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8 de jun. de 2020

A Minha Rede Funciona... e a Sua?

No dia 05/06/2020, minha família e eu completamos três meses em casa! Saímos muito raramente para fazer compras. Afortunadamente, nós temos condições de nos manter em isolamento e fazer a nossa parte para não proliferar o vírus entre as pessoas do nosso convívio.


Mas, para quem me conhece, sabe que é muito difícil estar afastado das pessoas. Sou um "animal social", que gosta muito de encontrar com amigos(as) e colegas de profissão. Sempre dediquei um tempo considerável da minha agenda para trabalhar o meu Networking. Não é para menos. Há mais de 10 anos, eu estudo esse tema com muita dedicação!

Comecei a me interessar pelas teorias por trás das relações interpessoais na época em que minha rede mais cresceu. Eu fiquei intrigado para saber os motivos pelos quais eu conseguia me conectar com profissionais de toda América Latina apenas acionando os(as) amigos(as) que faziam parte da minha rede, até então limitada.

Quanto mais eu lia sobre o tema "Social Network", mais eu me apaixonava! Afinal, eu aplicava na prática os conceitos que eu aprendia e os resultados eram imediatos e duradouros. Eu sinto muito orgulho de conseguir manter relacionamentos próximos com tantas pessoas que já passaram pela minha vida profissional e pessoal.

Essa paixão pelo tema Networking me motivou a criar, em 2010, uma marca para dar identidade ao que estava surgindo. No início, desenvolvi este blog, ainda com a marca Network-4-Sales, para publicar artigos relacionados a este assunto super interessante.

O interesse foi tão grande, que, já no ano seguinte, comecei a compartilhar meus conhecimentos em palestras. Sempre contando com a ajuda de amigos, fui convidado a apresentar meu conteúdo em várias empresas e instituições de renome.

Com o passar dos anos, o interesse do público não era mais apenas voltado ao Networking para Vendas. Para dar mais abrangência, a marca foi atualizada para YourNetWorks.

Fui desenvolvendo metodologias próprias para auxiliar na aplicação dos conceitos que eu havia aprendido e também com toda bagagem acumulada com centenas de horas de trocas de experiências com os participantes dessas palestras. O conteúdo já era tão vasto que desenvolvi um workshop para ensinar na prática a metodologia M.E.E.T.!

Com o início da pandemia, trancado em casa e sem poder me encontrar pessoalmente com as pessoas, dediquei meu tempo e energia para tirar do papel um projeto que estava engavetado há anos - um treinamento virtual, completamente audiovisual, no qual eu pudesse levar o conteúdo condensado do workshop para o mundo todo! Contei, mais uma vez, com o apoio dos amigos mais próximos para ter todos os recursos para elaborar um material de alta qualidade.

Dediquei mais da metade dessa quarentena ensaiando, gravando as aulas, preparando os slides, editando, e produzindo o treinamento "Networking Efetivo - Guia Prático para a Sua Rede Funcionar". Hoje, justamente quando completo 3 meses de quarentena, conseguiu lançar esse conteúdo a YourNetWorks na Hotmart, maior plataforma de treinamento online do Brasil!

Eu estou extremamente feliz com o lançamento bem-sucedido deste novo projeto. E ainda mais feliz com toda ajuda e feedbacks positivos que recebi de vários(as) amigos(as)!

Caso você queira saber mais sobre esse treinamento, que desenvolvi sozinho com muito amor e suor, te convido a assistir o vídeo promocional a seguir. Se você assistir esse treinamento, você vai entender por que a minha rede de relacionamento funciona! E a sua, funciona?





29 de jan. de 2019

Nascemos de novo quando enxergamos os outros como nosso próximo!

Sou um grande admirador do Papa Francisco, o primeiro pontífice latino-americano e único não-europeu a ocupar o posto máximo da Igreja Católica em mais de 1200 anos.
Nesse mês de Janeiro, em visita ao Panamá, o Papa fez um discurso emblemático! O Papa cita a parábola do "Bom Samaritano" para  enfatizar que começamos a nascer de novo, quando o Espírito Santo nos dá olhos para ver os outros não apenas como nossos vizinhos, mas como nosso próximo!
Para Francisco no Muro das Lamentações com um rabino e um imame
Papa Francisco, no Muro das Lamentações, se encontra com um rabino e um imame 









O Evangelho refere que uma vez perguntaram a Jesus: «Quem é meu próximo?» (Lc 10, 29). Não respondeu com teorias, nem fez um discurso lindo e elevado, mas usou uma parábola – a do Bom Samaritano – um exemplo concreto de vida real que todos vós conheceis e viveis muito bem. O próximo é sobretudo um rosto que encontramos ao longo do caminho e pelo qual nos deixamos mover e comover: mover dos nossos planos e prioridades e comover intimamente por aquilo que vive aquela pessoa, para lhe dar lugar e espaço na nossa caminhada. Assim o entendeu o bom Samaritano à vista daquele homem que fora deixado meio morto, na beira da estrada, não só por alguns bandidos, mas também pela indiferença de um sacerdote e um levita que não tiveram a coragem de ajudar; pois a indiferença também fere e mata! Uns por umas míseras moedas, outros pelo medo de se contaminar, por desprezo ou aversão social não tiveram dificuldade em deixar aquele homem caído na estrada. O bom Samaritano, como todas as vossas casas, mostram-nos que o próximo é, antes de tudo, uma pessoa, alguém com um rosto concreto e real, e não qualquer coisa a deixar para trás ou ignorar, seja qual for a sua situação. É um rosto que revela a nossa humanidade tantas vezes atribulada e ignorada.
Assim é na nossa vida cotidiana! Usamos como desculpa a falta de tempo ou qualquer outro compromisso para ignorar o pedido de ajuda dos outros. Não temos a capacidade de nos colocar no lugar de quem precisa de nós. Em tempos que se fala tanto de inteligência emocional, a empatia está cada vez mais rara nos seres humanos!
Lembremos do Bom Samaritano e vamos colocar em prática, tanto em nossos relacionamentos pessoais como profissionais, a nossa capacidade de compreender a perspectiva psicológica das outras pessoas e nossa habilidade de experimentar reações emocionais através da observação da experiência alheia.

Confira o texto na íntegra do discurso do Papa Francisco na Casa-família "O Bom Samaritano" no site do Vaticano:

3 de fev. de 2016

O que você vai fazer quando acabar o emprego? Já pensou em colaborar?

Parabéns! Você está um dia mais perto do fim do seu emprego.  Não estou falando que você ficará desempregado e precisará se recolocar em uma nova empresa. A realidade é mais dura do que isso! O emprego vai acabar... e não estamos muito longe desse dia! O trabalhador com carteira assinada será uma raridade em muitos lugares do mundo.

Mas não há motivo para pânico! Quer dizer, você pode sim se desesperar se não estiver preparado para colaborar! Caso ainda não tenha percebido, já estamos vivendo a “Era da Colaboração”!

Se você não percebeu isso ainda, pode estar se tornando um profissional obsoleto. Pergunte para alguns adolescentes quantos sonham em construir carreira promissora em uma corporação. Você vai se surpreender ao saber que os sonhos desses jovens não foram inspirados no carreirismo dos seus pais. Pelo contrário, pais que sempre reclamaram da vida corporativa e nunca estavam em casa são as maiores inspirações para que os filhos não sigam os seus passos.

Essas “crianças” que acabaram de sair das suas fraldas, entretanto, já aprenderam de forma intuitiva que elas podem fazer o que quiserem, quando quiserem, com quem quiserem... em qualquer parte do mundo. Isso se chama colaboração!

A colaboração acadêmica existe há centenas de anos. Cientistas e pesquisadores compartilhavam suas experiências e estudos através do globo muito antes da invenção da telecomunicação. A internet, aliás, foi criada principalmente para a interação acadêmica entre universidades e centros de pesquisa em todo o mundo.

Para as pessoas que já nasceram na era digital, porém, a internet é muito mais que uma rede mundial de computadores. Ela é um meio de estreitar relacionamentos entre pessoas que talvez jamais se encontrem face a face na vida, mas que podem, surpreendentemente, desenvolver alguma ação revolucionária em conjunto.

Você que ainda não entendeu como isso pode ocorrer, vou usar um exemplo prático. Na semana passada, aconteceu em São Paulo a nona edição da Campus Party Brasil 2016, ou simplesmente #cpbr9 para os “íntimos”. Você certamente viu algo na mídia sobre essa “feira geek”, como a imprensa gosta de rotular. Tem ainda quem a chame de “o maior encontro de tecnologia do País”. Isso é um pouco melhor, mas ainda longe do que realmente acontece nesses encontros.

A Campus Party, que já acontece em oito países, é na realidade um encontro colaborativo. A tecnologia é apenas o pano de fundo, já que é através das telas dos seus computadores turbinados e dispositivos móveis repletos de aplicativos que a maioria das interações acontece. Mas a internet de altíssima velocidade de 40 GB/s serve, de fato, para aproximar mentes brilhantes de várias partes do mundo. Mais de 400 mil participantes, chamados de Campuseros, acompanham esse evento pelas redes sociais. Alguns deles, vindos de 17 países e de todos os Estados brasileiros, literalmente acamparam por seis dias no Centro de Exposições do Anhembi e lá marcaram para se encontrar pessoalmente com as pessoas que elas vêm colaborando à distância durante todo o ano.

Esse encontro contou com a participação de 12 mil inscritos e mais de 80 mil visitantes de várias partes do planeta. Além disso, 2,5 milhões de fãs acompanharam o evento por streaming, ou seja, vídeo em tempo real pela internet. O interesse de tanta gente tem uma razão. É nessa “festa geek” que todas as peças de um negócio promissor podem se juntar em um mesmo tabuleiro. Nesse jogo, por exemplo, uma estudante secundarista de Pecém/CE apresenta sua ideia inovadora para um programador de Blumenau/SC que se junta com um empreendedor de Niterói/RJ e consegue o aporte de capital de um fundo de investidores (crowd funding) de várias partes do mundo. Esse time inusitado e com capacidade complementares colaboram entre si e pode ser responsável pela próxima revolução social mundial.

Note que nenhuma das peças desse jogo tem um emprego ou está em busca de um. Muito provavelmente jamais terão e nem sentirão falta de um carimbo na Carteira. O trabalho que essas pessoas desenvolverão ao longo de sua vida profissional terá como objetivo principal transformar para melhor o mundo onde vivemos. Ganhar dinheiro com isso é consequência e mérito pela execução brilhante de toda a equipe.

Esses jovens sabem lidar muito melhor que você com os erros, perdas e frustrações. Das centenas de ideias que eles possam ter na vida, apenas uma dezena sairá do papel porque encontraram uma equipe multifuncional adequada, mas pouquíssimas se tornarão um negócio. Mesmo assim, eles continuarão sonhando, buscando novas parcerias, testando novos modelos e empreendendo por muitos e muitos anos.

O fato é que as empresas já perceberam que manter funcionários no seu quadro é caro, complicado e pouco estimula a criatividade e competitividade dos seus empreendimentos. Aos poucos elas começam a dispensar seus dinossauros de 30 anos de idade e contratando grupos de jovens com competências complementares, que são remunerados por entrega. O resultado é um produto ou serviço de ponta, com alta qualidade, prazo de entrega curto e baixo custo. Então, não precisa ser um gênio para saber que essas corporações renovarão seus estoques de pessoas muito em breve.


E você, está preparado para viver sem um emprego? Sabe como se adaptar a “Era da Colaboração”?  O primeiro passo é saber trabalhar seu networking! É a sua rede de contatos o ponto de partida para você entrar nesse jogo. Aprenda a colaborar e jamais tenha que procurar um emprego novamente na sua vida! 

29 de jul. de 2015

O que todos nós queremos da vida?

Pergunta fácil! Só queremos ter saúde e estabilidade num emprego bem remunerado e assim possamos garantir conforto e segurança para nossa família e um futuro melhor aos nossos filhos. Também queremos conquistar nossos sonhos e sermos reconhecidos por nossos amigos e familiares. Essa resposta clichê é explicada pela Pirâmide das Necessidades de Maslow. Mas sabemos que isso tudo é utópico. Está cada vez mais difícil encontrar esse equilíbrio nos dias de hoje.

Traduzindo tudo isso em uma resposta mais simplista, concluímos que nós só queremos ser felizes! Mas o que é a felicidade para você? Novamente, a resposta pode ser encontrada na Pirâmide das Necessidades de Maslow. Cada vez que atingimos a plenitude em um nível hierárquico da pirâmide, nos sentimos auto-realizados; ou seja, ficamos felizes! Mas essa felicidade não é duradoura. Logo em seguida, temos que subir na hierarquia e ter outras necessidades realizadas para sermos felizes novamente.

Em tempos difíceis como os que temos vivido atualmente, principalmente nos grandes centros urbanos, é ainda mais difícil ser feliz! Inflação alta, falta de água e de energia restringem muitas necessidades fisiológicas. Criminalidade, impunidade, atendimento médico precário nos tiram a segurança. A crise de confiança que se instalou no País destrói nossa estima e inibe nossa realização pessoal. Observando novamente a Pirâmide das Necessidades de Maslow, notamos que apenas uma camada permanece inabalada, mesmo em momentos de crise – o AMOR!

Mas porque o Amor não é tão afetado pelas crises? Como expressado poeticamente por Camões e cantado por Renato Russo, “o Amor é fogo que arde sem se ver; é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer”! Em outras palavras, o Amor tem o poder de nos confortar diante das dificuldades. E é justamente o Amor, representado simbolicamente pelos nossos relacionamentos interpessoais, que é a única chave para a nossa felicidade!

Então, mais uma vez fazendo a pergunta-título, a resposta perfeita seria o que todos nós queremos da vida é amar e ser amado! É o Amor que sentimos por nossos familiares, amigos, colegas e todas as pessoas que pertencem à nossa rede de relacionamentos, nosso network, que é capaz de nos manter felizes, mesmo em tempos difíceis, e nos ajudará a suprir todas as outras necessidades da pirâmide.


E como cantou Renato Russo em outro trecho da música Monte Castelo, que é um trecho da Bíblia (1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios): “É só o amor que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal. Não sente inveja ou se envaidece”! Acredite na força do seu networking! Acredito no poder transformador do Amor! 

4 de out. de 2013

Quem vale a pena fazer parte do seu network?

Um dos segredos do sucesso de chefs renomados é a escolha de ingredientes que compõe um prato. Somente selecionando muito bem cada ingrediente é possível garantir que o resultado sairá conforme planejado na elaboração da receita. Já em networking isso não funciona. Um dos maiores erros que uma pessoa pode cometer é selecionar quem fará parte da sua rede de relacionamentos. 

Um erro ainda mais grave é achar que apenas os indivíduos em destaque, seja social ou profissional, são os que valem a pena fazer parte do seus círculos de amizades. No âmbito profissional, isso significa manter no seu network apenas altos executivos e empresários de sucesso. Isso pode até parecer bonito na teoria. É o mesmo que ter um álbum todo preenchido com as melhores figurinhas, ou melhor dizendo, com os maiores "figurões". Entretanto, essa coleção não traz resultados nada efetivos na prática. 

Conheço vários histórias de pessoas que contaram com a ajuda de quem elas menos esperavam nas suas maiores conquistas ou nas horas mais difíceis. Um dos exemplos aconteceu comigo mesmo. Quando eu estava nos últimos anos da faculdade, procurava uma vaga de estagiário, de preferência em uma multinacional. Mas como eu poderia conseguir uma vaga tão privilegiada, que só se encontrava nas poderosas corporações localizadas na Grande São Paulo, se eu estudava em uma faculdade que não era de primeira linha e era localizada há quilômetros de distância, em Santos? Foi aí que o networking entrou na minha vida pela primeira vez.

Um dia, comentando sobre os meus planos com a minha Tia Ana, ela se lembrou que conhecia um alto executivo que trabalhava na matriz da multinacional Siemens na Alemanha. O mais curioso é como eles se conheceram. Foi através de uma amiga em comum que jogava cartas semanalmente com ela em Peruíbe, ainda mais longe da capital paulistana. No encontro seguinte, minha tia entregou o meu CV para o executivo alemão, que o encaminhou endossado para a diretoria local. Em poucas semanas fui chamado para estagiar na subsidiária brasileira da empresa, onde fui efetivado anos depois.

Ao longo da minha vida aprendi que o valor das pessoas está no que elas representam para você e não no benefício que elas podem trazer. Gostaria de exemplificar usando alguns outros amigos. Uma grande amiga de hoje foi minha professora de inglês há quase 20 anos atrás. Outro amigo conheci como cliente em potencial. Mesmo nunca tendo fechado nenhum negócio, nosso relacionamento pessoal permanece até hoje. Outro grande amigo, com quem tive uma banda, tinha uma tapeçaria ao lado do escritório onde eu trabalhava.


Uma ex-professora? Um cliente pra quem nunca vendi? Um tapeceiro? Você pode pensar que não tem o que eles possam contribuir para o meu networking. Mas são justamente esses tipos de pessoas que me orgulho de incluir e manter ativos na minha rede de relacionamentos, porque sei que com eles posso contar sempre e poderão me ajudar mais que quaisquer "figurões"!

18 de set. de 2013

Sabia que o mundo todo é uma ilha?


Imagine que você vive em uma cidade com cerca de meio milhão de habitantes, onde quase a metade deles é nativa desse local, que foi elevado à cidade há menos de 200 anos, ou seja, está ainda nas primeiras gerações dessa população nativa. Esse grupo, nada modesto em tamanho, se concentra em regiões específicas e por isso freqüentam as mesmas instituições de ensino, clubes desportivos, restaurantes e eventos ao longo de toda uma vida. Agora imagine que esse grupo vive em uma ilha, limitando ainda mais a entrada de novos membros nesse seleto grupo.

Essa situação imaginária existe! Estamos falando de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, uma das cidades mais charmosas do Brasil. O que os milhares de turistas que visitam a "ilha da magia" não sabem é que a população nativa é composta predominantemente por funcionários públicos e comerciantes, muitos de descendência açoriana, que são os responsáveis pela origem do sotaque característico da população florianopolitana. Uma parcela crescente dos habitantes da Ilha de Santa Catarina já é de "forasteiros" que vieram de outras partes do Brasil e do mundo para tentar a sorte enquanto desfrutam de uma qualidade de vida invejável. 
 

Para a metade nativa que vive dentro dessa sociedade, a impressão que se tem é que o mundo é realmente uma ilha, onde todas as famílias se conhecem por gerações, seus integrantes interagem constantemente desde muito cedo e, como consequência, acabam se ajudando em oportunidades profissionais e pessoais ao longo da vida, fazendo com que todos prosperem. Essa é, basicamente, a mesma essência que faz com alguns judeus ocupem posições de destaque nos cenários empresarial e econômico mundial, como já exploramos aqui no Network-4-Sales. 

Essa impressão de que o mundo inteiro é uma ilha não é equivocada. Nas teorias de networking esses grupos são chamados de micro-universos. Eles podem ocorrer em qualquer outra localidade do mundo, como na minha cidade natal, Santos, no litoral paulista, que além de ser uma ilha, também possui uma elite dominante à frente dos negócios locais. Mas não são apenas nas ilhas que esse fenômeno ocorre. Os micro-universos podem se formar em qualquer grupo fechado de pessoas, seja social, cultural, organizacional, profissional, etc. A característica comum a todos esses grupos é que seus integrantes são facilmente identificados e acessados por seus iguais. 

Voltando ao micro-universo de Florianópolis, é possível afirmar que qualquer nativo está no máximo a 3 graus de separação do cidadão mais ilustre da capital catarinense, o tenista ex-número 1 do mundo, Gustavo "Guga" Kuerten. Também nesse mundo banhado pelo Atlântico tive o prazer de conhecer outro entusiasta do networking - o consultor comercial Daniel Homem da Luz, que além de ser um hub dentro da elite Catarinense, também faz parte do micro-universo de executivos de telecomunicações no Brasil. Por conta disso, estávamos separados a apenas dois graus antes de nos conhecermos pessoalmente. À propósito, agora estou à dois graus de separação do meu ídolo Guga, que está dentro da rede de relacionamento do Daniel. :-)

Podemos demonstrar como vivemos em um mundo conectado usando mais uma vez o Guga como ponto de referência. Parte da minha família vive na mesma região da ilha onde Guga tem casa. Portanto, existem grandes chances de eles terem vários amigos em comum. Em outras palavras, mesmo que você não faça parte de nenhum micro-universo, você estará conectado a qualquer outra pessoa do mundo, por mais de um caminho, no máximo a 6 graus de separação. Mas se o seu mundo for do tamanho de uma ilha, suas relações serão do tamanho do mundo!

2 de set. de 2013

Sabe como os smartphones estão reduzindo a distância entre as pessoas?


Os dispositivos móveis inteligentes, mais conhecidos como smartphones, são dotados de inúmeras funções e potencializados por um sem-fim de aplicativos. Entretanto, se pudéssemos comparar o smartphone com um animal, ele seria um pato. O pato tem asas, mas não voa como uma gaivota; tem nadadeiras, mas não nada como um pinguim; tem pernas, mas não corre como um avestruz; tem penas, mas não são bonitas como de um pavão; tem bico, mas não come como um pelicano; e a carne do seu corpo não é saborosa como a de um peru. O aparelho dito "inteligente" tem aplicativos de produtividade, mas não funcionam como um computador; tem câmera, mas não tira fotos e nem faz vídeos como as profissionais; tem músicas, mas não toca como um sistema de som; tem GPS, mas não é tão eficiente quanto um navegador; tem jogos, mas não tem os recursos de um videogame; e assim por diante.

Apesar de não ter o melhor de cada dispositivo, é o único que reúne todos esses recursos em um equipamento portátil. Por tudo isso é que os smartphones são os mais novos objetos de desejo dos consumidores de todas as classes sociais brasileiras. O Brasil já é o quarto país do mundo em número de smartphones no mundo. São 70 milhões desses aparelhos multifuncionais nas ruas. Ter um smartphone chega a ser uma questão de sobrevivência, principalmente para quem depende de mobilidade no seu trabalho. A conectividade oferecida por esse dispositivo confere aos usuários mais facilidades na rua do que dentro da empresa, onde existem limitações de uso dos computadores impostas pelas corporações.


Para ter uma ideia de como esses "aparelhinhos" reduziram a distância entre as pessoas no mundo, vamos analisar a realidade entre hoje e 50 anos atrás. Na década de 1960 as pessoas interagiam com frequência apenas com quem fazia parte do seu estreito círculo de amizades. Os amigos mais distantes só eram contatos por telefone fixo, cujas chamadas eram caras e a comunicação era precária em muitas regiões. As cartas eram, então, uma das poucas opções de contato viável com quem estava longe. Em uma semana típica, uma pessoa interagia com no máximo 100 pessoas diferentes. Vale ressaltar que naquela época o mundo era menos populoso. Tinha somente cerca de 3 bilhões de habitantes, menos da metade do que temos atualmente.

Hoje em dia, um usuário de smartphone consegue facilmente interagir pelas redes sociais com mais de 1.000 pessoas do seu network cada vez que posta uma foto pelo Instagram, que é automaticamente replicada pelo Facebook, Twitter, Flickr, Tumblr e Foursquare. Em uma semana qualquer, esse usuário consegue interagir com mais de 10.000 pessoas, ou seja, pelo menos 100 vezes mais que há 50 anos atrás. Essa conectividade faz com que a distância entre os 7 bilhões de habitantes no mundo de hoje seja cada vez menor e o networking se torna cada dia mais fácil!

A cada dia surge um novo aplicativo que estimula a interação entre pessoas através dos smartphones. Além das redes sociais, tais como Google+ e LinkedIn, que fazem com que os membros estejam constantemente em contato, existem ainda outras ferramentas que visam ampliar o alcance da sua rede de relacionamento. Através do smartphone, um blogueiro pode divulgar o seu trabalho pelo Blogger, maior provedor de serviços de blog. Pelo smartphone um usuário pode ainda postar um vídeo no YouTube e alcançar milhões de outras pessoas. Outro aplicativo popular nos smartphones é o Waze, rede social onde os participantes colaboram entre si para passar dicas de trânsito. Essa interação permite que você conheça pessoas novas que estejam no seu caminho, conversando com elas pelo próprio aplicativo no aparelho.

Esses dispositivos são tão inteligentes, mas tão inteligentes, que funcionam até como telefone. Aliás, se não estivesse no nome do aparelho, era capaz dos usuários de smartphone se esquecerem disso. 

19 de ago. de 2013

Sabia que um network sem atividade é o mesmo que uma rede elétrica sem energia?


Imagina que você acabou de construir uma casa e nela instalou uma rede elétrica com centenas de metros de fios e cabos para levar energia para inúmeras lâmpadas e equipamentos ligados nas tomadas. Esses fios passam por diversas caixas, que podem ser de distribuição ou apenas caixas de passagem. Nesse caminho também estão os disjuntores e os interruptores. Depois de tudo instalado, você descobre que a Distribuidora de Energia não ligou o circuito da sua nova casa no poste. É muito frustrante, não é? De que serve um sistema elétrico novinho em folha, todo interligado, pronto para funcionar, se não existe nada passando por ele?

Com o networking ocorre a mesma coisa. Cada indivíduo na sua rede de relacionamentos funciona como um dos componentes de um sistema elétrico. Seus amigos e colegas são as tomadas e os soquetes das lâmpadas. Aqueles que te ajudam a se conectar com novas pessoas são as caixas de passagem. As caixas de distribuição são aqueles amigos que  te apresentam a muitas pessoas interessantes. Em networking, chamamos essas pessoas de hub (ver artigo http://network4sales.blogspot.com.br/2011/03/voce-sabe-reconhecer-um-hub-e-por-que.html). Os interruptores e disjuntores são aquelas pessoas que podem ajudá-lo quando estão ligados, ou seja, estimulados. Por outro lado, você não pode contar com elas quando estão desligadas, ou seja, quando essas pessoas não se lembram que você existe.
   

E é justamente para que essa rede funcione perfeitamente que existe a metodologia M.E.E.T., criada pelo Network-4-Sales. Para que fique mais claro, vamos recapitular as três primeiras etapas da nossa metodologia e compará-las a implementação de um projeto de uma rede elétrica:
1) Mapear sua rede primária = Fazer o projeto elétrico da casa
2) Encontrar seus contatos = Passar todos os fios pelos dutos e caixas
3) Expandir sua rede de relacionamentos = Instalar as tomadas e soquetes das lâmpadas

Para que você tire o melhor proveito do seu networking, é muito importante que essa metodologia seja seguida passo-a-passo, sem pular e nem inverter nenhuma etapa. Não tente instalar um rede elétrica sem um projeto, pois tem grandes chances de não funcionar! Só depois de todas as etapas cumpridas que você pode ligar a rede no poste, ou seja, você pode partir para a quarta etapa da metodologia M.E.E.T. - Trabalhar o Networking!

Um dos erros mais comuns em networking, é partir diretamente do passo 4 sem ter construído uma base sólida para se relacionar com os seus contatos. A maioria dos profissionais que dependem de relacionamento, como por exemplo os executivos de vendas, tem sua receita "caseira" para se manter em contato com sua rede. Esses profissionais cometem o erro clássico de colecionar contatos, mantendo-os em uma rede social qualquer como se fosse um álbum de figurinhas.

Outra prática pouco efetiva em networking é tratar todos da sua rede da mesma forma, transmitindo a mesma mensagem à todos. Está mais que comprovado que uma fórmula não funciona para todas as pessoas da mesma forma e por isso não trás o mesmo resultado. Um dos motivos para tal ineficiência é que seu network é formado por pequenos grupos, cada qual com uma percepção diferente sobre você e esperam algo distinto de você.

Esse equívoco leva a outro muito comum. Quem já falou o que não devia nas redes sociais e depois se arrependeu, tende a desaparecer desse mundo virtual. Ficar ausente, invisível aos olhos dos seus amigos e colegas é muito pior. Como sempre falamos aqui, quem não é visto não é lembrado! Existem diversas formas de você estar presente na mente dos seus contatos sem se expor demais e passando uma imagem verdadeira sobre quem é você. Essas dicas vamos ver no próximo post do Network-4-Sales. Fique ligado! Essa energia não pode faltar na sua rede!