse texto, explica em suas palestras que um entrevistador deveria pedir ao candidato o seu "Curriculum Mortis", onde estejam listadas todas as falhas, erros, fraquezas e tropeços que ele eventualmente teve durante a sua vida profissional. Segundo o Professor, entendendo como essa pessoa lidou com essas frustrações é que se descobre como ela reagirá aos desafios futuros.

Então, se existe uma barreira enorme de desconfiança entre candidato e empregador, como transpor esse obstáculo? Como demonstrar credibilidade para aumentar a sua empregabilidade? A resposta passa pelo networking! Sabemos que todas as pessoas do mundo estão separadas por no máximo seis graus de distância. Se estamos falando de um segmento específico de mercado então, é certo que não existam mais que 3 passos entre o dono de uma vaga e você! Então, sua primeira tarefa é descobrir quem são essas pessoas que podem te conectar ao emprego dos seus sonhos.

Descoberto quem pode fazer essa ponte, é hora de fazer o seu networking funcionar. O mais importante é que essas pessoas estejam ativas na sua rede para que não se sintam usadas por você. A última coisa que você quer parecer nesse momento é uma pessoa interesseira. Agora, se você deixou sua rede de contatos adormecida durante todos os seus áureos anos de carreira, você colher exatamente o que plantou. Há muito o que se falar nesse sentido. Para entender melhor o que fazer nessa situação, leia o artigo "Perdeu o emprego? Será tarde para começar a trabalhar o networking?"
(http://network4sales.blogspot.com.br/2012/08/perdeu-o-emprego-sera-tarde-para_28.html)

Em resumo, a dica é para não deixar para amanhã o que era para ter sido feito anteontem. Ative imediatamente sua rede de relacionamentos para que ela possa trabalhar a seu favor quando o assunto for uma recolocação profissional. O mais importante é entender que o networking é uma via de mão dupla. Não espere ser ajudado se você nunca se prontificou a ajudar ninguém, não só quando o assunto é carreira. Para entender melhor, confira seis dicas importantes no artigo "Será que o networking pode mesmo ajudá-lo a conseguir um emprego?"
(http://network4sales.blogspot.com.br/2010/11/sera-que-o-networking-pode-mesmo-ajuda.html).

O fato é que se você conseguiu pavimentar o caminho até o novo emprego, isso só foi possível porque todas as pessoas nessa trajetória acreditam em você e no seu potencial. Essa contribuição voluntária e verdadeira é a melhor recomendação profissional que alguém pode receber. E nela, pode ter certeza, qualquer recrutador pode acreditar. Confie em você, confie no seu networking!!!

6 de dez. de 2010

Posso te contar um segredo? Você promete que não conta para ninguém?

Quando alguém te faz essas perguntas, você normalmente concorda em guardar o segredo somente para você, mas na prática sua resposta deveria ser: “Depende”! Afinal de contas, vai depender do grau de relacionamento que você tem com quem te contou o tal segredo e o nível de confiança que você tem com as pessoas com quem você poderia compartilhar essa informação posteriormente.

Por exemplo, o seu chefe te confidencia uma informação estratégica da empresa sobre um projeto que você será o principal responsável. Animado com o novo desafio, você não vê problemas em contar a novidade para a sua esposa. Ela, por sua vez, também não vê impedimento algum em comentar, com orgulho, com a irmã no salão de beleza sobre as conquistas profissionais do marido. O problema está na cadeira ao lado, onde está sentada a esposa do presidente da empresa concorrente. Esta não perde tempo e liga na hora para o marido para contar o segredo empresarial que ela descobriu por acaso.

No caso acima, apenas cinco graus de distância separavam os executivos das empresas rivais. E o vazamento de uma informação sensitiva pode ser suficiente para arruinar o negócio de uma corporação de forma irreversível. É justamente para evitar que isso ocorra que grandes empresas possuem políticas e treinamentos para os seus funcionários sobre como lidar com informações confidenciais. Mesmo assim, no mundo corporativo existem diversos casos de segredos industriais que chegaram às mãos da concorrência, sendo grande parte deles por descuido de quem deveria guardar esses segredos acima de tudo.

Por definição, segredo é: uma informação valiosa, mas que se for tornada pública pode comprometer algo ou alguém, geralmente não podendo ser revelada a determinadas pessoas. A revelação de um segredo pode até ser confundida com fofoca ou intriga. Mas quando o conteúdo dessa informação é realmente importante, sua divulgação pode colocar uma pessoa, uma empresa ou até mesmo uma nação em risco. Esse é o caso dos documentos confidenciais que vêm sendo divulgados pelo WikiLeaks.

Para quem não conhece, o WikiLeaks é uma organização sem fins lucrativos, formada por intelectuais, ativistas, jornalistas, programadores, dissidentes políticos, matemáticos e tecnólogos de várias partes do mundo. Essa organização publica documentos, fotos e vídeos de fontes anônimas com informações confidenciais vazadas (daí o nome Leaks) de governos ou empresas. O site foi lançado em dezembro de 2006 e menos de um ano depois já continha 1,2 milhões de documentos.

Apesar do nome, o WikiLeaks não tem o mesmo conceito de um wiki, como o dicionário online Wikipedia, onde seus leitores podem editar o seu conteúdo do site. No caso do WikiLeaks, para postar algo, o usuário deve utilizar um software de comunicação especial, que embaralha os dados antes do envio visando preservar a privacidade dos seus colaboradores.

Entre os segredos já divulgados pela organização está um vídeo feito em julho de 2007 que mostrava civis iraquianos sendo mortos durante um ataque aéreo das forças militares dos Estados Unidos. Em julho do mesmo ano, o WikiLeaks divulgou uma compilação de quase 77 mil documentos secretos do governo americano sobre a Guerra do Afeganistão. Na semana passada começou a publicar uma série de telegramas secretos de embaixadas e do Governo norte-americano. Todos esses documentos divulgados causaram desde pequenos constrangimentos até crises políticas internacionais.

O mais interessante do WikiLeaks é o networking oculto que só forma em torno dele. A organização foi fundada pelo australiano Julian Assange, que, em teoria, é o único nome conhecido dessa instituição. Mesmo tendo apenas um ponto de contato nominal, segredos de toda parte do mundo chegam até às mãos dessa entidade, seja por mensagens encriptadas ou por contato pessoal com um dos membros ocultos dessa organização espalhados pelo mundo. Também de forma oculta, se forma uma rede de espiões, colaboradores anônimos que quebram os sigilos de orgãos governamentais. Acredita-se que muitos deles sejam “insiders”, funcionários dessas próprias instituições.

Por isso, antes de contar um segredo, saiba que dificilmente ele não será passado adiante. Como disse certa vez o inventor Benjamin Franklin – “Três pessoas podem guardar um segredo somente se duas delas estiverem mortas”.

19 de nov. de 2010

Você prefere comprar de um amigo ou de um desconhecido? E vender, para quem é melhor?

Imagine que você quer comprar um videogame para o seu filho. Você não sabe muita coisa sobre o assunto e não pode errar na escolha. A melhor saída é conversar com aquele amigo do trabalho que tem um filho na mesma idade, na esperança dele já ter passado por essa experiência e assim te passar uma dica de qual modelo comprar e onde encontrar a melhor oferta. Se você tiver a sorte de encontrar esse amigo, vai seguir à risca todas as recomendações que ele te passar.

A recomendação é um dos fatores que mais pesam em um processo de decisão de compra de um produto ou serviço, principalmente de alto valor. Quando a recomendação é feita por uma pessoa da sua rede de relacionamentos, ela chega a ser até mais importante que o preço ou a marca!

Por exemplo, se uma pessoa da sua confiança recomenda que você compre um determinado modelo de computador, você normalmente aceita, mesmo que a marca não seja a que você prefere ou até mesmo que esse computador seja mais caro que um modelo similar. Essa recomendação, portanto, serve para encurtar a distância entre o desejo e a realização. Sua decisão será muito mais rápida e simples porque alguém que você confia teve uma experiência positiva com o mesmo produto ou fabricante.

Imagine agora outra situação. Você quer comprar um carro usado e já tem em mente as características que esse carro deve possuir e o preço máximo que você pretende pagar. Você, então, visita diversas lojas, pesquisa na internet e nos classificados dos jornais. Apesar de encontrar várias ofertas que se encaixam no perfil procurado, você ainda hesita em tomar a decisão porque não conhece a procedência desses veículos e nem a idoneidade de quem está vendendo. Daí você descobre que o primo do seu melhor amigo está vendendo o carro dele. Apesar de o preço estar acima da sua meta, você fecha negócio só pela relação de confiança que o vendedor e o comprador (você) têm com uma pessoa em comum.

Quando a negociação muda de sentido, a relação de confiança é igualmente importante. Quem já teve a experiência de vender um produto por classificados ou internet sabe do que estou falando. Você nunca sabe quem está do outro lado da linha! Será que o cheque vai ter fundos? Como e onde posso encontrar o comprador em segurança? Essa preocupação toda não é exagero! Existem diversos casos de seqüestro de vendedores quando se encontraram com o comprador, que na realidade era um bandido disfarçado. Por isso, que algumas vezes você prefere vender suas coisas mais baratas para um amigo do que para um desconhecido. Esse é o networking comercial!

Foi pensando nisso que criei uma página na internet de compra e venda somente entre amigos - o site SALES VENDE (http://salesvende.wordpress.com/). Ele não é um portal de e-commerce. Os produtos anunciados só são vendidos para amigos, de amigos e por amigos. Só assim é possível garantir que a negociação será clara e direta; que a transação será bem sucedida; e que a satisfação de quem vende e de quem compra será completa.
Todos os produtos anunciados nesse site pertencem a algum amigo meu ou da minha família. E é justamente esse vínculo que permite garantir a qualidade dos produtos oferecidos. Afinal, é sempre melhor comprar ou vender para quem a gente conhece. Então, se você tem um produto que já não usa mais, ofereço a você esse espaço para vendê-lo!

O melhor de tudo é que você não precisa ter trabalho nenhum! Basta dizer que produto quer vender e o preço desejado. O resto é conosco – montamos o anúncio, publicamos no site, divulgamos para nossa rede de amigos, intermediamos a negociação, acertamos os detalhes da transação e fechamos o negócio para você. A única regra é que você só pode comprar ou vender se tiver algum relacionamento conosco. Nossa tarefa é aproximar quem quer vender de quem quer comprar, mas essas duas pontas têm que passar por nós para validar o relacionamento e assim dar credibilidade à negociação e garantir a satisfação das partes.

Se você estiver interessado em comprar algum produto que já está anunciado, vender qualquer coisa ou simplesmente tirar uma dúvida; entre em contato conosco por email ou MSN Messenger salesvende@hotmail.com.

Aproveite esse espaço. Ele foi feito para você, nosso amigo!

15 de set. de 2010

Você lembra como a crise americana afetou o seu bolso aqui? Ela ainda está aí!

Hoje faz exatamente dois anos do início da maior crise econômica mundial desde a Grande Depressão nos Anos 30. Foi em uma segunda-feira, no dia 15 de setembro de 2008, que o Lehman Brothers – o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos – entrou com o maior pedido de falência da história. Esse marco desencadeou a queda da primeira peça de um dominó gigante, que continua caindo até hoje e afetando economias em todo o mundo. E como vivemos em um mundo conectado, isso também afetou o seu bolso por aqui.

Mas se engana quem pensa que essa crise começou nesse dia. Esse dominó começou a cair cerca de dois anos antes, quando a bolha imobiliária norte-americana começou a inflar. Para que você entenda como uma ação que aconteceu a milhares de quilometros daqui afeta o seu dia-a-dia, reproduzo abaixo trechos de um texto de Weslei Dourado publicado no portal Administradores na época que a crise estourou. Ele conta a estória de Paul, um cidadão-modelo americano e como ele ajudou a criar a crise.

Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares. Vendo que imóveis não paravam de se valorizar, Paul comprou 3 casas em construção, dando metade como entrada. Com a outra metade comprou um carro novo pra ele, deu um carro para cada filho e com o resto do dinheiro equipou toda a casa com as maravilhas tecnológicas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.

Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço. O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. Então, as taxas que o Paul pagava começaram a subir e ele percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia.

As casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que Paul achava que já teria revendido as 3 casas. Mas como a oferta de casas nesse momento era maior que a procura, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul então deixou de pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de dólares de especuladores imobiliários iguais a ele. Paul não conseguiu renegociar a dívida com os bancos e entregou as 3 casas que comprou como investimento, perdendo tudo. As casas devolvidas não tinham compradores e por isso os bancos ficaram descapitalizados.

Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Mas os bancos já haviam transformado esses empréstimos em títulos negociáveis por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó. Os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.

E em um mundo globalizado, a queda no consumo na maior economia do mundo afeta diretamente a cadeia produtiva em todos os países que dependem dela. O Brasil foi um dos países que conseguiu se recuperar mais rapidamente dos efeitos dessa crise, mas não sem deixar marcas profundas por aqui. O impacto foi sentido primeiro nos bolsos de investidores, mesmo de um simples assalariado que investia seu dinheiro na bolsa. A desconfiança se espalhou pelo mercado. Os empréstimos por aqui tmabém sumiram. O comércio desaqueceu e a indústria começou a demitir. Os calotes aumentaram.

A receita adotada pelo governo funcionou rapidamente e tem feito a máquina funcionando bem até hoje. A injeção de dinheiro na base da pirâmide fez com que as classes D e E subissem de patamar. Com isso, passaram a consumir mais. As indústrias produzem mais e por isso precisam de mais empregados. Mais pessoas pagando impostos, colocam mais dinheiro nos cofres públicos, que voltam à base da pirâmide para que eles continuem gastando. Os bancos ficam confiantes com o modelo e emprestam mais dinheiro para girar a roda ainda mais forte. Mas como todo modelo econômico, o perigo mora ao lado. Todas as partes que fazem essa roda girar estão intimamente ligadas a outras rodas ao redor do mundo. Se uma se romper, todas voltam a desacelerar ou parar completamente, impactando no seu bolso uma vez mais.

Nesse mundo conectado em que vivemos temos que estar atentos a todos os eventos, em qualquer parte do mundo, mesmo aqueles que parecem que nunca afetarão nosso dia-a-dia.