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22 de mai. de 2016

A corrupção no Brasil tem fim? (Ou só tem meios?)

Não é a primeira vez que escrevo sobre corrupção no blog, apesar desse canal ser focado em networking. O que percebemos, entretanto, é que todos os escândalos de falta de ética descobertos recentemente nas Estatais Brasileiras foram originados por redes de corruptos muito bem estruturadas.

É óbvio que o “networking da corrupção” investigado na Operação Lava Jato pela Polícia Federal não foi inventado por um ou outro partido político e muito menos foi introduzido nos últimos anos. Não é de hoje que empresas privadas contam com a ajuda de funcionários públicos para moldar licitações com o objetivo de desqualificar os concorrentes e superfaturar seus produtos e serviços. Essa “gordura” é então compartilhada com o agente do Governo. Também não é novidade que cartéis se formam em comum acordo com seus clientes públicos. Todos unidos combinam preços e decidem os vencedores de cada edital para sustentar um esquema público-privado.

A novidade aqui é a sofisticação da rede de corrupção que se instalou na Petrobrás, uma das mais prósperas empresas brasileiras. Esse esquema poderia durar muito mais tempo, porque é muito difícil arruinar um negócio baseado em petróleo! Como bem observou no início do século passado o magnata John Rockefeller, fundador da primeira companhia petrolífera americana: "O melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada. O segundo melhor negócio é uma empresa de petróleo mal administrada".

O loteamento feito por políticos nas Diretorias da Petrobrás só foi descoberto por uma mera casualidade. Desde 2009 a Polícia Federal do Paraná investigava crimes de lavagem de recursos relacionados ao ex-deputado federal José Janene em Londrina/PR. O monitoramento das comunicações do doleiro Carlos Habib Chater, entre outros lugares, em sua casa de câmbio que operava ao lado de um lava jato (o que batizou a operação) identificou quatro organizações criminosas que se relacionavam entre si, todas lideradas por doleiros. Em uma delas, descobriu-se que o doleiro Alberto Youssef “doou” um veículo de luxo para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Quando a Polícia Federal, Ministério Público Federal e à equipe do Juiz Federal Sérgio Moro, todos sediados no Paraná, começaram a puxar esse “pelo”, jamais poderiam imaginar o tamanho do gorila que descobririam. Desde 17 de março de 2014, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Lava Jato, uma das mais bem estruturadas organizações criminosas vem sendo descoberta.  Doleiros, lobistas, executivos de empreiteiras, executivos da Estatal e finalmente inúmeros políticos vêm sendo arrolados no esquema de desvio de bilhões de Reais.

Toda essa rede de corruptores e corrompidos não seria descoberta não fossem as homologações de acordos de delações premiadas dos acusados e de leniência das empresas envolvidas. O que mais surpreende é que esses escândalos não se limitam apenas a Petrobrás. Já se sabe que outras tantas estatais e obras públicas faraônicas estão sendo corroídas pela ambição de políticos de diversos partidos. As investigações na Eletrobrás, Furnas e Belo Monte, por exemplo, ainda vão revelar muito mais podridão no cenário político já degradado. Quando as gavetas do BNDES forem abertas, então, não vai sobrar pedra sobre pedra, tanto no Brasil como no exterior.

É fato que ainda serão necessários muitos anos de investigações e independência total da Polícia Federal em todo País. Mesmo com tanto esforço das entidades e com o apoio popular, a corrupção no nosso País, infelizmente, não deve ter fim! Os meios se renovam, se reciclam, e se restabelecem através de novas redes de corrupção. Enquanto essa Nação não formar pessoas éticas, dependeremos das leis feitas por quem está envolvido nesse lodo!

3 de fev. de 2016

O que você vai fazer quando acabar o emprego? Já pensou em colaborar?

Parabéns! Você está um dia mais perto do fim do seu emprego.  Não estou falando que você ficará desempregado e precisará se recolocar em uma nova empresa. A realidade é mais dura do que isso! O emprego vai acabar... e não estamos muito longe desse dia! O trabalhador com carteira assinada será uma raridade em muitos lugares do mundo.

Mas não há motivo para pânico! Quer dizer, você pode sim se desesperar se não estiver preparado para colaborar! Caso ainda não tenha percebido, já estamos vivendo a “Era da Colaboração”!

Se você não percebeu isso ainda, pode estar se tornando um profissional obsoleto. Pergunte para alguns adolescentes quantos sonham em construir carreira promissora em uma corporação. Você vai se surpreender ao saber que os sonhos desses jovens não foram inspirados no carreirismo dos seus pais. Pelo contrário, pais que sempre reclamaram da vida corporativa e nunca estavam em casa são as maiores inspirações para que os filhos não sigam os seus passos.

Essas “crianças” que acabaram de sair das suas fraldas, entretanto, já aprenderam de forma intuitiva que elas podem fazer o que quiserem, quando quiserem, com quem quiserem... em qualquer parte do mundo. Isso se chama colaboração!

A colaboração acadêmica existe há centenas de anos. Cientistas e pesquisadores compartilhavam suas experiências e estudos através do globo muito antes da invenção da telecomunicação. A internet, aliás, foi criada principalmente para a interação acadêmica entre universidades e centros de pesquisa em todo o mundo.

Para as pessoas que já nasceram na era digital, porém, a internet é muito mais que uma rede mundial de computadores. Ela é um meio de estreitar relacionamentos entre pessoas que talvez jamais se encontrem face a face na vida, mas que podem, surpreendentemente, desenvolver alguma ação revolucionária em conjunto.

Você que ainda não entendeu como isso pode ocorrer, vou usar um exemplo prático. Na semana passada, aconteceu em São Paulo a nona edição da Campus Party Brasil 2016, ou simplesmente #cpbr9 para os “íntimos”. Você certamente viu algo na mídia sobre essa “feira geek”, como a imprensa gosta de rotular. Tem ainda quem a chame de “o maior encontro de tecnologia do País”. Isso é um pouco melhor, mas ainda longe do que realmente acontece nesses encontros.

A Campus Party, que já acontece em oito países, é na realidade um encontro colaborativo. A tecnologia é apenas o pano de fundo, já que é através das telas dos seus computadores turbinados e dispositivos móveis repletos de aplicativos que a maioria das interações acontece. Mas a internet de altíssima velocidade de 40 GB/s serve, de fato, para aproximar mentes brilhantes de várias partes do mundo. Mais de 400 mil participantes, chamados de Campuseros, acompanham esse evento pelas redes sociais. Alguns deles, vindos de 17 países e de todos os Estados brasileiros, literalmente acamparam por seis dias no Centro de Exposições do Anhembi e lá marcaram para se encontrar pessoalmente com as pessoas que elas vêm colaborando à distância durante todo o ano.

Esse encontro contou com a participação de 12 mil inscritos e mais de 80 mil visitantes de várias partes do planeta. Além disso, 2,5 milhões de fãs acompanharam o evento por streaming, ou seja, vídeo em tempo real pela internet. O interesse de tanta gente tem uma razão. É nessa “festa geek” que todas as peças de um negócio promissor podem se juntar em um mesmo tabuleiro. Nesse jogo, por exemplo, uma estudante secundarista de Pecém/CE apresenta sua ideia inovadora para um programador de Blumenau/SC que se junta com um empreendedor de Niterói/RJ e consegue o aporte de capital de um fundo de investidores (crowd funding) de várias partes do mundo. Esse time inusitado e com capacidade complementares colaboram entre si e pode ser responsável pela próxima revolução social mundial.

Note que nenhuma das peças desse jogo tem um emprego ou está em busca de um. Muito provavelmente jamais terão e nem sentirão falta de um carimbo na Carteira. O trabalho que essas pessoas desenvolverão ao longo de sua vida profissional terá como objetivo principal transformar para melhor o mundo onde vivemos. Ganhar dinheiro com isso é consequência e mérito pela execução brilhante de toda a equipe.

Esses jovens sabem lidar muito melhor que você com os erros, perdas e frustrações. Das centenas de ideias que eles possam ter na vida, apenas uma dezena sairá do papel porque encontraram uma equipe multifuncional adequada, mas pouquíssimas se tornarão um negócio. Mesmo assim, eles continuarão sonhando, buscando novas parcerias, testando novos modelos e empreendendo por muitos e muitos anos.

O fato é que as empresas já perceberam que manter funcionários no seu quadro é caro, complicado e pouco estimula a criatividade e competitividade dos seus empreendimentos. Aos poucos elas começam a dispensar seus dinossauros de 30 anos de idade e contratando grupos de jovens com competências complementares, que são remunerados por entrega. O resultado é um produto ou serviço de ponta, com alta qualidade, prazo de entrega curto e baixo custo. Então, não precisa ser um gênio para saber que essas corporações renovarão seus estoques de pessoas muito em breve.


E você, está preparado para viver sem um emprego? Sabe como se adaptar a “Era da Colaboração”?  O primeiro passo é saber trabalhar seu networking! É a sua rede de contatos o ponto de partida para você entrar nesse jogo. Aprenda a colaborar e jamais tenha que procurar um emprego novamente na sua vida! 

12 de dez. de 2013

Por que o networking é tão importante na recolocação profissional?


Só existem três lugares onde todas as pessoas são perfeitas - no Currículo, nas redes sociais, e no epitáfio, frases escritas sobre túmulos. Você já viu alguma lápide de um homem que não tenha sido afetuoso, honesto e trabalhador? Já viu a página de uma amiga no Facebook onde ela aparece feia e maltrapilha nas fotos do perfil? E por acaso já recebeu um CV que fale dos erros, defeitos e tropeços de um profissional? Claro que as respostas são "não, não e não"!

Se coloque no lugar de um headhunter, de um profissional de RH ou de um recrutador. Você só recebe um Curriculum Vitae, que em Latim significa "Trajetória de Vida", contendo apenas com os feitos maravilhosos de um candidato. Como você saberia por esse frio pedaço de papel que está chamando o profissional mais adequado para um processo seletivo? Mesmo conversando com as referências profissionais indicadas pelo candidato, como você teria certeza que estão sendo sinceros? Afinal de contas, foi o próprio candidato quem os indicou e os preparou para falar bem dele.

Agora que você entendeu o lado do entrevistador, consegue imaginar como muitas vezes você nem chega a ser chamado para uma vaga que é "a sua cara". Infelizmente, não vivemos em um mundo cor de rosa, onde somente nossos méritos são considerados. O Educador, Filósofo e Professor Mário Sérgio Cortella, a quem devo a inspiração por esse texto, explica em suas palestras que um entrevistador deveria pedir ao candidato o seu "Curriculum Mortis", onde estejam listadas todas as falhas, erros, fraquezas e tropeços que ele eventualmente teve durante a sua vida profissional. Segundo o Professor, entendendo como essa pessoa lidou com essas frustrações é que se descobre como ela reagirá aos desafios futuros.

Então, se existe uma barreira enorme de desconfiança entre candidato e empregador, como transpor esse obstáculo? Como demonstrar credibilidade para aumentar a sua empregabilidade? A resposta passa pelo networking! Sabemos que todas as pessoas do mundo estão separadas por no máximo seis graus de distância. Se estamos falando de um segmento específico de mercado então, é certo que não existam mais que 3 passos entre o dono de uma vaga e você! Então, sua primeira tarefa é descobrir quem são essas pessoas que podem te conectar ao emprego dos seus sonhos.

Descoberto quem pode fazer essa ponte, é hora de fazer o seu networking funcionar. O mais importante é que essas pessoas estejam ativas na sua rede para que não se sintam usadas por você. A última coisa que você quer parecer nesse momento é uma pessoa interesseira. Agora, se você deixou sua rede de contatos adormecida durante todos os seus áureos anos de carreira, você colher exatamente o que plantou. Há muito o que se falar nesse sentido. Para entender melhor o que fazer nessa situação, leia o artigo "Perdeu o emprego? Será tarde para começar a trabalhar o networking?"
(http://network4sales.blogspot.com.br/2012/08/perdeu-o-emprego-sera-tarde-para_28.html)

Em resumo, a dica é para não deixar para amanhã o que era para ter sido feito anteontem. Ative imediatamente sua rede de relacionamentos para que ela possa trabalhar a seu favor quando o assunto for uma recolocação profissional. O mais importante é entender que o networking é uma via de mão dupla. Não espere ser ajudado se você nunca se prontificou a ajudar ninguém, não só quando o assunto é carreira. Para entender melhor, confira seis dicas importantes no artigo "Será que o networking pode mesmo ajudá-lo a conseguir um emprego?"
(http://network4sales.blogspot.com.br/2010/11/sera-que-o-networking-pode-mesmo-ajuda.html).

O fato é que se você conseguiu pavimentar o caminho até o novo emprego, isso só foi possível porque todas as pessoas nessa trajetória acreditam em você e no seu potencial. Essa contribuição voluntária e verdadeira é a melhor recomendação profissional que alguém pode receber. E nela, pode ter certeza, qualquer recrutador pode acreditar. Confie em você, confie no seu networking!!!

18 de set. de 2013

Sabia que o mundo todo é uma ilha?


Imagine que você vive em uma cidade com cerca de meio milhão de habitantes, onde quase a metade deles é nativa desse local, que foi elevado à cidade há menos de 200 anos, ou seja, está ainda nas primeiras gerações dessa população nativa. Esse grupo, nada modesto em tamanho, se concentra em regiões específicas e por isso freqüentam as mesmas instituições de ensino, clubes desportivos, restaurantes e eventos ao longo de toda uma vida. Agora imagine que esse grupo vive em uma ilha, limitando ainda mais a entrada de novos membros nesse seleto grupo.

Essa situação imaginária existe! Estamos falando de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, uma das cidades mais charmosas do Brasil. O que os milhares de turistas que visitam a "ilha da magia" não sabem é que a população nativa é composta predominantemente por funcionários públicos e comerciantes, muitos de descendência açoriana, que são os responsáveis pela origem do sotaque característico da população florianopolitana. Uma parcela crescente dos habitantes da Ilha de Santa Catarina já é de "forasteiros" que vieram de outras partes do Brasil e do mundo para tentar a sorte enquanto desfrutam de uma qualidade de vida invejável. 
 

Para a metade nativa que vive dentro dessa sociedade, a impressão que se tem é que o mundo é realmente uma ilha, onde todas as famílias se conhecem por gerações, seus integrantes interagem constantemente desde muito cedo e, como consequência, acabam se ajudando em oportunidades profissionais e pessoais ao longo da vida, fazendo com que todos prosperem. Essa é, basicamente, a mesma essência que faz com alguns judeus ocupem posições de destaque nos cenários empresarial e econômico mundial, como já exploramos aqui no Network-4-Sales. 

Essa impressão de que o mundo inteiro é uma ilha não é equivocada. Nas teorias de networking esses grupos são chamados de micro-universos. Eles podem ocorrer em qualquer outra localidade do mundo, como na minha cidade natal, Santos, no litoral paulista, que além de ser uma ilha, também possui uma elite dominante à frente dos negócios locais. Mas não são apenas nas ilhas que esse fenômeno ocorre. Os micro-universos podem se formar em qualquer grupo fechado de pessoas, seja social, cultural, organizacional, profissional, etc. A característica comum a todos esses grupos é que seus integrantes são facilmente identificados e acessados por seus iguais. 

Voltando ao micro-universo de Florianópolis, é possível afirmar que qualquer nativo está no máximo a 3 graus de separação do cidadão mais ilustre da capital catarinense, o tenista ex-número 1 do mundo, Gustavo "Guga" Kuerten. Também nesse mundo banhado pelo Atlântico tive o prazer de conhecer outro entusiasta do networking - o consultor comercial Daniel Homem da Luz, que além de ser um hub dentro da elite Catarinense, também faz parte do micro-universo de executivos de telecomunicações no Brasil. Por conta disso, estávamos separados a apenas dois graus antes de nos conhecermos pessoalmente. À propósito, agora estou à dois graus de separação do meu ídolo Guga, que está dentro da rede de relacionamento do Daniel. :-)

Podemos demonstrar como vivemos em um mundo conectado usando mais uma vez o Guga como ponto de referência. Parte da minha família vive na mesma região da ilha onde Guga tem casa. Portanto, existem grandes chances de eles terem vários amigos em comum. Em outras palavras, mesmo que você não faça parte de nenhum micro-universo, você estará conectado a qualquer outra pessoa do mundo, por mais de um caminho, no máximo a 6 graus de separação. Mas se o seu mundo for do tamanho de uma ilha, suas relações serão do tamanho do mundo!

16 de set. de 2012

O que as teorias de marketing têm a ver com as de networking?


Pense rápido! Qual é a marca de refrigerantes mais vendida no mundo? Qual é a maior rede de fast foods? Qual é a empresa de tecnologia mais inovadora do mercado? Se você não respondeu Coca-Cola, McDonalds e Apple, provavelmente não vive nesse planeta. Essas marcas estão tão presentes na sua memória que devem ter vindo à sua mente mesmo antes que você conseguisse pronunciá-las. 


Se você nunca estudou nada sobre marketing, sequer faz ideia de como essas marcas conseguiram entrar dentro da sua cabeça. Com um pouco de estudos, você já compreende que essas empresas conquistaram sua atenção por causa de investimentos maciços em  propagandas. Mas só quem conhece à fundo as teorias de marketing sabe o quanto é difícil chegar, e principalmente se manter, no ponto mais alto da consciência do consumidor. Em marketing, esse lugar é chamado de Topo da Mente ou Top of Mind, em inglês.


Mas o que essa teoria toda de marketing tem a ver com networking? Em networking, nao basta ter contatos fortes para que sua rede de relacionamento trabalhe a seu favor. É preciso que seus amigos lembrem de você quando uma boa oportunidade passe por eles. Então, pense em você como uma marca; suas ideias, sua reputação, suas qualidades são seus produtos; e sua rede de relacionamento é o mercado consumidor. Para que esses consumidores "comprem" os seus produtos, eles precisam ter sempre em mente que sua marca existe e quais são os produtos que você está oferecendo. Mas só estar presente pode não bastar quando a disputa pela atenção do mercado é muito grande. Nesses casos, sua estratégia tem que mirar o Topo da Mente dos seus consumidores. 

Corporações investem milhões de dólares em pesquisas e colocam seus profissionais mais capacitados para entender o que se passa na cabeça dos seus clientes em potencial com o único objetivo de conquistar esse lugar de destaque na mente deles. Esse objetivo terá sido alcançado quando um cliente chega no ponto de venda e, instintivamente, compra o produto desta empresa mesmo com o preço maior ou com menos diferenciais em relação aos concorrentes. Já você não tem os mesmos recursos financeiros e nem uma equipe para trabalhar a sua marca e nem para promover e vender os seus produtos. Esse é um trabalho duro (no duplo sentido da palavra) e solitário!

Outro ponto onde as teorias de marketing se encontram com as de networking é a categorização de um produto ou serviço. A mente do consumidor é um quarto com vários armários e cada um deles com várias gavetas. Esses armários são as categorias. Cada uma dessas gavetas representa uma sub-categoria. No armário que representa a categoria de aparatos esportivos, existem várias gavetas representando as sub-categorias, tais como camisetas, tênis, chuteiras, bonés, bolas, sungas, etc. Para cada sub-categoria pode existir diversos fornecedores, mas apenas um conseguirá ocupar a parte de cima da gaveta, ou o Topo da Mente do consumidor. A Nike, por exemplo, pode ser o Top of Mind em tênis, mas foi a Topper que trabalhou melhor sua estratégia para estar no topo da sub-categoria de chuteiras. Isso mostra o quanto uma estratégia de marketing pode ser focada a ponto de gavetas tão próximas dentro de um mesmo armário sejam tão distintas.

Trazendo essa teoria para o mundo conectado do networking, isso significa que você não precisa estar no Topo da Mente de todos da sua rede de relacionamentos em todas as categorias e suas sub-categorias. Em termos práticos, você precisa se vender como um "bom partido" àqueles amigos que têm muitas amigas lindas e solteiras. Você deve vender a imagem de um "funcionário padrão" para aqueles amigos que têm muitos contatos no seu mercado de trabalho. Precisa ser um "cidadão modelo" para os membros da sociedade em que está inserido. Cada um desses rótulos é um produto que leva sua marca. Em resumo, quem vende produtos em diversas sub-categorias, não pode adotar a mesma estratégica para chegar no cume da mente dos seus consumidores. Você corre o risco de passar uma mensagem confusa e deficiente aos clientes da sua marca.

Da mesma maneira que os profissionais de marketing se dedicam aos estudos das teorias para alcançar o Topo da Mente dos clientes, você também deve aprender a trabalhar sua marca dentro do seu networking. Como disse Leonardo Da Vinci - "Aprender é a única coisa de que a Mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende!"

25 de jun. de 2012

Quem trabalha melhor o networking profissional - os mais jovens ou os mais experientes?

Quando comecei minha carreira, ainda como estagiário, eu admirava como os altos executivos da empresa se relacionavam bem com seus parceiros comerciais. Com algumas ligações, eles conseguiam chegar à pessoa responsável por aquele projeto que nossa empresa queria participar. Mais algumas ligações para outros contatos, e logo se formava uma rede em torno dessa pessoa para convencê-la a escolher nossa empresa como fornecedora dos equipamentos que ela precisava para tal projeto. Só bem mais tarde é que vim saber que o nome disso era networking.

Se você também já vivenciou situação parecida com essa, conclui então que os profissionais mais experientes trabalham melhor seu networking, correto? Não necessariamente! Isso pode até ser verdade para um executivo que trabalhe com relacionamentos com clientes ou fornecedores. Mas, em geral, os profissionais de outras áreas passam anos no exercício de suas funções, se relacionam com inúmeras pessoas, mas nunca se preocuparam em deixar esses contatos ativos.

Isso fica muito claro nas palestras que eu ministro. Os participantes com mais 25 anos de carreira não tem a menor ideia de quantas pessoas elas possuem na rede de relacionamento profissional delas. Quando essas pessoas, por exemplo, perdem o emprego nessa fase, se sentem totalmente desamparadas por não ter com quem contar. Suas conexões com o passado são tão fracas que elas ficam sem ter como reativá-las.

Isso acontece porque essas pessoas foram criadas de forma diferente das novas gerações. Há 40, 50 anos, nossas amizades tinham prazo de validade. Nossos amigos de infância ficaram na infância. Os colegas do colégio se foram quando nos formamos. A turma da faculdade se dispersou depois da colação de grau. E o pessoal do trabalho vai se distanciando de você na mesma velocidade que você se distancia deles. Por mais que você se lembre do nome dessas pessoas e ainda goste muito de grande parte delas, você deixou que o tempo as separassem. E, como já falamos aqui várias vezes, “quem não é visto não é lembrado”!

Os jovens nascidos a partir da geração Y já vieram com um novo chip. Mesmo antes do surgimento das redes sociais, eles já sabiam como se manter conectados entre si através das suas fases da vida. Nas minhas palestras não é raro encontrar participantes com seus 20 anos que ainda mantenha contato frequente com os colegas de infância. Essa postura agregadora dos mais jovens faz com que o networking seja mais robusto e mais eficiente. Isso também explica a mudança no perfil dos profissionais na atualidade.

No passado, um jovem sonhava em entrar em uma grande empresa, começar por baixo, passar toda a sua carreira lá e, se possível, chegar ao topo da pirâmide organizacional. Hoje em dia, é difícil encontrar um jovem que esteja interessado em passar mais de um ano na mesma empresa. Eles têm sede de conhecimento, principalmente de conhecer pessoas que lhes ensinem algo. Em poucos anos já possuem uma rede de contatos extremamente valiosa e muito bem conectada. E quando eles enxergam o potencial desse networking, já se aventuram com seu próprio negócio. Não é coincidência que a maioria dos empreendedores sejam jovens!

Esses profissionais podem não ter a bagagem prática que os mais os experientes acumularam ao longo dos anos, mas eles conhecem pessoas suficiente que, somadas, agregam a mesma quantidade de conhecimento. A máxima desses jovens empreendedores é “eu posso não saber o que você está pedindo, mas sei quem sabe!”. Com profissionais cada vez mais jovens iniciando seus próprios projetos, normalmente atacando nichos, o mercado vem se transformando em uma imensa teia de micro-empresas que se complementam e se interagem vigorosamente.

Mas nem tudo está perdido para os profissionais mais experientes. Com a massificação das redes sociais, eles já estão começando a juntar os pedaços da sua história. Aos poucos os contatos vêm sendo restabelecidos e os laços se fortalecendo. O que ainda falta para esses indivíduos, entretanto, é aprender como trabalhar sua imensa rede de relacionamento a seu favor com transparência, reciprocidade e gratidão. Aí sim, os mais experientes poderão ensinar aos mais jovens como é que se trabalha bem o networking!

9 de mar. de 2012

Como transformar o LinkedIn em uma poderosa ferramenta de networking?

Recentemente apresentei a palestra "Networking na Prática" para um grupo de altos executivos em fase de transição de carreira. Um dos pontos que mais despertou interesse nesse evento foi o uso da rede virtual LinkedIn® para exercitar o networking. Aqui estão algumas dicas para você que, como eles, também deseja extrair o máximo do principal rede virtual profissional da atualidade:
  • Sua vitrine online: engana-se quem pensa que o LinkedIn® é meramente um repositório virtual de currículos. Essa rede social é uma das melhores "lojas" de profissionais que existem. E claro que o produto é Você, que precisa estar bem exposto na vitrine para ser vendido. Não estou falando apenas para contratações. Imagine que seus clientes e parceiros também acessam o seu perfil para "comprar" a sua imagem antes de fazer negócios. Para isso, é imprescindível que você deixe seu perfil sempre atualizado e com absolutamente todas as suas experiências profissionais e acadêmicas. Também é recomendável criar um perfil em português e pelo menos mais um em outro idioma. Assim você aumenta sua exposição nessa enorme "loja de talentos";
  • Construa sua rede: se você já mapeou sua rede de contatos profissionais no papel, vai observar que você conhece muita mais pessoas que as que estão conectadas contigo no LinkedIn®. A sua missão, então, é buscar esses indivíduos, primeiro listando os nomes na ponta do lápis e depois realizando a busca nesta rede social;
  • Quanto mais, melhor: da mesma forma que você está procurando as pessoas que um dia você conheceu, elas também podem estar à sua procura. Portanto, é muito importante incluir no seu perfil toda e qualquer informação que as ajude a chegar até você. Seu apelido na época de faculdade ou de trabalho, por exemplo, precisam fazer parte do seu nome na rede. É o que chamamos de "nome artístico";
  • Explore os hubs: em cada grupo que você frequenta ou já frequentou existe um hub, ou seja, um indivíduo que concentra a maior parte dos contatos desse grupo. Esses hubs devem ser usados para fazer a ponte para iniciar o relacionamento com os demais. O LinkedIn® possui um recurso de introdução com o qual você envia uma mensagem para o seu contato atual pedindo para ele te apresentar ao outro colega. Essa introdução aumenta as chances de sucesso do seu convite;  
  • Não perca tempo: uma outra boa maneira de aumentar sua rede de contatos é enviar o convite pelo LinkedIn® pouco tempo depois de conhecer o profissional que te interessa manter relacionamento. Ele certamente se lembrará de você e deverá aceitar seu convite sem demora; 
  • Fazendo contato: uma vez que você finalmente encontrou quem estava buscando, convide-o(a) para participar da sua rede com uma mensagem pessoal. Não utilize aquelas mensagens automáticas fornecidas pelo LinkedIn®. No envio do convite, selecione a opção correta de onde trabalhava/estudava quando conheceu essa pessoa. No corpo da mensagem lembre-a de alguma situação que vocês vivenciaram. Finalize o convite deixando-a à vontade para recusar seu convite. Só convide uma pessoa utilizando a opção "Amigo(a)", se você realmente mantém uma relação de amizade próxima com ela;
  • Mantenha-se no radar: fale para todas as pessoas da sua rede de contatos o que você está fazendo. Se estiver em fase de transição de carreira, deixe seu perfil atualizado. Dessa forma eles ficarão atentos a qualquer oportunidade para ajudá-lo. Compartilhe com sua rede, por exemplo, seus planos de viagem à trabalho, o livro que está lendo, o link para um artigo interessante, etc. Assim, sempre que você posta algo, seus colegas se lembrarão de você; 
  • Participe de grupos de interesse: o LinkedIn® possui diversos grupos que servem para mantê-lo atualizado sobre um tema do seu interesse, mas principalmente serve para aumentar sua rede de relacionamento e potencializar seu networking. Um dos grupos mais conhecidos é o de Vagas. Se você está participando de um grupo desses, compartilhe com seus contatos as vagas que você pensa ser útil para eles. Fica a dica - ajude sem esperar ser ajudado;
  • Seu oráculo profissional: um dos maiores benefícios que o LinkedIn® pode oferecer é o acesso rápido e fácil a um dos mais valiosos bancos de dados do mundo. E você poderá tirar ainda melhor proveito disso se tiver o aplicativo do LinkedIn® instalado no seu celular. Por exemplo, você acaba de conhecer uma pessoa em um evento. No rápido bate-papo você soube que ela trabalhou na Acme e que se chama Maria Rita. Você então faz uma busca rápida no LinkedIn® do seu celular e descobre que vocês têm um amigo em comum, que trabalhou com ela na Acme. O mesmo aplicativo já pode te fornecer mais dados sobre essa pessoa. O que pode parecer invasão de privacidade é, na realidade, uma ferramenta para estreitar rapidamente o relacionamento com essa pessoa.

Essas são apenas algumas dicas de como aproveitar melhor as maravilhas dessa rede social para o seu networking. Certamente no dia-a-dia você descobrirá outras tantas. Muitas dessas dicas se aplicam também para outras redes profissionais, como o Plaxo, ou até mesmo para redes sociais, como o Facebook. O importante é você ter sempre em mente que as ferramentas do mundo virtual são apenas pontes para levá-lo ao encontro de pessoas interessantes no mundo real. É aqui que a sua rede realmente trabalhará a seu favor!

18 de jan. de 2012

Qual é a forma mais eficaz de fortalecer relacionamentos profissionais?


Você conhece alguém que trabalha ao lado de outra pessoa por mais de uma década e, depois desse tempo todo, não sabe nem onde ela mora? E aquele vendedor que já forneceu milhões de reais para um cliente, mas sequer sabe o que ele faz nas horas vagas? Pessoas assim existem aos montes, mas é muito provável que elas não se incomodem com isso. Mas, em se tratando de networking, esse é um dos maiores erros que uma pessoa pode cometer. Uma das principais práticas do networking é se interessar genuinamente pelas pessoas com quem você mantém relacionamento.

Mas qual é a melhor maneira de ultrapassar essa barreira entre o profissional e o pessoal sem parecer ser intrometido ou interesseiro? A resposta é simples - compartilhe uma experiência pessoal com ela! Imagine que você se encontra casualmente com um fornecedor em um estádio de futebol. Você, que nem sabia que aquele comprador torcia para o mesmo time, agora assiste com ele a partida final do campeonato. E quando a equipe do coração dos dois marca um gol, a relação fria entre vocês se transforma definitivamente. Em segundos, vocês deixam de ser estranhos e passam a gritar e pular abraçados, comemorando o gol do título.

Se você já passou por uma experiência pessoal com um colega de trabalho ou parceiro, sabe que isso é verdade, e que a relação profissional progride para amizade. Você que nunca tenha reparado nisso, a partir de agora vai passar a observar que depois de uma experiência que extrapola as quatro paredes do escritório, o relacionamento entre dois profissionais nunca mais é o mesmo. E quanto mais próxima fica a relação de amizade entre vocês, mais frutos você colhe dentro do ambiente de trabalho.  

Tanto isso é verdade que empresas de marketing de relacionamento se especializaram em criar experiências que tirem executivos de suas rotinas e os colocam em situações inusitadas juntamente com seus colegas de trabalho ou de negócios. Essas atividades, que ganharam o rótulo de "team building", têm como principal objetivo aproximar as pessoas fazendo com que elas compartilhem experiências de vida inesquecíveis, tais como sobreviver em um acampamento na floresta ou navegar em um veleiro. Se você já participou desses programas, é provável que mantenha amizade até hoje com alguns colegas que dividiram esses momentos contigo.  

Sabemos, então, que compartilhar uma experiência pessoal é a melhor forma de fortalecer um relacionamento profissional. Mas qual é a maneira mais eficaz de fazer isso? A resposta não é nenhum programa radical ou exótico, tal como levar seu cliente para uma viagem até a estação espacial. É óbvio que o impacto dessa experiência funcionaria muitíssimo bem. Mas, na realidade, você não precisa ir tão longe e nem gastar tanto para conseguir um resultado tão efetivo quanto. O fato é que em qualquer viagem, por mais simples que seja, as emoções vividas são suficientes para tirá-los do lugar comum e aproximá-los em relacionamentos futuros.

É fato que a experiência fica mais intensa quanto mais desconhecido for o ambiente para ambos. E também é mais marcante quando existe algum imprevisto ou um toque de casualidade em questão. Em uma viagem à negócios, por exemplo, você e seu colega de trabalho se perdem e por acaso se enfiam em uma "roubada". Vocês sempre se lembrarão disso e rirão muito da situação quando voltarem a se encontrar. Sem dúvida, a relação profissional entre vocês será muito mais produtiva depois disso. Em uma viagem internacional, então, um simples "mico" que você e seu cliente passem juntos os aproxima mais que anos de relação comercial.

Então fica a dica para fortalecer o networking com seus colegas e parceiros de trabalho - aproveite suas viagens para viver experiências pessoais e use-as para criar uma conexão duradoura com sua rede de relacionamento.

31 de out. de 2011

Por que os judeus trabalham tão bem seu networking?

Se você já teve a oportunidade, como eu, de trabalhar com judeus, sabe quantos negócios são feitos entre os membros da comunidade judaica, uma das mais influentes e bem sucedidas em todo o mundo há décadas. No Brasil, temos inúmeros exemplos de grandes empresários que seguem a religião, filosofia e modo de vida do povo judeu. Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, e Silvio Santos (Senor Abravanel), fundador do Grupo que leva o seu nome, e que comanda o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) são ícones desse grupo. Mas o que nos chama mais a atenção é como a comunidade judaica trabalha de forma tão eficaz o seu networking! Para entender melhor como isso acontece, temos que analisar vários fatores. 

Um dos principais é a importância dada ao sobrenome. Ele é muito mais que um mero complemento do nome. O sobrenome para um judeu tem a mesma importância de uma marca para uma empresa. Associada ao sobrenome está toda a tradição de uma família por gerações. Um sobrenome, via de regra, está vinculado às conquistas e aos triunfos que os membros dessa família obtiveram na sua história. Se o patriarca, por exemplo, cria uma empresa do zero e a transforma em um grande grupo empresarial administrado por seus herdeiros, o sobrenome dessa família ficará associado para sempre com o nome desta empresa. Assim sendo, o crescimento contínuo desta empresa está relacionado diretamente à competência dessa família na gestão dos negócios.

Outro fator muito importante para o sucesso dos judeus é a perpetuação da família como entidade. Os homens têm a obrigação de dar continuidade a linhagem casando-se preferencialmente com mulheres da comunidade. A união entre judeus pode até parecer casamento arranjado, já que muitas vezes eles ocorrem entre famílias ricas e poderosas. Mas aí é que entra outro fator muito importante para o sucesso do networking entre os judeus – a concentração. Os integrantes dessa comunidade usualmente frequentam os mesmos lugares. Além disso, eles também vivem em bairros altamente povoados pelas famílias judias, como por exemplo o bairro de Higienópolis em São Paulo.

Agrupando todos os fatores acima, temos um fenômeno do networking que chamamos de “micromundo”. Nele, todas as pessoas estão interligadas por poucos graus de distância e são facilmente identificadas. Para ilustrar melhor como o micromundo judaico funciona, vamos utilizar um exemplo fictício.

David é o dono de uma rede de comércio varejista que pertence à família Goldenstein há 60 anos. Lilly, sua filha de 16 anos estuda no mesmo colégio que Isaac, neto do patriarca da família Rabinoff, que comanda um dos maiores conglomerados alimentícios do país. Todos moram no mesmo bairro em São Paulo e, por isso, frequentam a mesma sinagoga e o mesmo clube nos finais de semana. Nesse micromundo, a distância entre as famílias Goldenstein e Rabinoff é de apenas um grau de separação. Com tanta proximidade e com interesses comerciais complementares, é inevitável que ambos venham a se conectar. Essa conexão pode acontecer apenas comercialmente, com a empresa de alimentos fechando um contrato de fornecimento para a rede varejista. Entretanto, para garantir a continuidade e o sucesso dessa parceria comercial, o Sr. David Goldenstein pode incentivar que sua filha Lilly venha a se casar com Isaac no futuro breve.

Uma particularidade interessante desse micromundo é que os sobrenomes, como já dissemos, tem uma representatividade muito forte. Portanto, é muito fácil identificar os parceiros em potencial só de ouvir falar o sobrenome. Vamos ilustrar isso colocando mais uma pessoa no nosso exemplo anterior. O Sr. Moises Milsky, produtor de laticineos no Sul é cunhado de David Goldenstein. Entretanto, ele não vive próximo e nem frequenta os mesmos lugares. Mas em uma visita à David, conheceu Isaac Rabinoff, o futuro marido de sua sobrinha Lilly. Imediatamente, Moises demonstra interesse em se aproximar da família do moço com o objetivo de fornecer seus produtos. E é dessa forma que muitos outros negócios se tornam realidade entre os membros da comunidade judaica.

Mas quando se vive em um micromundo, disputas e interesses conflitantes poderiam prejudicar as relações. Pior, essas brigas poderiam ser amplificadas já que todos os habitantes desse “mundinho” estão muito próximos entre si. E é aqui que entra o último fator que garante o sucesso do networking dentro da comunidade judaica – o perdão! É ele o agente aglutinador de um povo que já sofreu muito com a intolerância e com o preconceito. É tão importante, que o Dia do Perdão, ou “Yom Kippur” em Hebraico, é considerado o mais santo do calendário judaico. É nesse dia que os judeus têm a chance de se desculparem pelos maus atos e de pedir perdão à pessoa contra a qual cometeu alguma injustiça. Se o pedido for de fato sincero todo mal que foi cometido anteriormente é anulado.

Além de nos ensinar muito sobre networking, os judeus nos deixam uma lição muito importante: “Perdoe o que você não pode esquecer! Esqueça aquilo que você não consegue perdoar!”.