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22 de mai. de 2016

A corrupção no Brasil tem fim? (Ou só tem meios?)

Não é a primeira vez que escrevo sobre corrupção no blog, apesar desse canal ser focado em networking. O que percebemos, entretanto, é que todos os escândalos de falta de ética descobertos recentemente nas Estatais Brasileiras foram originados por redes de corruptos muito bem estruturadas.

É óbvio que o “networking da corrupção” investigado na Operação Lava Jato pela Polícia Federal não foi inventado por um ou outro partido político e muito menos foi introduzido nos últimos anos. Não é de hoje que empresas privadas contam com a ajuda de funcionários públicos para moldar licitações com o objetivo de desqualificar os concorrentes e superfaturar seus produtos e serviços. Essa “gordura” é então compartilhada com o agente do Governo. Também não é novidade que cartéis se formam em comum acordo com seus clientes públicos. Todos unidos combinam preços e decidem os vencedores de cada edital para sustentar um esquema público-privado.

A novidade aqui é a sofisticação da rede de corrupção que se instalou na Petrobrás, uma das mais prósperas empresas brasileiras. Esse esquema poderia durar muito mais tempo, porque é muito difícil arruinar um negócio baseado em petróleo! Como bem observou no início do século passado o magnata John Rockefeller, fundador da primeira companhia petrolífera americana: "O melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada. O segundo melhor negócio é uma empresa de petróleo mal administrada".

O loteamento feito por políticos nas Diretorias da Petrobrás só foi descoberto por uma mera casualidade. Desde 2009 a Polícia Federal do Paraná investigava crimes de lavagem de recursos relacionados ao ex-deputado federal José Janene em Londrina/PR. O monitoramento das comunicações do doleiro Carlos Habib Chater, entre outros lugares, em sua casa de câmbio que operava ao lado de um lava jato (o que batizou a operação) identificou quatro organizações criminosas que se relacionavam entre si, todas lideradas por doleiros. Em uma delas, descobriu-se que o doleiro Alberto Youssef “doou” um veículo de luxo para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Quando a Polícia Federal, Ministério Público Federal e à equipe do Juiz Federal Sérgio Moro, todos sediados no Paraná, começaram a puxar esse “pelo”, jamais poderiam imaginar o tamanho do gorila que descobririam. Desde 17 de março de 2014, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Lava Jato, uma das mais bem estruturadas organizações criminosas vem sendo descoberta.  Doleiros, lobistas, executivos de empreiteiras, executivos da Estatal e finalmente inúmeros políticos vêm sendo arrolados no esquema de desvio de bilhões de Reais.

Toda essa rede de corruptores e corrompidos não seria descoberta não fossem as homologações de acordos de delações premiadas dos acusados e de leniência das empresas envolvidas. O que mais surpreende é que esses escândalos não se limitam apenas a Petrobrás. Já se sabe que outras tantas estatais e obras públicas faraônicas estão sendo corroídas pela ambição de políticos de diversos partidos. As investigações na Eletrobrás, Furnas e Belo Monte, por exemplo, ainda vão revelar muito mais podridão no cenário político já degradado. Quando as gavetas do BNDES forem abertas, então, não vai sobrar pedra sobre pedra, tanto no Brasil como no exterior.

É fato que ainda serão necessários muitos anos de investigações e independência total da Polícia Federal em todo País. Mesmo com tanto esforço das entidades e com o apoio popular, a corrupção no nosso País, infelizmente, não deve ter fim! Os meios se renovam, se reciclam, e se restabelecem através de novas redes de corrupção. Enquanto essa Nação não formar pessoas éticas, dependeremos das leis feitas por quem está envolvido nesse lodo!

28 de dez. de 2012

Você conhece a metodologia que aplica as teorias à prática do networking?

Networking é mais do que um termo usado para explicar a relação entre pessoas. Trata-se de uma ciência social e, como tal, tem diversas teorias desenvolvidas com base em estudos científicos e análises de comportamentos. Entre os temas estudados, existem assuntos tão complexos quanto a Teoria do Caos ou análises experimentais de conexões intermoleculares ou de sinapses entre os neurônios no cérebro humano.

Entretanto, ainda existem poucos materiais que demonstram como as teorias do networking se aplicam na prática. E foi justamente para preencher essa lacuna que o Network-4-Sales desenvolveu uma metodologia com o propósito fundamental de aplicar as teorias à prática do networking. A metodologia intitulada M.E.E.T. leva as iniciais dos quatro passos que você deve seguir para desenvolver o seu networking no dia-a-dia. 

O nome da nossa metodologia não foi escolhido ao acaso. O verbo em inglês “To Meet” significa “Encontrar-se; Conhecer alguém; Estar no mesmo local que outra pessoa”. O substantivo “Meet” ou “Meeting” também é usado para “Reunião”. Ou seja, esse termo está intimamente ligado ao principal objetivo do networking, que é encontrar pessoas e se relacionar com elas com transparência, reciprocidade e gratidão. (Leia mais sobre a definição de networking em http://network4sales.blogspot.com.br/2012/05/afinal-o-que-significa-networking.html)

Agora que você já sabe a origem do nome da metodologia criada pelo Network-4-Sales, vamos ao primeiro e mais importante dos quatro passos que você deve seguir para transformar sua rede de relacionamentos em um dos bens mais valiosos que possui – Mapeie sua rede de contatos!

É praticamente impossível você saber de cabeça o nome e os dados de todas as pessoas que já passaram pela sua vida pessoal e profissional. Se fosse perguntado quantas elas são, certamente você responderia um número infinitamente menor do que sua rede realmente tem. A explicação para isso não é porque você se lembra apenas das que são mais próximas. Na realidade se lembra apenas daquelas que estão mais frescas na sua memória. (Saiba mais em http://network4sales.blogspot.com.br/2012/09/o-que-as-teorias-de-marketing-tem-ver.html)

Portanto, o primeiro passo para mapear sua rede de contatos é colocar no papel, de forma gráfica e intuitiva, todas as pessoas com quem você já se relacionou, se possível, desde a infância. A melhor maneira de fazer isso é agrupando-as por categorias, como por exemplo – família, amigos da faculdade, clientes, colegas do clube, etc. A dica é fazer essa etapa com calma, sem pressa. Cada vez que lembrar de um nome, volte à lista. Você pode demorar vários dias ou até meses para concluir essa etapa.

Uma vez que você agrupou seus contatos por categorias, é hora de marcar quais deles estão ativos, ou seja, aqueles que você sabe onde eles estão e eles se lembram de quem você é. Os contatos que não forem marcados nesta etapa são considerados inativos. Eles podem ser neutros, que são aqueles com quem você já se relacionou no passado mas nunca mais teve contato; ou ainda podem ser negativos, que são as pessoas com quem você não mantém e nem pretende manter contato. Para ficar mais fácil a visualização de
seus contatos, pinte os contatos para diferenciá-los entre ativos (verde), neutros inativos (amarelo) e negativos (vermelho), como na ilustração abaixo:


Depois de ter organizado sua rede primária de contatos de forma gráfica, agora você precisa organizá-la de forma funcional, ou seja, de uma maneira que fique fácil acessar as informações de contato desses amigos e colegas. Existem diversas ferramentas para esse gerenciamento. Você pode utilizar desde um aplicativo de gerenciamento de contatos até um recurso de redes sociais. Mas um simples caderno de anotação ou uma agendinha de papel podem ser igualmente funcionais.

A ferramenta mais simples e prática para organizar esse seu “inventário de contatos” é, na minha opinião, uma planilha eletrônica, tipo Excel. Você pode encontrar mais dicas de como organizar sua rede de contatos de forma funcional no texto

Vale frisar que esse primeiro passo da M.E.E.T. é o mais importante para que a metodologia funcione. Só assim você terá uma visão muito clara do tamanho e consequentemente do valor que a sua rede de contatos terá para você quando você tiver completado os 4 passos da metodologia.

Nos próximos posts vamos explicar em detalhes os próximos três passos da metodologia. Mas já aproveite esse período de recesso de festas para iniciar hoje mesmo o mapeamento da sua rede. Não existe melhor época para se (re)aproximar dos seus contatos e falar um bom “Nice to MEET you!”

27 de ago. de 2011

Como o networking pode ajudar pequenas empresas a enfrentar as corporações gigantes?

Pense em qualquer segmento de mercado. Agora pense nas três melhores empresas desse segmento. Sem dúvida você pensou nas maiores do ramo. Não é à toa que as maiores empresas normalmente são as melhores. O tamanho delas impõe respeito e admiração. Isso, por sua vez, atrai os melhores profissionais; as melhores cabeças. Por consequência vem a inovação, a diferenciação dos seus produtos e serviços. E tudo isso é que gera nos consumidores o desejo de se tornarem clientes dessas empresas.

Essa fórmula existe praticamente desde a Revolução Industrial e não deve mudar tão cedo. Os fortes ficam cada vez mais poderosos e os grandes cada vez maiores. Quando as empresas menores não são compradas pelas grandes rivais, acabam perdendo escala e competitividade até sair do mercado pela porta dos fundos. Em um mundo tão competitivo, é muito mais frequente ouvir histórias de Golias derrotando Davi do que o contrário. Um exemplo marcante recente foi a fusão entre o Grupo Pão de Açúcar e Ponto Frio e, posteriormente com a Casas Bahia.

Para reagir a esses movimentos, os concorrentes se apressam em buscar sócios e investidores que os mantenham na briga em condições de igualdade. Essa tem sido a estratégia utilizada no varejo brasileiro, por exemplo, pela Ricardo Eletro e Magazine Luiza. Essas grandes redes unem forças com o objetivo de ganhar massa crítica. Quanto mais lojas, maior poder de compra. Comprando mais, conseguem melhores condições comerciais. Melhores preços trazem mais competitividade e melhor lucratividade. E vendas sempre em alta fazem essa roda continuar girando.

Como esses gigantes oferecem uma grande variedade de produtos, sua chegada a um mercado praticamente aniquila, de uma só vez, vários tipos de comércios locais, tais como a mercearia, a padaria, o açougue, e até a loja de móveis. E como esses pequenos comerciantes podem sobreviver ao crescimento galopante dos “predadores” do mercado? A resposta está justamente no networking! Essa é a forma utilizada pelo VarejoInfo, grupo formado pelos proprietários de revendas especializadas em informática de várias regiões do País.


Com a entrada dos grandes varejos no mercado de informática, os fabricantes de hardwares e softwares passaram a privilegiar esses canais com melhores ofertas, preços diferenciados e políticas mais agressivas. Com isso, as revendas especializadas foram perdendo espaço e só não sairam definitivamente do mercado porque continuavam sendo atendidas por distribuidores. E foram justamente nos encontros promovidos por esses distribuidores que o networking entre os lojistas funcionou! Eles perceberam que sofriam com as mesmas preocupações e que, se não somam-se forças, todos teriam o mesmo final trágico. A amizade que surgiu entre esses empreendedores os levou a criar um grupo varejista para troca de experiências e informações para melhorar o desempenho de todos.


O grupo VarejoInfo, que se reúne desde Agosto de 2003, tem como critério que os associados não compitam entre eles. Por isso, cada uma das 12 redes varejistas integrantes atua em regiões geográficas distintas. Nesse ano as mais de100 lojas operadas pelos associados do VarejoInfo devem faturar juntas o equivalente a R$ 1 bilhão e empregam mais de 2.500 colaboradores. Mesmo atuando como empresas independentes, a tamanha expressão do grupo faz com que o VarejoInfo já figure entre os principais clientes dos maiores fornecedores de equipamentos de informática do País.

A exemplo do que aprendemos na infância nos contos “As Viagens de Gulliver”, os minúsculos habitantes do reino de Lilliput se unem para capturar Gulliver e depois se juntam ao gigante na busca pelo tesouro perdido na ilha deles. Casos de sucesso utilizando bem o networking mostram que é possível armar exércitos de pequenos e bravos empreendedores para enfrentar o avanço das grandes e poderosas corporações. É a união fazendo a força!

14 de mar. de 2011

Será que existe o crime perfeito? Como isso é possível dentro do networking do crime?

Procure no dicionário a definição da palavra "crime". Resumidamente, em termos jurídicos, é toda conduta, ação ou omissão típica, ilícita e culpável praticada por um ser humano. Os tipos penais mais comumente noticiados, e por isso mais conhecidos, são os crimes contra o patrimônio (furto, roubo, latrocínio, receptação, extorsão e sequestro); crimes econômicos (estelionato, lavagem de dinheiro e fraude); crimes contra a vida (homicídio, auxílio a suicídio ou aborto); e crimes contra a dignidade sexual (estupro, corrupção de menores e assédio sexual).

A lista com os tipos de crimes é bem ampla, assim como são as penas contra os indivíduos que os comentem. Mas será mesmo que existe o tal crime perfeito? A letra da música "Pra ser sincero" da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii nos dá a resposta: "Nós dois temos os mesmos defeitos / Sabemos tudo a nosso respeito / Somos suspeitos de um crime perfeito / Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos".

Por definição, o crime perfeito é aquele cometido com tal planejamento e habilidade, que nenhuma evidência é deixada e o culpado não pode ser encontrado. Também pode ser aquele não detectado depois de cometido ou ainda, quando não deixa suspeitas que justifiquem uma investigação. Estudiosos sobre criminalidade afirmam que um crime perfeito não fica insolúvel por causa da falta de recursos ou da incompetência da polícia, mas sim pela habilidade do criminoso.

De fato, o crime perfeito existe! Mas, em geral, ele é cometido por uma pessoa, sem comparsas. O caso mais clássico é o de Jack, o Estripador; assassino em série que nunca  foi identificado. Seus ataques ocorreram em Londres no ano de 1888 e suas vítimas eram prostitutas, que tinham a garganta cortada e o corpo mutilado, com a remoção de órgãos internos. Outros casos emblemáticos entraram para a história justamente pelo criminoso conseguir escapar impune.

Mas quando o ato envolve mais de um criminoso, é praticamente impossível que ele chegue à perfeição. O networking do crime é desorganizado e desestruturado. Os integrantes de uma organização criminosa são movidos por interesses distintos e por isso não conseguem manter um plano em segredo quando são pressionados, coagidos ou se vêm prejudicados por um dos participantes. Vamos a alguns exemplos.

Em um homicídio, o mandante tem como interesse a vingança, mas o executor é movido pelo dinheiro. Por mais bem planejado, os cúmplices precisam de álibis para deixarem de ser suspeitos. Então, os dois inicialmente envolvidos agora são quatro compartilhando da mesma mentira, todos de "rabo preso". Basta um pequeno desentendimento entre qualquer um deles para que toda a verdade venha à tona e o verdadeiro culpado seja revelado.

Um dos casos recentes ainda sem solução é o de Eliza Samudio, que era amante do ex-goleiro do Flamengo, Bruno. Com o desaparecimento de Eliza, não demorou para a polícia chegar ao atleta.  Quando estava grávida, ela teria sido agredida e ameaçada de morte por ele e a teria forçado ao abordo. Mesmo usando amigos e familiares como álibis, a polícia conseguiu juntar provas que indicavam a participação do goleiro no crime. A ausência do corpo da vítima está atrasando a solução do caso, mas não impedirá que os culpados sejam punidos.

Pode-se afirmar, então, que os crimes que não ficam impunes são justamente aqueles que envolvem mais de uma pessoa. Esse é o caso de extorsão mediante sequestro, ou seja, aquele que visa obter vantagem como condição do resgate. Também é o caso de fraude contra o sistema financeiro. Os autores do chamado crime do colarinho branco, por exemplo, se utilizam de métodos muito sofisticados e de transações complexas para dificultar a descoberta e investigação pela polícia. Mesmo assim, eles serão descobertos quando um dos envolvidos não obtiver o ganho financeiro esperado.

O delator, informalmente conhecido como cagueta ou X9, é a principal arma da polícia contra qualquer tipo de crime. Só se essa figura não existisse dentro do networking do mal, é que prevaleceria o crime perfeito!

21 de dez. de 2010

Como você organiza seus contatos? Que tal fazer um inventário?

Esse “restim” de ano é um ótimo período para colocar em dia todas aquelas atividades pessoais que foram proteladas por meses. Já que você vai aproveitar essas duas últimas semanas para organizar sua vida, porque não também colocar em ordem sua rede de contatos. Essa é a melhor forma de manter seu networking sempre ativo.

Com a correria do dia-a-dia, sua agenda de contatos fica tão desorganizada quanto aquela gaveta da bagunça. Você promete para si mesmo que vai colocar a papelada em ordem, mas esse dia custa a chegar. Entretanto, nossas amizades e contatos profissionais não merecem ser tratados dessa maneira. Afinal, se você fizer isso, eles se comportarão exatamente como aquele documento que você jogou na gaveta da bagunça. Quando mais precisar dele, não vai saber aonde está.

E qual é a melhor maneira de organizar seus contatos? Minha sugestão é empregar a metodologia de inventário, que é utilizada por quem trabalha com grandes quantidades de informações, como é o caso dos profissionais de logística. Além desta metodologia, eles utilizam sistemas de controle que permitem que se encontre qualquer item no estoque rapidamente. Trazendo essas ferramentas para o controle pessoal de contatos, a solução então é criar um planilha de inventário de contatos.
Nas linhas dessa planilha estarão os nomes e nas colunas estarão todas as informações relevantes para a organização desse banco de dados. Abaixo estão algumas sugestões de campos para completar sua planilha de inventário: 
  • Grupo: é como você classifica os seus contatos, seja pelo parentesco com ele ou por onde o conheceu. Pode ser, por exemplo; Família, Amigo, Cliente, Faculdade, Trabalho, etc.

  • Endereço de email: é um dos dados mais úteis da planilha. Com ele, você poderá montar listas de distribuição de mensagens a partir dos grupos, utilizando filtros e outras ferramentas da sua planilha eletrônica. Assim você pode copiar os endereços da planilha e colar diretamente no campo de destinatário do email. Dica: se uma pessoa tiver mais de um endereço de email, crie uma linha para cada email repetindo o nome. 

  • Celular: apesar de você já ter essa informação na agenda do seu celular ou do computador, é recomendável que você mantenha um back-up nesse inventário. Além disso, essa informação é bastante útil se o seu computador tem algum aplicativo de envio em massa de mensagens curtas de texto (SMS). Não esqueça de incluir o código da operadora e o DDD antes do número. Assim você pode copiar da planilha e colar no disparador de SMS. Você pode também adicionar uma coluna com o número de telefone fixo residencial e outra profissional.

  • Empresa: é bastante útil quando você está gerenciando contatos profissionais. Se achar relevante, pode adicionar uma outra coluna com o cargo.

  • Outros campos: algumas sugestões de colunas que podem ser adicionadas são data de aniversário, idioma e link para os perfis das redes sociais. Vale até criar uma coluna com notas para identificar o nível de relacionamento que você tem com aquela pessoa.
Apesar de ser mais difícil o preenchimento, quanto mais colunas, mais útil será essa ferramenta para ajudá-lo a exercitar seu networking. Começar uma planilha do zero pode ser uma atividade desencorajadora, mesmo nessa época de calmaria. Por isso, o ideal é utilizar os recursos de importação de contatos disponíveis em algumas redes, tais como LinkedIn e Plaxo, como também no Microsoft Outlook. Em todos eles é possível enviar essas informações, já no formato sugerido acima, diretamente para uma planilha de Excel. Isso vai animá-lo a concluir o inventariado.
Vamos tomar as festas de final de ano como exemplo prático de uso do seu inventário de contatos. Você pode filtrar o grupo dos Amigos, imprimir a lista com seus telefones para lembrar de ligar para cada um deles no Natal. Pode também agrupar todo o pessoal do trabalho para enviar SMS no Ano Novo. Aplicando o filtro em Idioma, você pode enviar um cartão virtual por email para todos os contatos que falam inglês. Filtrando os Clientes, pode enviar uma mensagem corporativa com os votos de Boas Festas.
Fica aqui a dica para você começar o ano com seu networking bem organizado! E para aproveitar o espaço, gostaria de desejar a você que prestigiou o blog Network-4-Sales nesses primeiros meses um Natal abençoado e um Ano Novo repleto de paz, saúde, esperança e força para enfrentar os desafios de 2011!!!

6 de dez. de 2010

Posso te contar um segredo? Você promete que não conta para ninguém?

Quando alguém te faz essas perguntas, você normalmente concorda em guardar o segredo somente para você, mas na prática sua resposta deveria ser: “Depende”! Afinal de contas, vai depender do grau de relacionamento que você tem com quem te contou o tal segredo e o nível de confiança que você tem com as pessoas com quem você poderia compartilhar essa informação posteriormente.

Por exemplo, o seu chefe te confidencia uma informação estratégica da empresa sobre um projeto que você será o principal responsável. Animado com o novo desafio, você não vê problemas em contar a novidade para a sua esposa. Ela, por sua vez, também não vê impedimento algum em comentar, com orgulho, com a irmã no salão de beleza sobre as conquistas profissionais do marido. O problema está na cadeira ao lado, onde está sentada a esposa do presidente da empresa concorrente. Esta não perde tempo e liga na hora para o marido para contar o segredo empresarial que ela descobriu por acaso.

No caso acima, apenas cinco graus de distância separavam os executivos das empresas rivais. E o vazamento de uma informação sensitiva pode ser suficiente para arruinar o negócio de uma corporação de forma irreversível. É justamente para evitar que isso ocorra que grandes empresas possuem políticas e treinamentos para os seus funcionários sobre como lidar com informações confidenciais. Mesmo assim, no mundo corporativo existem diversos casos de segredos industriais que chegaram às mãos da concorrência, sendo grande parte deles por descuido de quem deveria guardar esses segredos acima de tudo.

Por definição, segredo é: uma informação valiosa, mas que se for tornada pública pode comprometer algo ou alguém, geralmente não podendo ser revelada a determinadas pessoas. A revelação de um segredo pode até ser confundida com fofoca ou intriga. Mas quando o conteúdo dessa informação é realmente importante, sua divulgação pode colocar uma pessoa, uma empresa ou até mesmo uma nação em risco. Esse é o caso dos documentos confidenciais que vêm sendo divulgados pelo WikiLeaks.

Para quem não conhece, o WikiLeaks é uma organização sem fins lucrativos, formada por intelectuais, ativistas, jornalistas, programadores, dissidentes políticos, matemáticos e tecnólogos de várias partes do mundo. Essa organização publica documentos, fotos e vídeos de fontes anônimas com informações confidenciais vazadas (daí o nome Leaks) de governos ou empresas. O site foi lançado em dezembro de 2006 e menos de um ano depois já continha 1,2 milhões de documentos.

Apesar do nome, o WikiLeaks não tem o mesmo conceito de um wiki, como o dicionário online Wikipedia, onde seus leitores podem editar o seu conteúdo do site. No caso do WikiLeaks, para postar algo, o usuário deve utilizar um software de comunicação especial, que embaralha os dados antes do envio visando preservar a privacidade dos seus colaboradores.

Entre os segredos já divulgados pela organização está um vídeo feito em julho de 2007 que mostrava civis iraquianos sendo mortos durante um ataque aéreo das forças militares dos Estados Unidos. Em julho do mesmo ano, o WikiLeaks divulgou uma compilação de quase 77 mil documentos secretos do governo americano sobre a Guerra do Afeganistão. Na semana passada começou a publicar uma série de telegramas secretos de embaixadas e do Governo norte-americano. Todos esses documentos divulgados causaram desde pequenos constrangimentos até crises políticas internacionais.

O mais interessante do WikiLeaks é o networking oculto que só forma em torno dele. A organização foi fundada pelo australiano Julian Assange, que, em teoria, é o único nome conhecido dessa instituição. Mesmo tendo apenas um ponto de contato nominal, segredos de toda parte do mundo chegam até às mãos dessa entidade, seja por mensagens encriptadas ou por contato pessoal com um dos membros ocultos dessa organização espalhados pelo mundo. Também de forma oculta, se forma uma rede de espiões, colaboradores anônimos que quebram os sigilos de orgãos governamentais. Acredita-se que muitos deles sejam “insiders”, funcionários dessas próprias instituições.

Por isso, antes de contar um segredo, saiba que dificilmente ele não será passado adiante. Como disse certa vez o inventor Benjamin Franklin – “Três pessoas podem guardar um segredo somente se duas delas estiverem mortas”.

3 de nov. de 2010

Você conhece bem o seu colega de trabalho? Por que isso é importante para sua carreira?

A menos que você seja um dos 33 mineiros que ficaram soterrados por 69 dias a 700 metros de profundidade na mina San José em Copiapó no Chile, sua resposta tem que ser NÃO! Pode-se afirmar que você só conheceria bem seus colegas de trabalho, e quem faz parte da rede de relacionamento deles, se vivesse esse tempo todo em um ambiente de clausura, como nessa situação extrema ocorrida a alguns meses no deserto do Atacama.
Como esse não é o caso, é pouco provável que você conheça bem quais são os interesses pessoais e profissionais daquela pessoa que passa dias, meses e até vários anos ao seu lado no ambiente de trabalho. Existe uma maneira infalível de conhecer seu colega de trabalho. Como diz o ditado – “Quer conhecer bem uma pessoa, dê poder à ela!”.
Sem dúvida nenhuma, quando uma pessoa ganha poder dentro de uma organização, você consegue perceber de verdade quem é o indivíduo que se escondia por trás da máscara profissional. Ela não muda apenas sua forma de agir e de pensar, mas também pode mudar seu comportamento com os antigos colegas de trabalho. Mas não é apenas uma promoção que dá poderes para uma pessoa. O poder está principalmente nas alianças, no networking, ou falando na linguagem popular das empresas, nas “panelinhas”! Toda empresa, sem exceção, tem “panelinhas” sistematicamente organizadas. São clãs que se formam com o tempo, em silêncio, nos bastidores das empresas, seja por afinidade pessoal ou por interesse profissional em comum.
Mas porque é importante para você e para sua carreira conhecer o networking dos seus colegas de trabalho? É simples. Se você não conhece bem o seu colega de trabalho, não sabe ao certo em quais “panelinhas” esse indivíduo participa e, consequentemente, também não saberá quando e nem como ele ganhará poder dentro da organização.
Aqui estão alguns exemplos bastante comuns que eu já presenciei nesses quase 20 anos de vida corporativa.
  • Promoção – esse é o caso clássico de ganho instantâneo de poder. A empresa está crescendo, o chefe foi remanejado e surgiu aquela vaga tão sonhada por todos os subordinados. Depois de um processo seletivo interno, um deles é escolhido para assumir a chefia. Mas a felicidade está na cara apenas de alguns. São aqueles que fazem parte da “panelinha” do novo chefe. Só que o tiro pode sair pela culatra. Se a “panelinha” dos descontentes for maior e mais forte, a vida do novo chefe não será nada fácil. No caso mais emblemático que eu acompanhei, a maioria dos subordinados jogou contra o novo chefe até que ele foi demitido da empresa.  
  • Transferência interna – você é o cara novo no pedaço. Fez bem o seu trabalho em outra divisão da empresa e, como reconhecimento, foi transferido para um novo departamento. Só que você não sabe aonde está pisando. As “panelinhas” já estavam formadas e niguém sabe muita coisa ao seu respeito. Isso é ótimo por um lado, porque você pode adotar seu método de trabalho sem maiores problemas, mas é péssimo por outro. Afinal, você tomou o lugar que poderia ser ocupado por mérito por qualquer um dos seus novos subordinados. Eu já passei por isso e posso dizer que é muito mais difícil do que parece saber identificar e lidar com os interesses de cada uma das “panelinhas”.
  • Contratação externa – quando um novo profissional chega na empresa, sua vida é até mais difícil do que na situação anterior. Você também não sabe aonde está pisando e muito menos tem alguém de peso te dando cobertura. A situação que eu acompanhei foi ainda mais complicada. O novo diretor trabalhava antes como prestador de serviços terceirizado desse mesmo departamento. Ou seja, aqueles que “mandavam” nele, passaram a ser seus novos subordinados. Nesse caso, o repúdio foi enorme, mas a pessoa foi bastante inteligente e competente para mostrar que tinha capacidade de trabalhar bem com todos os clãs que já existiam na empresa.
  • Recontratação – você trabalha há algum tempo em uma organização, já tem seu espaço cativo, conhece bem todas as “panelinhas”, mas recebe uma proposta de trabalho tentadora e sai da empresa. Não é preciso dizer que várias pessoas jogarão todos os “podres” da sua área nas suas costas. Um certo dia você recebe uma proposta ainda melhor para voltar para a antiga casa, com uma posição ainda melhor. O problema é que a campanha negativa na sua ausência denigriu a sua imagem a ponto de te excluirem de todas as “panelinhas” que você dominava. Sua vida vai virar um inferno remunerado em horário comercial. O desfecho do caso que eu presenciei não foi dos melhores. O recontratado não suportou o ambiente negativo, como diria o Capitão Nascimento em Tropa de Elite, “pediu pra sair!”
  • Reorganização – é o clássico dos clássicos! A única coisa que não muda em uma empresa é a sede por mudanças, ou em termos administrativos, reorganizações. Sempre que isso acontece, o poder muda de mãos. E é nessa situação que as “panelinhas” ficam mais claras. Quando uma divisão é absorvida por outra, por exemplo, o chefe da divisão receptora preserva seus pupilos, mesmo que eles não sejam tão competentes que os da extinta. O destino dos “desabrigados organizacionais” normalmente é trágico. Ou se contentam com uma função inferior ou são convidados a se retirar da empresa.
  • Fusão ou Aquisição – você é o cara! Trabalha há muitos anos na empresa, conhece todo mundo e todos te adoram. Até que um dia é anunciada a compra ou a fusão da sua empresa por outra. Existem casos marcantes em que uma organização compra sua principal concorrente. As “panelinhas” são aniquiladas, mortas no ninho! Quando se trata de uma fusão, suas chances de sobrevivência são maiores. É só torcer para que alguém do seu clã seja promovido. Mas se ocorrer o inverso, pode começar a mandar currículo. O fim está próximo!
Esses são apenas alguns exemplos. Você deve conhecer outros tantos ou até os mesmos que eu citei. O fato é que, sem dúvida, o desenvolvimento da sua carreira depende muito do networking que você faz dentro da empresa... e ainda mais do networking que você não faz!