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4 de mai. de 2012

Você conhece a Ana? Já ouviu alguma das suas histórias?

As celebridades instantâneas não param de surgir na internet. Vídeos postados sem nenhuma pretensão no YouTube e compartilhados em redes sociais acabam caindo no gosto do grande público e levam seus protagonistas à fama de maneira meteórica. Foi assim com a Luiza que foi para o Canadá ou com o tapa na pantera, que já tiveram mais de seis milhões de exibições no YouTube. Ainda mais impressionante é a marca alcançada pelo clip da família Barbosa cantando (totalmente desafinados) a canção “Para Nossa Alegria” com quase 50 milhões de cliques no mais famoso portal de compartilhamento de vídeos da web.

Apostando no poder viral da rede mundial de computadores, a atriz paulistana Ana Paula Dias criou a "web series" intituladas "Histórias da Ana". Os vídeos curtos são divulgados periodicamente pela própria autora no YouTube e promovidos na sua página do Facebook. Desde quando a iniciativa foi criada há pouco mais de um mês, quando o episódio 01 foi lançado, as suas histórias já foram vistas quase 30.000 vezes. E o crescimento das vizualizações é exponencial. O episódio 05, lançado ontem, teve mais de 900 acessos em apenas um dia. 



Mas qual é o segredo desse sucesso crescente? Com certeza o conteúdo divertido da série, que trata de situações rotineiras vividas pela criadora, é o principal responsável. Seu talento como atriz e sua competência como roteirista também contam muito para esse resultado. Porém, é o networking que está projetando sua carreira e que certamente a trará ainda mais fama. Vamos analisar como isso funciona em termos práticos.

A Ana tem no Facebook uma rede com mais de 1.300 amigos. Vamos considerar que a cada novo episódio pelo menos metade dessas pessoas assistirão a “web series”. Se contarmos que cada uma delas compartilhe o vídeo para, em média, outras 500 pessoas, teremos no grau 2 de separação 325.500 expectadores. Supondo que no grau 3 outras 200 pessoas curtam o episódio e comentem com seus amigos, já serão 65 milhões de pessoas falando sobre o assunto. Curiosamente, essa audiência é bem maior que muitos programas de TV aberta no Brasil.

Entretanto, não é apenas a teoria dos Seis Graus de Separação que pode explicar o sucesso dos virais na internet. Você que é leitor assíduo do blog Network-4-Sales deve se lembrar do texto "O que é preciso para chegar ao estrelato?", publicado em 28/02/11 (link http://network4sales.blogspot.com.br/2011/02/o-que-e-preciso-para-chegar-ao.html). Nele exploramos os caminhos percorridos por artistas de sucesso e sua relação com os padrinhos artísticos. 

No caso das Histórias da Ana, a protagonista ainda não tem nenhum padrinho que a leve ao estrelato. Não tem ainda! O fato é que, no mundo conectado em que vivemos, isso parece ser uma questão de tempo. Como vimos no exemplo acima, o alcance da sua rede sozinha em apenas 3 graus de separação pode ser maior que o alcance da internet banda larga no Brasil. Portanto, a probabilidade de existir alguém interessado em projetá-la a outro patamar dentro desse grupo é enorme. Esse é o poder do networking! 

Se você também quer chegar ao estrelato, já sabe qual é o caminho. Agora, se esse não é o seu caso, aproveite para se divertir com as Histórias da Ana clicando no link abaixo. Se curtir, divulgue para os seus amigos. Você verá em breve como as teorias do networking se encarregarão de cumprir o seu papel!http://www.youtube.com/user/historiasdaana

12 de set. de 2011

Sabe aquela pessoa que você está procurando faz tempo? Ela esteve ao seu lado e você nem reparou!

Você pode estar procurando um investidor bem sucedido para apostar no seu negócio. Pode estar em busca de um bom atleta para jogar no seu time. Sua procura pode ser por uma atriz talentosa para participar do seu grupo de teatro. Quem sabe não está à procura de uma boa banda para tocar na sua festa. Ou ainda, você está tentando encontrar uma mulher linda para se casar. Todo mundo sempre está procurando alguém!

Mas como encontrar essa pessoa em um mundo tão grande? Aonde procurar alguém com qualidades tão específicas? Acredite, essa pessoa está mais perto do que você imagina! Elas podem estar a poucos metros de distância. Você vai encontrar com ela essa semana e nem vai reparar. Ela pode estar no mesmo ambiente que você, cruzar olhares contigo e nada! Ela vai embora e você perderá a chance de encerrar sua busca diária.

Sabe o porquê de eu ter tanta certeza de que isso vai acontecer? Porque todos os dias nós estamos em contato com muitas outras pessoas. O problema é que nós normalmente não temos a menor ideia das qualidades que essas pessoas ao nosso redor possuem. Eu disse "normalmente não". Algumas vezes nós sabemos quem são as pessoas que encontramos e conhecemos bem quais são as qualidades dela. É só lembrar de todas as vezes que você encontrou com uma celebridade. Estamos tão acostumados a vê-las na mídia que até nos consideramos próximos à elas. 

Permita-me usar os meus exemplos para ilustrar como essas pessoas estão próximas de todos nós. Recentemente eu encontrei com o Luciano Huck no mesmo edifício de um cliente. Também já estive com o Ronaldinho Gaúcho em um restaurante e com o ex-zagueiro da Seleção Brasileira Roque Júnior na academia. Já me encontrei com a atriz Susana Vieira em hotel. Estive no mesmo voo que a banda Jota Quest. E também já encontrei com as beldades Deborah Secco e Ellen Rocche em aeroportos.

Então vamos supor que o Luciano Huck fosse o investidor bem sucedido que você procura para apostar no seu negócio. Imaginemos que o Ronaldinho ou Roque Jr fossem os atletas para jogar no seu time. Quem sabe a Susana Vieira não fosse aquela atriz que você busca para participar do seu grupo de teatro. E se o Jota Quest fosse a banda ideal para tocar na sua festa? Ou ainda, você pode sonhar que a Deborah Secco ou a Ellen Rocche fossem as mulheres que você procura para se casar!

Esses exemplos servem para ilustrar que as pessoas que você busca estão ao seu alcance. Mas é claro que nada é tão simples assim. Uma mulher não sai na rua com uma placa pendurada nos ombros com um lista de predicados de um lado e com as qualidades que ela busca em um homem do outro lado da placa. Um investidor também não anda por aí com um cartaz na mão dizendo - "Me apresente o seu projeto! Eu tenho o dinheiro que você precisa!"

Então, como poderemos saber quem é e onde está a pessoa que buscamos? A resposta está no seu networking! Quanto mais pessoas da sua rede de relacionamento souber exatamente o que você está procurando, muito maiores serão as chances de você encontrar quem está buscando. Afinal, você não conhece esses seus amigos tão bem para ter certeza que eles não são amigos próximos de pessoas com tantas qualidades quanto o Luciano, o Ronaldinho, a Susana, o Jota Quest, a Deborah ou a Ellen.

9 de mar. de 2011

Você sabe reconhecer um hub? E por que isso é importante para você?

No último texto falei sobre a teoria do networking e um dos seus principais componentes - o hub. O termo é bem conhecido em alguns segmentos. Em computação existem o Hub de Ethernet e o Hub USB, equipamentos que permitem conectar diversos dispositivos simultaneamente. Em logística, os hubs são usados por empresas de transportes rodoviário, ferroviário e áereo para consolidar e distribuir mercadorias.

Em networking, a definição de hub segue o mesmo conceito acima. Os hubs são aquelas pessoas que se conectam com uma grande quantidade de contatos. Partindo desse princípio, seria muito fácil reconhecer um hub. Bastaria acessar o perfil dela em uma rede social e contar a quantidade de relações. Poderia dizer então que o hub seria aquele sujeito que tem, por exemplo, algumas centenas de seguidores no Twitter, ou uns 400 amigos no Facebook ou mais de 500 contatos profissionais no LinkedIn. Essa característica pode até ser uma pista, mas não; a tarefa de reconhecer um hub não é tão simples assim! Para ser um hub não basta apenas ter muitos contatos.

Voltando ao exemplo do hub logístico, a sua principal função é ter a capacidade de receber mercadorias de vários pontos, por diversas vias, consolidá-las e manuseá-las. A partir daí, o hub é capaz de redistribuí-las para atender demandas em diversos destinos. O mesmo ocorre em networking. Um hub tem a capacidade de gerenciar sua rede de contatos vindos de várias partes - família, amigos do clube, vizinhos, colegas do trabalho, etc. Tão importante quanto administrar bem seus relacionamentos atuais, um hub também tem a habilidade de ligar sua rede à outros contatos e oportunidades.

Infelizmente, não existe uma forma fácil de identificar um hub, mas você consegue reconhecer pessoas com esse perfil em algumas profissões. Empresários de atletas e de artistas, por exemplo, devem seu sucesso à sua poderosa rede de contatos. Eles encurtam as distâncias de seus clientes ao estrelato. Altos executivos e empresários bem sucedidos também têm perfis de hubs. Eles têm muita facilidade de utilizar seus contatos para chegar aos melhores fornecedores ao mesmo tempo que conseguem se manter próximos dos consumidores dos seus produtos/serviços.

Agora que você já sabe como reconhecer um hub deve estar se perguntando porque isso pode ser importante para você. Para que você precisa conhecer hubs na sua vida pessoal e profissional? As respostas dependem do que você está precisando. Se você está procurando um emprego, seria ótimo ter acesso à Diretora de RH daquela empresa que você aplicou para uma vaga. Se você é um vendedor, precisa descobrir quem é o comprador naquele cliente potencial dos seus produtos.

Utilizando os hubs, suas chances de chegar a esses contatos são muito maiores do que através de conexões normais. Pode-se afirmar que um hub não está a mais de 3 graus de distância de qualquer outro profissional que atua em seu segmento. Portanto, os hubs não só possuem conhecimento para te aproximar dessas pessoas como também têm influência para endossar as suas qualidades para elas, aumentando assim as suas chances de sucesso.

Ficam aqui dois desafios para você: 1) identificar quem são as pessoas-hubs na sua rede atual de contatos e 2) descobrir quem são os hubs no mercado em que você atua. Faça isso o quanto antes. Uma dica importante é se aproximar e se manter no radar dessas pessoas desde já para que elas possam te ajudar quando você precisar. Afinal, quem não é visto, não é lembrado. E quem não é lembrado, nunca será ajudado!

28 de fev. de 2011

O que é preciso para chegar ao estrelato - ter talento ou conhecer as pessoas certas?

Pense em uma estrela de cinema, em um atleta famoso ou em um artista de sucesso. Provalvelmente você vai lembrar de pessoas de grande talento e que têm esse prestígio por ter comprovado sua competência ao longo do tempo. Entretanto, só ter talento não é o suficiente para chegar ao estrelato.

Quantas pessoas que você já viu exercendo alguma atividade com extrema competência? O talento dessas pessoas é muito evidente! Pessoas assim estão espalhadas por aí. Pode ser um moleque jogando futebol em um campo de areia na periferia, uma banda tocando em um boteco na noite, um escultor vendendo suas obras em uma feira hyppie, ou um grupo de dança se apresentando nas ruas.

Por outro lado, você percebe que a mídia está cheia de artistas com qualidades duvidosas. Seja uma novela em horário nobre com um ator canastrão, ou uma partida de futebol profissional com jogadores "pernas-de-pau". Seja uma apresentação onde a cantora desafina, ou ainda um apresentador de programa que mal sabe se expressar. O mundo está repleto de pessoas sem talento ocupando o estrelato em suas áreas.

Então você se pergunta - "porque pessoas tão talentosas não estão fazendo sucesso enquanto outras não tão boas assim estão em evidência?" A resposta está no networking ou na falta dele.
Um bom exemplo de networking trabalhando em sinergia com o talento é do jovem tenor brasileiro Jean William, grande promesa da música erudita brasileira. Criado pelos avós, uma faxineira e um boia-fria, Jean chegou até a colunista Mônica Bergamo, e dela até ao maestro e pianista João Carlos Martins.

Outro exemplo de sucesso é de Roberto Antônio dos Santos, o Betinho. Olheiro de jogadores de futebol, Betinho foi o responsável pela descoberta de dois dos principais craques da seleção brasileira na atualidade. Ele revelou Robinho e depois de sete anos fez o mesmo com Neymar, levando ambos para jogar no Santos Futebol Clube.

Também do Santos F.C. vem outro exemplo de networking, mas nesse caso, negativo. Foi graças ao maior ídolo do clube que Edinho se tornou goleiro titular do time. Edinho é filho do Rei do futebol, Pelé. Nem por isso tinha talento para ocupar essa posição. Depois de um tempo acabou desistindo da carreira e agora atua nos bastidores do clube. Casos de pais que usam de suas posições de destaque para encurtar o caminho dos seus filhos não são raros, principalmente no meio artístico, onde a concorrência é muito grande.
 
O cantor e ator Fábio Júnior emplacou logo dois - o filho Fiuk e a filha Cléo Pires, que teve com a atriz Glória Pires. Sem questionar o talento dos dois, fica claro que eles não teriam as mesmas oportunidades se não estivessem conectados com as pessoas corretas desde muito cedo. Essa também é a situação da cantora Wanessa, que recentemente abandonou o sobrenome do pai, Zezé di Camargo, para seguir uma carreira musical mais voltada ao pop.
 
Nesse mundo quem tem padrinho não morre pagão. Então, mais do que talento é fundamental conhecer as pessoas certas para chegar ao estrelato

11 de jan. de 2011

É possível fazer 500 milhões de amigos sem fazer um inimigo?

Essa pergunta é a chamada do filme “A Rede Social”, ainda em cartaz nos cinemas brasileiros. O filme, inspirado no livro “Bilionários por Acaso”, conta os bastidores da criação do Facebook, o maior site de relacionamento do mundo que recentemente ultrapassou a incrível marca de meio bilhão de usuários. Quem, assim como eu, leu o livro e assistiu o filme vai concordar que, mais uma vez, a versão cinematográfica não retrata tão bem a trama quanto o livro, além de enaltecer muito mais as qualidades negativas do personagem central – o mentor intelectual e fundador do site Mark Zuckerberg.

Apesar de ser a peça central da trama, Zuckerberg não contribuiu nem para o livro nem para o filme. Ambos foram elaborados com os testemunhos das pessoas que, de alguma forma, interagiram com Mark desde antes da criação do site até recentemente. Como toda estória tem sempre três lados, com apenas uma versão fica difícil julgar se Mark Zuckerberg é um herói ou um vilão. O que todos concordam é que Mark já vinha colecionando inimigos muito antes de ter a inspiração para criar o site que o levaria ao estrelato.

Analisando a trama da criação do site encontramos diversos pontos relacionados ao networking. Um deles foi mostrado pela interconectividade da rede de computadores da Universidade de Harvard, que permitiram que o hacker Zuckerberg invadisse facilmente os bancos de dados de cada alojamento e criasse o site Facesmash.com. Outro ponto relatado com mais detalhes no livro é a forma com que empresas de renome da internet estão interligadas por seus principais executivos. Sean Parker, responsável por impulsionar o Facebook, é co-fundador do Napster e do Plaxo. Peter Thiel, fundador da firma de investimentos que fez o primeiro grande aporte de capital no Facebook, também é co-fundador do PayPal. Esse mesmo fundo contava ainda com a participação do criador do LinkedIn.

Os dois pontos mais emblemáticos relacionados ao networking, entretanto, são os Clubes Finais (final club) de Harvard e o efeito viral do Facebook.

Os Clubes Finais são instituições centenárias presentes nas mais importantes universidades do mundo e reúnem alunos que atendam alguns critérios do clube. A essência dos Clubes Finais é o relacionamento promovido entre os seus participantes. Muitos deles, depois de formados, se tornaram políticos poderosos, bem-sucedidos executivos, artistas cultuados ou atletas renomados. Como mostra o filme, fazer parte de uma dessas instituições é garantia de sucesso pessoal e profissional.

Por isso, os alunos de Harvard estavam sempre trabalhando em alguma iniciativa que os projetassem dentro da universidade, e assim, fossem convidados para participar do disputadíssimo processo de seleção de um dos Clubes Finais. O filme destaca dois desses clubes – o Porcellian e o Phoenix SK. O primeiro tinha como membros os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss, que se consideram os verdadeiros mentores intelectuais do Facebook e processaram Zuckerberg por ter lhes roubado a ideia. Já o Phoenix SK foi o clube em que o brasileiro Eduardo Severin foi admitido. Eduardo era amigo de Mark e co-fundador do site quando ainda era chamado de thefacebook.com. Por ter sido excluído do Facebook, Eduardo também processou Mark.

O último e mais relevante ponto é o efeito viral que fez com que o site ganhasse projeção global em tão pouco tempo. O Facebook não foi o primeiro site de relacionamentos na internet. Antes dele, o Friendster e o MySpace já eram bem conhecidos, mas nunca chegaram nem perto do êxito da rede social criada por Zuckerberg. E o que explica esse sucesso?

É muito difícil encontrar somente uma explicação, mas seguramente a habilidade de Mark como hacker e programador fizeram muita diferença. A interface amigável do site faz com que os usuários consigam acompanhar as atividades de seus amigos de forma simples e intuitiva. Herói ou vilão, só ele teve a destreza de colocar em prática várias ideias coletadas com as pessoas que o cercavam, inclusive daquelas que o acusaram de roubo ou de falta de ética. Isso só prova que “são de atos e não de ideias que as pessoas vivem”! (citação de Anatole France)

28 de set. de 2010

Será mesmo que todas as pessoas no mundo estão distantes por no máximo 6 apertos de mão?

Você já deve ter ouvido falar na Teoria dos Seis Graus de Separação ou de Distância. Ela diz que todas as pessoas no mundo estão separadas por apenas seis graus ou, mais concretamente, por até seis apertos de mão. Como toda teoria, sua constatação é sempre questionável. Você acredita que está conectado a qualquer pessoa no mundo, por mais ilustre ou poderosa que ela seja? Se essa teoria fosse verdadeira, porque essas pessoas parecem estar tão mais distantes? Conheça melhor o que está por trás desse estudo e tire suas próprias conclusões.

Tudo começou em 1929 com o conto “Láncszemek” (Correntes) do escritor hungaro Frigyes Karinthy. O que era apenas uma ficção no início foi demonstrada pela primeira vez em 1967 pelo professor de Harvard, Stanley Milgran. No seu estudo, Milgran escolheu uma estudante na cidade de Sharon, Massachusetts e um corretor em Boston. Ele enviou 160 cartas para pessoas aleatórias nas cidades de Wichita no Kansas e Omaha em Nebraska. A carta tinha o nome, a foto e algumas informações sobre um dos dois destinatários. De todas as cartas enviadas, 42 chegaram ao destinatário. A média observada entre a origem e o destino foi de 5,5 pessoas, ou seja, eles estavam separados por 6 graus de relacionamento. Vários outros estudos já foram conduzidos até hoje e o resultado foi sempre o mesmo – seis graus de separação. Esse termo, entretanto, só ficou famoso em 1991 em uma peça de John Guare na Broadway, que depois virou filme.

Mas será que o mundo é tão pequeno assim? Vamos estudar o exemplo da minha tia Ana. Ela tem 65 anos, é advogada aposentada, mora em Peruíbe/SP e joga tranca algumas vezes por semana com um grupo pequeno de amigos. Vamos considerar que minha tia Ana tenha ao todo 50 amigos, e que essa seja a média de amizades da população mundial. Os amigos da minha tia Ana, seguindo essa média, também têm 50 amigos. Ou seja, no grau 2, a tia Ana conhece 2.500 pessoas. No grau 3, são outros 50 amigos de 2.500 pessoas, totalizando 125.000 amigos. Outros 50 amizades no grau 4 e chegamos a 6 milhões e 250 mil pessoas. Os amigos no grau 5 já somam 312,5 milhões de pessoas. E finalmente, com 6 graus de separação, são 15 bilhões e 625 milhões de amigos. Se o Planeta Terra tem atualmente 6,8 bilhões de pessoas, concluimos que minha tia Ana conhece todo mundo (duas vezes) com seis apertos de mão!!!

É claro que muitos desses 50 amigos são comuns entre si. Mesmo assim, ter 50 amigos é muito pouco para a realidade de muitos de nós. Mas todas as pessoas no mundo estão mesmo tão próximas de nós, porque não as alcançamos? É uma simples questão de interesse e força de vontade. Se você realmente quiser ter contato pessoal com alguém, isso é possível e mais fácil do que se imagina.

Vou citar o caso que meu colega Homero Ventura compartilhou comigo. Como todo Beatlemaníaco, Homero sempre sonhou em conhecer o Paul McCartney. Analisando a sua rede de contatos, ele descobriu que estava a 5 graus de distância do artista. Um grande amigo de Homero (grau 4) tem uma prima (grau 3) que se casou com o empresário (grau 2) de Paul McCartney (grau 1). Ele teve a cara de pau suficiente para pedir ao amigo o telefone dela, e conseguiu marcar um jantar com ela e o marido na casa deles em Londres. A amizade feita com o empresário de Paul nesse encontro o deixou a apenas dois graus de distância do seu ídolo. Infelizmente o jantar não rendeu o esperado encontro, mas pelo menos o Homero só precisa de apenas mais um aperto de mão até Paul.

Curioso com o resultado do primeiro caso, Homero também descobriu pela sua rede de relacionamentos que outra personalidade também está a dois graus de distância dele. O seu primo foi diretor de redação de um grande jornal de São Paulo e se tornou amigo pessoal do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton na primeira visita dele ao Brasil. Se você pensar a quantidade de outros ilustres e famosos ligados a Clinton, pode-se dizer que Homero está a 3 apertos de mão de grandes personalidades mundiais, tal como Barack Obama e Hilary Clinton.

Então eu posso concluir que, por conhecer o Homero, estou a apenas 3 graus de separação de Paul McCartney e de Bill Clinton. Mas já estive muito mais longe. Afinal só conheci o Homero pelo relacionamento profissional dele com a minha esposa. Dá para concluir então que você consegue encurtar distâncias a medida que aumenta sua rede de contatos, sejam pessoais ou profissionais.

Depois de conhecer melhor a Teoria dos Seis Graus de Separação, você concorda que todas as pessoas no mundo estão distantes por apenas 6 apertos de mão? Se sim, deve ter algum caso parecido ao do Homero. Você sabe a quantos graus está dos seus ídolos? Se você conseguiu chegar até eles, foi tão difícil assim estabelecer esse contato? Convido você a contar sua experiência de networking aqui. Compartilhe seu caso conosco!