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3 de fev. de 2016

O que você vai fazer quando acabar o emprego? Já pensou em colaborar?

Parabéns! Você está um dia mais perto do fim do seu emprego.  Não estou falando que você ficará desempregado e precisará se recolocar em uma nova empresa. A realidade é mais dura do que isso! O emprego vai acabar... e não estamos muito longe desse dia! O trabalhador com carteira assinada será uma raridade em muitos lugares do mundo.

Mas não há motivo para pânico! Quer dizer, você pode sim se desesperar se não estiver preparado para colaborar! Caso ainda não tenha percebido, já estamos vivendo a “Era da Colaboração”!

Se você não percebeu isso ainda, pode estar se tornando um profissional obsoleto. Pergunte para alguns adolescentes quantos sonham em construir carreira promissora em uma corporação. Você vai se surpreender ao saber que os sonhos desses jovens não foram inspirados no carreirismo dos seus pais. Pelo contrário, pais que sempre reclamaram da vida corporativa e nunca estavam em casa são as maiores inspirações para que os filhos não sigam os seus passos.

Essas “crianças” que acabaram de sair das suas fraldas, entretanto, já aprenderam de forma intuitiva que elas podem fazer o que quiserem, quando quiserem, com quem quiserem... em qualquer parte do mundo. Isso se chama colaboração!

A colaboração acadêmica existe há centenas de anos. Cientistas e pesquisadores compartilhavam suas experiências e estudos através do globo muito antes da invenção da telecomunicação. A internet, aliás, foi criada principalmente para a interação acadêmica entre universidades e centros de pesquisa em todo o mundo.

Para as pessoas que já nasceram na era digital, porém, a internet é muito mais que uma rede mundial de computadores. Ela é um meio de estreitar relacionamentos entre pessoas que talvez jamais se encontrem face a face na vida, mas que podem, surpreendentemente, desenvolver alguma ação revolucionária em conjunto.

Você que ainda não entendeu como isso pode ocorrer, vou usar um exemplo prático. Na semana passada, aconteceu em São Paulo a nona edição da Campus Party Brasil 2016, ou simplesmente #cpbr9 para os “íntimos”. Você certamente viu algo na mídia sobre essa “feira geek”, como a imprensa gosta de rotular. Tem ainda quem a chame de “o maior encontro de tecnologia do País”. Isso é um pouco melhor, mas ainda longe do que realmente acontece nesses encontros.

A Campus Party, que já acontece em oito países, é na realidade um encontro colaborativo. A tecnologia é apenas o pano de fundo, já que é através das telas dos seus computadores turbinados e dispositivos móveis repletos de aplicativos que a maioria das interações acontece. Mas a internet de altíssima velocidade de 40 GB/s serve, de fato, para aproximar mentes brilhantes de várias partes do mundo. Mais de 400 mil participantes, chamados de Campuseros, acompanham esse evento pelas redes sociais. Alguns deles, vindos de 17 países e de todos os Estados brasileiros, literalmente acamparam por seis dias no Centro de Exposições do Anhembi e lá marcaram para se encontrar pessoalmente com as pessoas que elas vêm colaborando à distância durante todo o ano.

Esse encontro contou com a participação de 12 mil inscritos e mais de 80 mil visitantes de várias partes do planeta. Além disso, 2,5 milhões de fãs acompanharam o evento por streaming, ou seja, vídeo em tempo real pela internet. O interesse de tanta gente tem uma razão. É nessa “festa geek” que todas as peças de um negócio promissor podem se juntar em um mesmo tabuleiro. Nesse jogo, por exemplo, uma estudante secundarista de Pecém/CE apresenta sua ideia inovadora para um programador de Blumenau/SC que se junta com um empreendedor de Niterói/RJ e consegue o aporte de capital de um fundo de investidores (crowd funding) de várias partes do mundo. Esse time inusitado e com capacidade complementares colaboram entre si e pode ser responsável pela próxima revolução social mundial.

Note que nenhuma das peças desse jogo tem um emprego ou está em busca de um. Muito provavelmente jamais terão e nem sentirão falta de um carimbo na Carteira. O trabalho que essas pessoas desenvolverão ao longo de sua vida profissional terá como objetivo principal transformar para melhor o mundo onde vivemos. Ganhar dinheiro com isso é consequência e mérito pela execução brilhante de toda a equipe.

Esses jovens sabem lidar muito melhor que você com os erros, perdas e frustrações. Das centenas de ideias que eles possam ter na vida, apenas uma dezena sairá do papel porque encontraram uma equipe multifuncional adequada, mas pouquíssimas se tornarão um negócio. Mesmo assim, eles continuarão sonhando, buscando novas parcerias, testando novos modelos e empreendendo por muitos e muitos anos.

O fato é que as empresas já perceberam que manter funcionários no seu quadro é caro, complicado e pouco estimula a criatividade e competitividade dos seus empreendimentos. Aos poucos elas começam a dispensar seus dinossauros de 30 anos de idade e contratando grupos de jovens com competências complementares, que são remunerados por entrega. O resultado é um produto ou serviço de ponta, com alta qualidade, prazo de entrega curto e baixo custo. Então, não precisa ser um gênio para saber que essas corporações renovarão seus estoques de pessoas muito em breve.


E você, está preparado para viver sem um emprego? Sabe como se adaptar a “Era da Colaboração”?  O primeiro passo é saber trabalhar seu networking! É a sua rede de contatos o ponto de partida para você entrar nesse jogo. Aprenda a colaborar e jamais tenha que procurar um emprego novamente na sua vida! 

2 de set. de 2013

Sabe como os smartphones estão reduzindo a distância entre as pessoas?


Os dispositivos móveis inteligentes, mais conhecidos como smartphones, são dotados de inúmeras funções e potencializados por um sem-fim de aplicativos. Entretanto, se pudéssemos comparar o smartphone com um animal, ele seria um pato. O pato tem asas, mas não voa como uma gaivota; tem nadadeiras, mas não nada como um pinguim; tem pernas, mas não corre como um avestruz; tem penas, mas não são bonitas como de um pavão; tem bico, mas não come como um pelicano; e a carne do seu corpo não é saborosa como a de um peru. O aparelho dito "inteligente" tem aplicativos de produtividade, mas não funcionam como um computador; tem câmera, mas não tira fotos e nem faz vídeos como as profissionais; tem músicas, mas não toca como um sistema de som; tem GPS, mas não é tão eficiente quanto um navegador; tem jogos, mas não tem os recursos de um videogame; e assim por diante.

Apesar de não ter o melhor de cada dispositivo, é o único que reúne todos esses recursos em um equipamento portátil. Por tudo isso é que os smartphones são os mais novos objetos de desejo dos consumidores de todas as classes sociais brasileiras. O Brasil já é o quarto país do mundo em número de smartphones no mundo. São 70 milhões desses aparelhos multifuncionais nas ruas. Ter um smartphone chega a ser uma questão de sobrevivência, principalmente para quem depende de mobilidade no seu trabalho. A conectividade oferecida por esse dispositivo confere aos usuários mais facilidades na rua do que dentro da empresa, onde existem limitações de uso dos computadores impostas pelas corporações.


Para ter uma ideia de como esses "aparelhinhos" reduziram a distância entre as pessoas no mundo, vamos analisar a realidade entre hoje e 50 anos atrás. Na década de 1960 as pessoas interagiam com frequência apenas com quem fazia parte do seu estreito círculo de amizades. Os amigos mais distantes só eram contatos por telefone fixo, cujas chamadas eram caras e a comunicação era precária em muitas regiões. As cartas eram, então, uma das poucas opções de contato viável com quem estava longe. Em uma semana típica, uma pessoa interagia com no máximo 100 pessoas diferentes. Vale ressaltar que naquela época o mundo era menos populoso. Tinha somente cerca de 3 bilhões de habitantes, menos da metade do que temos atualmente.

Hoje em dia, um usuário de smartphone consegue facilmente interagir pelas redes sociais com mais de 1.000 pessoas do seu network cada vez que posta uma foto pelo Instagram, que é automaticamente replicada pelo Facebook, Twitter, Flickr, Tumblr e Foursquare. Em uma semana qualquer, esse usuário consegue interagir com mais de 10.000 pessoas, ou seja, pelo menos 100 vezes mais que há 50 anos atrás. Essa conectividade faz com que a distância entre os 7 bilhões de habitantes no mundo de hoje seja cada vez menor e o networking se torna cada dia mais fácil!

A cada dia surge um novo aplicativo que estimula a interação entre pessoas através dos smartphones. Além das redes sociais, tais como Google+ e LinkedIn, que fazem com que os membros estejam constantemente em contato, existem ainda outras ferramentas que visam ampliar o alcance da sua rede de relacionamento. Através do smartphone, um blogueiro pode divulgar o seu trabalho pelo Blogger, maior provedor de serviços de blog. Pelo smartphone um usuário pode ainda postar um vídeo no YouTube e alcançar milhões de outras pessoas. Outro aplicativo popular nos smartphones é o Waze, rede social onde os participantes colaboram entre si para passar dicas de trânsito. Essa interação permite que você conheça pessoas novas que estejam no seu caminho, conversando com elas pelo próprio aplicativo no aparelho.

Esses dispositivos são tão inteligentes, mas tão inteligentes, que funcionam até como telefone. Aliás, se não estivesse no nome do aparelho, era capaz dos usuários de smartphone se esquecerem disso. 

9 de mar. de 2012

Como transformar o LinkedIn em uma poderosa ferramenta de networking?

Recentemente apresentei a palestra "Networking na Prática" para um grupo de altos executivos em fase de transição de carreira. Um dos pontos que mais despertou interesse nesse evento foi o uso da rede virtual LinkedIn® para exercitar o networking. Aqui estão algumas dicas para você que, como eles, também deseja extrair o máximo do principal rede virtual profissional da atualidade:
  • Sua vitrine online: engana-se quem pensa que o LinkedIn® é meramente um repositório virtual de currículos. Essa rede social é uma das melhores "lojas" de profissionais que existem. E claro que o produto é Você, que precisa estar bem exposto na vitrine para ser vendido. Não estou falando apenas para contratações. Imagine que seus clientes e parceiros também acessam o seu perfil para "comprar" a sua imagem antes de fazer negócios. Para isso, é imprescindível que você deixe seu perfil sempre atualizado e com absolutamente todas as suas experiências profissionais e acadêmicas. Também é recomendável criar um perfil em português e pelo menos mais um em outro idioma. Assim você aumenta sua exposição nessa enorme "loja de talentos";
  • Construa sua rede: se você já mapeou sua rede de contatos profissionais no papel, vai observar que você conhece muita mais pessoas que as que estão conectadas contigo no LinkedIn®. A sua missão, então, é buscar esses indivíduos, primeiro listando os nomes na ponta do lápis e depois realizando a busca nesta rede social;
  • Quanto mais, melhor: da mesma forma que você está procurando as pessoas que um dia você conheceu, elas também podem estar à sua procura. Portanto, é muito importante incluir no seu perfil toda e qualquer informação que as ajude a chegar até você. Seu apelido na época de faculdade ou de trabalho, por exemplo, precisam fazer parte do seu nome na rede. É o que chamamos de "nome artístico";
  • Explore os hubs: em cada grupo que você frequenta ou já frequentou existe um hub, ou seja, um indivíduo que concentra a maior parte dos contatos desse grupo. Esses hubs devem ser usados para fazer a ponte para iniciar o relacionamento com os demais. O LinkedIn® possui um recurso de introdução com o qual você envia uma mensagem para o seu contato atual pedindo para ele te apresentar ao outro colega. Essa introdução aumenta as chances de sucesso do seu convite;  
  • Não perca tempo: uma outra boa maneira de aumentar sua rede de contatos é enviar o convite pelo LinkedIn® pouco tempo depois de conhecer o profissional que te interessa manter relacionamento. Ele certamente se lembrará de você e deverá aceitar seu convite sem demora; 
  • Fazendo contato: uma vez que você finalmente encontrou quem estava buscando, convide-o(a) para participar da sua rede com uma mensagem pessoal. Não utilize aquelas mensagens automáticas fornecidas pelo LinkedIn®. No envio do convite, selecione a opção correta de onde trabalhava/estudava quando conheceu essa pessoa. No corpo da mensagem lembre-a de alguma situação que vocês vivenciaram. Finalize o convite deixando-a à vontade para recusar seu convite. Só convide uma pessoa utilizando a opção "Amigo(a)", se você realmente mantém uma relação de amizade próxima com ela;
  • Mantenha-se no radar: fale para todas as pessoas da sua rede de contatos o que você está fazendo. Se estiver em fase de transição de carreira, deixe seu perfil atualizado. Dessa forma eles ficarão atentos a qualquer oportunidade para ajudá-lo. Compartilhe com sua rede, por exemplo, seus planos de viagem à trabalho, o livro que está lendo, o link para um artigo interessante, etc. Assim, sempre que você posta algo, seus colegas se lembrarão de você; 
  • Participe de grupos de interesse: o LinkedIn® possui diversos grupos que servem para mantê-lo atualizado sobre um tema do seu interesse, mas principalmente serve para aumentar sua rede de relacionamento e potencializar seu networking. Um dos grupos mais conhecidos é o de Vagas. Se você está participando de um grupo desses, compartilhe com seus contatos as vagas que você pensa ser útil para eles. Fica a dica - ajude sem esperar ser ajudado;
  • Seu oráculo profissional: um dos maiores benefícios que o LinkedIn® pode oferecer é o acesso rápido e fácil a um dos mais valiosos bancos de dados do mundo. E você poderá tirar ainda melhor proveito disso se tiver o aplicativo do LinkedIn® instalado no seu celular. Por exemplo, você acaba de conhecer uma pessoa em um evento. No rápido bate-papo você soube que ela trabalhou na Acme e que se chama Maria Rita. Você então faz uma busca rápida no LinkedIn® do seu celular e descobre que vocês têm um amigo em comum, que trabalhou com ela na Acme. O mesmo aplicativo já pode te fornecer mais dados sobre essa pessoa. O que pode parecer invasão de privacidade é, na realidade, uma ferramenta para estreitar rapidamente o relacionamento com essa pessoa.

Essas são apenas algumas dicas de como aproveitar melhor as maravilhas dessa rede social para o seu networking. Certamente no dia-a-dia você descobrirá outras tantas. Muitas dessas dicas se aplicam também para outras redes profissionais, como o Plaxo, ou até mesmo para redes sociais, como o Facebook. O importante é você ter sempre em mente que as ferramentas do mundo virtual são apenas pontes para levá-lo ao encontro de pessoas interessantes no mundo real. É aqui que a sua rede realmente trabalhará a seu favor!

1 de jun. de 2011

Quais são os riscos e benefícios de divulgar sua localização para seus amigos?

Uma nova mania está tomando conta das redes sociais. É a divulgação em tempo real para seus amigos do local onde você está. Isso tem acontecido graças ao crescimento dos aparelhos celulares com GPS integrado com os aplicativos de localização, tais como o Facebook Places (Locais) e o Foursquare.

Eles funcionam assim. Você acessa o aplicativo no seu celular e esse, por sua vez, aciona o GPS para obter sua localização geográfica. Suas coordenadas são transmitidas para uma base de dados, que retorna para o seu celular os locais cadastrados nas redondezas. Você clica no local que está e, após fazer o "check-in" no aplicativo, tem a opção de compartilhar a sua localização com seus amigos pelo Facebook e Twitter, adicionando ou não um comentário, conforme o exemplo abaixo:
Mas esses aplicativos não se limitam apenas a compartilhar as localizações com os amigos virtuais. Eles também servem como um guia portátil de serviços. Imagine que você está precisando abastecer o tanque do seu carro, mas não conhece as redondezas. Você acessa o Places e recebe na tela do celular a lista de postos de gasolina nas proximidades. Você também consegue acessar no Foursquare para saber as sugestões e críticas dos frequentadores de um local, como por exemplo, o petisco mais recomendado em um bar ou a qualidade do atendimento em um café.

Agora que você sabe os benefícios para quem utiliza esses serviços, a pergunta que fica é “para que você quer saber onde seu amigo está?”. Como toda novidade nas redes virtuais, os aplicativos de localização dividem opiniões. De um lado estão os curiosos. São aqueles que adoram saber por onde seus amigos andam e se interessam pelos ambientes que eles frequentam. Do outro lado estão os cautelosos, que acham que esse tipo de exposição desnecessária porque coloca a pessoa em risco.

É verdade que toda e qualquer exposição traz riscos. Se você não controla a privacidade das suas redes sociais e costuma divulgar sua rotina através desses aplicativos de localização, você é um forte candidato a sofrer um sequestro-relâmpago ou qualquer outro tipo de golpe aplicado por bandidos virtuais. Portanto, para não cair nessas ciladas, é altamente recomendado que você aumente o nível de privacidade das suas redes, permitindo o acesso apenas pelos seus amigos aos seus posts em geral.

Isso feito, você passa a aproveitar apenas os benefícios da divulgação da sua localização, principalmente para exercitar o seu networking. Quando você fica sabendo, por exemplo, que sua amiga está no mesmo shopping que você, pode combinar um encontro com ela. Em outra situação, quando você divulga os locais que visitou durante uma viagem, abre um canal de comunicação com colegas distantes que querem buscar mais dicas sobre esses locais. Se você compartilha que está tomando um voo, já deixa seus amigos no destino esperando um contato para agendar um happy-hour.

No final das contas, seja você um curioso ou um cauteloso, ninguém gosta de um amigo presunçoso, aquele que se acha o gostoso. A cada parada no dia ele faz questão de compartilhar sua localização com os amigos. Além disso não torná-lo poderoso, isso ainda é perigoso porque vai deixá-lo famoso para tudo que é criminoso.

Fonte: Postado no Facebook por uma amiga cautelosa e irritada com seus amigos presunçosos. :-)

27 de abr. de 2011

Você imagina como a tecnologia poderá aproximar as pessoas daqui a 20 anos?


Muito se discute sobre os efeitos das redes sociais e sobre o impacto da tecnologia no modo de vida das pessoas na atualidade. A tecnologia desenvolvida para aproximar as pessoas através de comunidades virtuais vem definitivamente mudando a maneira como nos relacionamos. Há apenas 20 anos, nossos amigos eram apenas aqueles com quem nos encontrávamos pessoalmente com certa regularidade. Eventualmente telefonávamos para as pessoas mais próximas para colocar o papo em dia. Os mais tradicionais ainda trocavam cartas para ter notícias daqueles mais distantes.

Hoje em dia basta acessar o perfil dos seus amigos de infância no Facebook para ficar atualizado, ver as fotos dos filhos, saber que lugares eles frequentam, para onde viajaram, etc. Se estiver conectado com os colegas de faculdade pelas redes profissionais, como o LinkedIn, vai saber por quais empresas eles passaram e que cursos fizeram desde quando vocês se formaram. O melhor ainda é que essas redes sociais permitem a comunicação, muitas vezes em tempo real, com esses colegas de longa data. Toda essa tecnologia tem ajudado muito a nos aproximar daqueles que gostamos. Mas, se você parar para pensar, elas pouco têm contribuído para nos conectar com aqueles que ainda não conhecemos e que compartilham de muitos pontos em comum conosco.

Certamente isso vai mudar com o tempo, à medida que a tecnologia for evoluindo e novas ferramentas forem sendo desenvolvidas. Mas como será que a tecnologia poderá aproximar as pessoas no futuro? Se a forma como nos relacionamos mudou tanto em 20 anos, como será que vamos interagir em mais duas décadas? A maioria dos analistas do mercado de tecnologia afirmam ser uma tendência natural as redes sociais migrarem cada vez mais para os dispositivos móveis, tais como smartphones e tablets. Mas daqui a 20 anos esses aparelhos já serão peças de museu, assim como as redes sociais, tão badaladas nos dias de hoje. Para que você tenha uma visão mais real sobre a evolução desse universo tecnológico, convido você para uma viagem para o ano de 2031. Relaxe e aproveite o clima de reflexão!

A última década foi marcada por muitas transformações. Depois de muitos problemas de vazamento de dados pessoais e informações sensitivas pelas comunidades virtuais entre os anos de 2015 e 2020, os líderes das maiores potências mundiais se uniram e aprovaram a criação do Conselho de Comunicação Virtual (CCV) comandado pela Organização das Nações Unidas. Uma das prioridades da CCV foi tirar o controle de todas as redes sociais das mãos de empresas privadas e iniciar o desenvolvimento da sua própria comunidade virtual. Para isso, foi preciso unificar todos os perfis ou logins já existentes. Em 2025 surgiu um banco de dados universal chamado MUD, acrônimo de Mobile Universal Database. Como o próprio nome já diz, é um banco de dados universal móvel. Ou seja, o seu número no MUD está associado ao seu dispositivo móvel. Pelo projeto coordenado pela ONU, todo cidadão no mundo recebe um número de identidade global registrado no MUD ao atingir a minoridade virtual, aos 5 anos de idade.

Em 2027, a ONU orgulhosamente apresentou para o mundo a nova rede social desenvolvida pelo Conselho de Comunicação Virtual - a CORN, sigla em inglês para Centralized Organization for Relationship Network, ou em português Organização Centralizada para Redes de Relacionamento. A CCV estabelece que uma criança pode acessar a CORN, bem como qualquer outro conteúdo na Internet, com seu número MUD através do seu dispositivo móvel. Entretanto, a CCS controla que tipo de conteúdo será acessado até que completem a maioridade virtual, ou seja, aos 11 anos de idade.

Em meados de 2028 finalmente a ONU apresentou o vencedor do concurso que definiu o novo padrão mundial de dispositivos móveis. Um grupo formado pelos cinco maiores fabricantes dessa categoria desenvolveu um gadget eletrônico pequeno como um broche, bonito e leve como uma jóia, portátil como um relógio, e com mais recursos e mais poderoso que um computador. O nome escolhido para esse novo dispositivo foi PIG, outro acrônimo em inglês para Personal Identification Gadget. O PIG é conectado à Internet 5.0 de altíssima velocidade e sem fio, disponível em qualquer parte do planeta. O acesso é feito pelas redes das três operadoras globais de comunicação móvel por um custo irrisório, subsidiado pelos criadores do PIG. O novo dispositivo passou a ser produzido em massa no final de 2029 em vários países da África Central, novo polo industrial e logístico mundial.

No início de 2030 a figura finalmente está completa! Todo indivíduo na face da Terra com mais de 5 anos de idade possui o seu dispositivo móvel PIG com um número de identificação universal MUD e assim poderá acessar o CORN de qualquer lugar a qualquer hora. Mas como esse novo ambiente está influenciando a forma como nos conectamos? Como essas novas tecnologias têm mudado a forma como nos relacionamos? Vamos começar do começo.

Quando uma criança completa 5 anos de idade, os padrinhos organizam uma grande celebração e presenteiam seu afilhado com o seu primeiro PIG. O dispositivo vem carregado com todo o histórico daquela criança, desde as notas da escola até as informações do DNA. O aparelho também traz toda a árvore geneológica até a sua terceira geração e com todos os dados desses familiares, onde eles nasceram, viveram, estiveram e, principalmente, com quem se relacionaram durante toda a sua vida. Então, todos os parentes que estão carregados naquele PIG já estão automaticamente conectados a essa criança pela comunidade virtual CORN. Graças à tecnologia do PIG e à integração com o CORN, todos passos são acompanhados de perto por seus pais, padrinhos e quem mais esses permitirem o acesso ao MUD daquela criança.

Já na fase adulta, à medida que você vai fazendo novos contatos, seus números MUD são adicionados à rede CORN com apenas um toque no PIG. E a cada nova adição, o banco de dados do MUD já carrega o PIG com todas as preferências e histórico dessa pessoa. Com isso, é possível saber, já na hora da conexão, quantos e quais pontos vocês dois têm em comum. Mas um dos melhores recursos do PIG é chamado de Captive, que é a captura ativa do MUD de todas as pessoas que estão até 100 metros ao seu redor. Com esse recurso ativado, as preferências das pessoas nas proximidades são capturadas automaticamente.

Para você entender melhor o funcionamento, vou contar o que aconteceu comigo mês passado, em Março de 2031. Fui na festa de casamento do meu sobrinho em Florianópolis/SC. O meu PIG mostrou o grau de relacionamento de todos convidados e quem são os nossos amigos em comum. Como a velocidade de processamento do PIG é bem elevada e ele está conectado em tempo integral ao MUD, o meu gadget também mostrou os interesses em comum de todos os presentes. Além disso, o PIG armazenou os perfis do CORN de todos que entraram no meu campo de cobertura. Na semana passada, encontrei uma dessas pessoas na sala de espera do aeroporto em São Paulo e ontem em uma reunião de negócios em Recife/PE. Na hora que chegamos perto, o PIG me avisou que estivemos juntos naquela festa e me passou os pontos de interesse ou de contatos em comum para facilitar nossa aproximação.

Gostaram da viagem? Vamos voltar aos dias de hoje. Elevando exponencialmente a realidade aqui apresentada, é fácil concluir que o mundo daqui a duas décadas será ainda mais conectado e que estaremos muito mais próximos uns dos outros, seja em que parte do planeta estejamos. Não seria demais?!?! Eu, como entusiasta do networking e amante de tecnologia, ficaria muito feliz com esse novo mundo virtual. Tão feliz como um porco deitado na lama comendo um milho delicioso (ou em inglês, "As happy as a PIG laid down on the MUD eating a delicious CORN")!

30 de mar. de 2011

O que as Redes Sociais têm a ver com os ataques à Líbia de Kadhafi?

No dia 14 de março de 2011 o Twitter completou cinco anos de vida com marcas históricas. Com pouco mais de 3 anos, essa rede social já tinha publicado um bilhão de mensagens (tweets). Mas desde que a empresa começou suas operações, ela não teve um papel tão relevante quanto na divulgação dos protestos contra os regimes autoritários do Oriente Médio e do norte da África.

Um mês antes de apagar as 5 velinhas, o Twitter, em conjunto com o Facebook, ajudaram a derrubar o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Muitos analistas e ativistas locais garantem que o político ainda estaria no poder se não fosse pela força dessas redes sociais. A queda de Mubarak, entretanto, não foi a primeira e felizmente nem será a última manifestação popular na região. Antes da crise no Egito, as redes sociais conseguiram derrubar o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali. Depois destes dois marcos históricos, os protestos se espalharam também por Jordânia, Iêmen, Argélia, Mauritânia, Síria, Arábia Saudita, Bahrein, Marrocos, Sudão e Omã.

Mas para entender como esses levantes populares contaram com a força da Internet, vamos analisar especificamente o caso do Egito. Há cerca de três anos, um ativista egípcio iniciou uma página no Facebook para apoiar os trabalhadores em greve no país. Desde então, a página já reuniu mais de 60 mil membros preocupados com problemas comuns à população egípcia. Outra página foi criada no Facebook em homenagem ao ativista e blogueiro Khaled Said, que teria sido espancado até a morte pela polícia local em 2010. Essas páginas tiveram a capacidade de mobilizar a população conectada à Internet a discutir publicamente, no mundo virtual, problemas que os afetavam na vida real, tais como liberdade de expressão, problemas econômicos do país e frustração com o regime de governo de Hosni Mubarak, que ocupava o poder havia cerca de 30 anos.

Esses manifestantes virtuais se uniram a pessoas reais das suas redes de contatos e no dia 25 de Janeiro de 2011 marcharam em direção à Praça Tahrir, no centro da capital Cairo e não sairam de lá por 18 dias. A Revolução no Egito, também conhecida como Dias de Fúria, Revolução de Lótus e Revolução do Nilo, não teve precedentes na história do mundo árabe. Quando o governo percebeu que a mobilização egípicia era promovida pelas redes sociais, o então presidente mandou desconectar o Egito da Internet por vários dias, principalmente dos sites de relacionamento Facebook e Twitter. Mas a série de manifestações de rua, protestos e atos de desobediência civil continuaram no Egito até 11 de fevereiro de 2011, quando o vice-presidente egípcio Omar Suleiman anunciou pela emissora estatal de televisão a renúncia do presidente Hosni Mubarak.

O êxito do povo egípicio estimulou os países vizinhos e chegou à Líbia, país controlado pelo ditador Muammar Kadhafi há quase 42 anos. O terceiro país do mundo árabe a enfrentar uma onda de revolta popular, a Líbia teve os protestos iniciados no leste do país, onde a popularidade do ditador historicamente sempre foi mais baixa, mas precisamente na cidade de Benghazi, segunda maior do país. Da mesma forma como ocorreu no Egito, o governo líbio também ordenou o bloqueio da Internet tentando impedir os manifestantes de organizar novos protestos e também de mandar para o exterior notícias sobre os ataques violentos de Kadhafi contra a população local. Foram essas notícias disseminadas pelo Twitter e Facebook que influenciaram a opinião pública internacional.

Em 17 de março, o Conselho de Segurança da ONU exigiu um cessar-fogo imediato e autorizou o uso de forças militares contra o regime líbio. As operações militares, com EUA, Reino Unido, França, Itália e Canadá à frente, começaram dois dias depois. A dura repressão às manifestações provocou milhares de mortes, e a situação evoluiu praticamente para uma guerra civil. Diversos países, liderados pelos EUA, começaram a protestar e a exigir a saída imediata de Kadhafi. Os conflitos continuam e o ditador á disse que só sai do poder morto.

Apesar das redes sociais não serem as únicas responsáveis pelas revoluções, foram o instrumento de conexão e mobilização de pessoas com interesses em comum. Essas pessoas não teriam a mesma capacidade de informar, compartilhar e divulgar a insatisfação de um mundo reprimido. Como diz o ditado, “um pássaro só não faz verão”. E tem sido os cantos (tweets, em inglês) desses passáros todos juntos que têm escrito novos e revolucionários capítulos na história recente.

21 de set. de 2010

Qual é a distância entre você e qualquer outro profissional que atua no seu mercado?

Todo e qualquer mercado profissional é composto por pessoas que não estão tão distantes entre si quanto imaginam. Por maior que um segmento empresarial possa parecer, a quantidade de profissionais que atuam nele é bastante reduzida. Escolha qualquer mercado – o de tecnologia, o do agronegócio, o petroquímico, o da política, o meio artístico. Seja qual for o mercado em que você atua, pode ter certeza que os demais profissionais nele presente estão a poucos apertos de mão de você.

Vamos explorar o futebol brasileiro como exemplo. Qual é a distância entre o Pelé, maior jogador de todos os tempos, e o atacante Leandro Amaral, que já atuou nos principais clubes paulistas e cariocas e joga atualmente no Flamengo? Eles estão separados por apenas uma pessoa, Carlos Alberto Parreira. Preparador físico na Copa de 1970, Parreira trabalhou com os craques que conquistaram o tri-campeonato mundial para a Seleção Brasileira de futebol. Depois de quase 40 anos de profissão, Parreira comandou o Fluminense no ano passado, que tinha Leandro Amaral no ataque.

Se você analisar o currículo profissional de Carlos Alberto Parreira, dá para imaginar a quantidade imensa de profissionais desse esporte com quem ele tem contato direto. Além de preparador físico da seleção brasileira nas Copas de 1970 e 1974, dirigiu em Mundiais as seleções do Kuwait, dos Emirados Árabes, do Brasil e da Arábia Saudita. Em 2003, reassumiu a seleção brasileira. Trabalhando bem próximo à Parreira, por mais de 4 décadas, está Mário Jorge Lobo Zagallo. Como jogador, Zagallo disputou duas Copas do Mundo e como treinador, foi o único a dirigir o Brasil em três Copas. Também foi coordenador da seleção em 1994 e em 2006. Pela bagagem que esses dois profissionais tem nesse mercado, podemos afirmar então que todos as pessoas que trabalham com futebol profissional no Brasil não estão muito distantes entre si.

O mesmo podemos afirmar do mercado da teledramaturgia brasileiro. Nessa semana foi comemorado os 60 anos da TV no Brasil. Uma festa realizada no sábado passado em São Paulo reuniu grandes nomes do meio artístico. Entre eles, o grande ator, diretor e dublador Lima Duarte, que trabalha nessa indústria desde o início. E qual seria a distância desse ícone das telenovelas para o canastrão Márcio Garcia. Essa é fácil. Eles estão diretamente ligados. Márcio interpretou Bahuan na novela global Caminho das Índias em 2009, que era filho de Shankar, personagem de Lima Duarte. Então também podemos afirmar que, virtualmente, todos os profissionais da teledramaturgia estão ligados entre si por apenas poucos apertos de mão. Claro que sim!

No Brasil não temos um banco de dados tão completo e organizado como nos Estados Unidos. O site The Internet Movie Database (www.imdb.com) guarda o histórico de todos os filmes já rodados naquele país e os atores que neles atuaram. Com essas informações, é possível conhecer com exatidão qual é a distância que separa qualquer profissional de Hollywood. Por exemplo, qual seria a ligação do mestre do suspense Alfred Hitchcock e o ator Kevin Bacon? Hitchcock trabalhou em “Show Business at War” em 1943 com Orson Welles. Este atuou no filme “A Safe Place” de 1971 com Jack Nicholson, que contracenou com Kevin Bacon em “A Few Good Men” em 1992.

Kevin Bacon, por sinal, é o melhor exemplo de como todos estão ligados entre si no mundo chamado Hollywood. Em uma brincadeira, três estudantes do Estado Americano da Pennsylvania em 1994 tentaram provar que o ator Kevin Bacon era o centro do universo hollywoodiano. Utilizando o banco de dados do IMDB, eles conseguiram provar que mais de um milhão de atores, de qualquer estilo de filmes e de todos os tempos, estavam de alguma forma ligados a esse ator inexpressivo. Essa brincadeira ganhou projeção nacional e logo virou um site chamado de Oráculo de Bacon (http://oracleofbacon.org). Nesse site você consegue simular todas as ligações possíveis e até as inimagináveis.

Foi então criado o conceito do Número Bacon, que é a média com que cada profissional do cinema se ligava a este ator. O número de Kevin Bacon é 2,970. Isso significa que, na média, ele pode chegar a qualquer um dos mais de um milhão de atores com no máximo três contatos. O Número Bacon demonstra fatos curiosos. Mel Blanc, cujo nome é totalmente desconhecido do grande público, tem muito mais atuações que Bacon. Ele era a voz dos mais conhecidos personagens de desenho animado, tais como Pernalonga, Pica-pau, Patolino, Gaguinho, Tom & Jerry, Barney Rubble, Capitão Caverna, Taz, Hardy, etc. Mel tem o número 3,208, ou seja, está quase a mesma distância de Bacon dentro desse universo. Jenna Jameson, considerada a “Rainha do Pornô” e que já ganhou mais de 20 prêmios da indústria pornográfica, tem o número médio 3,291. Curiosamente, tanto Mel Blanc como Jenna Jameson estão ligados a Kevin Bacon por apenas um amigo em comum.

Vamos aplicar os exemplos de Mel e Jenna a outro mercado, como o de tecnologia. Esse é um mercado imenso, que inclui fabricantes, prestadores/operadoras de serviços, distribuidores, revendedores, seja de hardwares ou de softwares, etc. Aí temos diversas áreas, tais como Tecnologia da Informação, Telefonia Móvel ou Fixa. Supondo então que Kevin Bacon fosse um diretor de TI em um banco, Mel Blanc fosse um técnico de campo de um fabricante de centrais telefônicas e Jenna Jameson uma gerente de uma operadora de telefonia celular. É muito provável que eles estejam distantes entre si através de alguns poucos contatos. Você duvida? É só se lembrar quantas “coincidências” você já encontrou no seu mercado. Amigos em comum que você nem imaginava que eles se conheciam.

A má notícia para você é que qualquer deslize na sua carreira será de conhecimento de todos naquele mercado. Por outro lado bom, se você é um profissional competente, seus méritos também abrirão muitas portas. Exercite seu networking e esteja bem conectado aos principais profissionais do mercado!

6 de ago. de 2010

Como o serviço de email Hotmail chegou a 12 milhões de usuários... em apenas 18 meses?

Como o serviço de email Hotmail chegou a 12 milhões de usuários em apenas 18 meses? A Microsoft utilizou uma estratégia conhecida como marketing viral, que é a melhor demonstração de como a força do networking se converte em vendas.

Quando a Microsoft lançou o seu serviço de email gratuito, ela queria crescer rapidamente. Sua estratégia então foi lançar uma campanha bem inovadora para a época. Em toda mensagem de email gerada por um usuário com conta Hotmail aparecia no rodapé um simples anúncio que dizia:

__________________________________________
Get Your Private, Free E-mail from MSN Hotmail at:

(Tradução: Tenha Seu Email Pessoal, Grátis do MSN Hotmail pelo...)

Com isso, a cada email enviado, um usuário fazia uma propaganda para quem recebia a mensagem. Se um amigo lhe recomenda um serviço, ainda mais gratuito, porque não tentar também? Em apenas um ano e meio, o Hotmail saiu do zero e atingiu a incrível marca de 12 milhões de usuários – foi o crescimento mais rápido registrado em qualquer ramo, em qualquer meio, na história do mundo dos negócios!

Esse resultado mostrou à diversas outras empresas que o marketing viral era uma poderosa estratégia de venda boca-a-boca. Outras tantas seguiram a mesma linha. Um outro caso de sucesso é do smartphone BlackBerry® fabricado pela empresa de tecnologia canadense RIM (Research In Motion).

Ter um smartphone BlackBerry® já é um item de primeira necessidade para muitos executivos. A propaganda boca-a-boca, através do uso do marketing viral, foi determinante para a RIM chegar a esse ponto. Da mesma forma que o Hotmail, sempre que uma mensagem de email é enviada ou respondida através de um desses dispositivos móveis, a mensagem do rodapé dizia "Enviado do meu BlackBerry®".

Com o tempo, as pessoas que recebiam essas mensagens começaram a buscar mais informações à respeito com os remetentes. Quando ficavam sabendo que era um serviço disponível apenas naquele tipo de aparelho, esses executivos corriam para também ficarem "plugados" a toda hora e em qualquer lugar. O nome BlackBerry® ficou tão conhecido no meio empresarial que, ainda hoje, pouca gente sabe que esse não é o nome do fabricante do aparelho. Ele já virou sinônimo da categoria de smartphones.

Para não ficar para trás, outros fabricantes de telefonia celular como Nokia, Apple, LG, Samsung e SonyEricsson também lançaram seus smartphones, enviando suas propagandas nos rodapés das mensagens de email. Mas quem mais uma vez revolucionou com o uso do marketing viral foi a Motorola.

A fabricante norte-americana apostou na proximidade das pessoas nas redes sociais para rapidamente contagiar seus usuários com o vírus do compartilhamento de ideias. Através de qualquer aparelho Motorola equipado com a tecnologia chamada Motoblur(TM), o usuário atualiza seu status, compartilha seus pensamentos, fotos, links e, assim, fica mais próximo dos seus amigos. Como as contas criadas nas redes sociais mais populares, tais como Facebook, Twitter e Orkut ficam associadas à conta do Motoblur(TM), o usuário consegue atingir à todos, simultaneamente. E o melhor para a Motorola é que seu nome vai junto. As postagens são sempre assinadas com sua logomarca da empresa e com a expressão “via Motoblur(TM)”.

Todos os demais fabricantes já aderiram às redes sociais com suas próprias tecnologias, igualmente eficazes. O que existe em comum com a estratégia da Motorola para divulgar sua marca, é o marketing viral. O fato é que, por trás disso tudo, está a venda por relacionamento, silenciosa, mas muito poderosa!