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18 de set. de 2013

Sabia que o mundo todo é uma ilha?


Imagine que você vive em uma cidade com cerca de meio milhão de habitantes, onde quase a metade deles é nativa desse local, que foi elevado à cidade há menos de 200 anos, ou seja, está ainda nas primeiras gerações dessa população nativa. Esse grupo, nada modesto em tamanho, se concentra em regiões específicas e por isso freqüentam as mesmas instituições de ensino, clubes desportivos, restaurantes e eventos ao longo de toda uma vida. Agora imagine que esse grupo vive em uma ilha, limitando ainda mais a entrada de novos membros nesse seleto grupo.

Essa situação imaginária existe! Estamos falando de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina, uma das cidades mais charmosas do Brasil. O que os milhares de turistas que visitam a "ilha da magia" não sabem é que a população nativa é composta predominantemente por funcionários públicos e comerciantes, muitos de descendência açoriana, que são os responsáveis pela origem do sotaque característico da população florianopolitana. Uma parcela crescente dos habitantes da Ilha de Santa Catarina já é de "forasteiros" que vieram de outras partes do Brasil e do mundo para tentar a sorte enquanto desfrutam de uma qualidade de vida invejável. 
 

Para a metade nativa que vive dentro dessa sociedade, a impressão que se tem é que o mundo é realmente uma ilha, onde todas as famílias se conhecem por gerações, seus integrantes interagem constantemente desde muito cedo e, como consequência, acabam se ajudando em oportunidades profissionais e pessoais ao longo da vida, fazendo com que todos prosperem. Essa é, basicamente, a mesma essência que faz com alguns judeus ocupem posições de destaque nos cenários empresarial e econômico mundial, como já exploramos aqui no Network-4-Sales. 

Essa impressão de que o mundo inteiro é uma ilha não é equivocada. Nas teorias de networking esses grupos são chamados de micro-universos. Eles podem ocorrer em qualquer outra localidade do mundo, como na minha cidade natal, Santos, no litoral paulista, que além de ser uma ilha, também possui uma elite dominante à frente dos negócios locais. Mas não são apenas nas ilhas que esse fenômeno ocorre. Os micro-universos podem se formar em qualquer grupo fechado de pessoas, seja social, cultural, organizacional, profissional, etc. A característica comum a todos esses grupos é que seus integrantes são facilmente identificados e acessados por seus iguais. 

Voltando ao micro-universo de Florianópolis, é possível afirmar que qualquer nativo está no máximo a 3 graus de separação do cidadão mais ilustre da capital catarinense, o tenista ex-número 1 do mundo, Gustavo "Guga" Kuerten. Também nesse mundo banhado pelo Atlântico tive o prazer de conhecer outro entusiasta do networking - o consultor comercial Daniel Homem da Luz, que além de ser um hub dentro da elite Catarinense, também faz parte do micro-universo de executivos de telecomunicações no Brasil. Por conta disso, estávamos separados a apenas dois graus antes de nos conhecermos pessoalmente. À propósito, agora estou à dois graus de separação do meu ídolo Guga, que está dentro da rede de relacionamento do Daniel. :-)

Podemos demonstrar como vivemos em um mundo conectado usando mais uma vez o Guga como ponto de referência. Parte da minha família vive na mesma região da ilha onde Guga tem casa. Portanto, existem grandes chances de eles terem vários amigos em comum. Em outras palavras, mesmo que você não faça parte de nenhum micro-universo, você estará conectado a qualquer outra pessoa do mundo, por mais de um caminho, no máximo a 6 graus de separação. Mas se o seu mundo for do tamanho de uma ilha, suas relações serão do tamanho do mundo!

2 de set. de 2013

Sabe como os smartphones estão reduzindo a distância entre as pessoas?


Os dispositivos móveis inteligentes, mais conhecidos como smartphones, são dotados de inúmeras funções e potencializados por um sem-fim de aplicativos. Entretanto, se pudéssemos comparar o smartphone com um animal, ele seria um pato. O pato tem asas, mas não voa como uma gaivota; tem nadadeiras, mas não nada como um pinguim; tem pernas, mas não corre como um avestruz; tem penas, mas não são bonitas como de um pavão; tem bico, mas não come como um pelicano; e a carne do seu corpo não é saborosa como a de um peru. O aparelho dito "inteligente" tem aplicativos de produtividade, mas não funcionam como um computador; tem câmera, mas não tira fotos e nem faz vídeos como as profissionais; tem músicas, mas não toca como um sistema de som; tem GPS, mas não é tão eficiente quanto um navegador; tem jogos, mas não tem os recursos de um videogame; e assim por diante.

Apesar de não ter o melhor de cada dispositivo, é o único que reúne todos esses recursos em um equipamento portátil. Por tudo isso é que os smartphones são os mais novos objetos de desejo dos consumidores de todas as classes sociais brasileiras. O Brasil já é o quarto país do mundo em número de smartphones no mundo. São 70 milhões desses aparelhos multifuncionais nas ruas. Ter um smartphone chega a ser uma questão de sobrevivência, principalmente para quem depende de mobilidade no seu trabalho. A conectividade oferecida por esse dispositivo confere aos usuários mais facilidades na rua do que dentro da empresa, onde existem limitações de uso dos computadores impostas pelas corporações.


Para ter uma ideia de como esses "aparelhinhos" reduziram a distância entre as pessoas no mundo, vamos analisar a realidade entre hoje e 50 anos atrás. Na década de 1960 as pessoas interagiam com frequência apenas com quem fazia parte do seu estreito círculo de amizades. Os amigos mais distantes só eram contatos por telefone fixo, cujas chamadas eram caras e a comunicação era precária em muitas regiões. As cartas eram, então, uma das poucas opções de contato viável com quem estava longe. Em uma semana típica, uma pessoa interagia com no máximo 100 pessoas diferentes. Vale ressaltar que naquela época o mundo era menos populoso. Tinha somente cerca de 3 bilhões de habitantes, menos da metade do que temos atualmente.

Hoje em dia, um usuário de smartphone consegue facilmente interagir pelas redes sociais com mais de 1.000 pessoas do seu network cada vez que posta uma foto pelo Instagram, que é automaticamente replicada pelo Facebook, Twitter, Flickr, Tumblr e Foursquare. Em uma semana qualquer, esse usuário consegue interagir com mais de 10.000 pessoas, ou seja, pelo menos 100 vezes mais que há 50 anos atrás. Essa conectividade faz com que a distância entre os 7 bilhões de habitantes no mundo de hoje seja cada vez menor e o networking se torna cada dia mais fácil!

A cada dia surge um novo aplicativo que estimula a interação entre pessoas através dos smartphones. Além das redes sociais, tais como Google+ e LinkedIn, que fazem com que os membros estejam constantemente em contato, existem ainda outras ferramentas que visam ampliar o alcance da sua rede de relacionamento. Através do smartphone, um blogueiro pode divulgar o seu trabalho pelo Blogger, maior provedor de serviços de blog. Pelo smartphone um usuário pode ainda postar um vídeo no YouTube e alcançar milhões de outras pessoas. Outro aplicativo popular nos smartphones é o Waze, rede social onde os participantes colaboram entre si para passar dicas de trânsito. Essa interação permite que você conheça pessoas novas que estejam no seu caminho, conversando com elas pelo próprio aplicativo no aparelho.

Esses dispositivos são tão inteligentes, mas tão inteligentes, que funcionam até como telefone. Aliás, se não estivesse no nome do aparelho, era capaz dos usuários de smartphone se esquecerem disso. 

29 de out. de 2012

Quem tem medo de se expor na internet?


As redes sociais são as coisas mais úteis entre todas as coisas inúteis que inventaram até hoje! Você sempre viveu muito bem sem elas, mas hoje não passa um dia sem acessar seu perfil para ver quantos amigos curtiram seu post ou comentaram aquela foto. Você também não vê a hora de acompanhar as novidades que seus colegas compartilharam. Essa dependência por interação nas comunidades virtuais já é encarada por alguns psicólogos como um vício, que nos casos mais graves precisa de tratamento como o de dependentes de drogas.

Além dos prejuízos causados pela dependência de uso das redes sociais, o maior dano que ela pode causar é a exposição da sua imagem de forma descontrolada. Quase ninguém se dá conta, mas a internet não é como o serviço de telefonia, luz, água ou esgoto. Não existe uma empresa, um responsável por organizar as informações que você disponibiliza na rede mundial de computadores. Se não for você, ninguém vai controlar que tipo de informações serão acessadas sobre a sua vida nesse mundo virtual. Como não existe um “xerife” da internet, você está sozinho nesse faroeste digital.

Quando percebemos como estamos vulneráveis nesse universo, é normal entrar em pânico. Foi o que aconteceu com várias pessoas que, na semana passada, assistiram a matéria de abertura do Fantástico. 
A produção do programa dominical da Globo levou um falso vidente para as ruas e surpreendia as pessoas com revelações de dados pessoais, como o endereço e telefone, e também com detalhes da vida da “vítima”. No final da consulta com o vidente, a produção contava para o participante que todas essas informações foram divulgadas por ela própria nas redes sociais e em outros locais na internet. A matéria se encerrava com dicas sobre como se prevenir contra invasões indesejadas.

Logo após a apresentação dessa matéria, usuários alarmados começaram a postar no Facebook a seguinte mensagem, pedindo aos amigos para configurar seus perfis para aumentar a própria privacidade:


É claro que toda forma de aumento de segurança é bem-vinda, mas não é preciso entrar pânico. Essa configuração é apenas uma que deve ser feita em somente uma das portas de entrada de apenas uma das redes sociais que existem hoje na internet! Só no Facebook, existem outras inúmeras maneiras de restringir o acesso de pessoas desconhecidas ao seu perfil, mas quase ninguém sabe como configurá-las. Portanto, você deve trancar todas as portas e janelas que permitem a esses intrusos invadir a sua vida virtual. 

O que também pouca gente se atenta é ao fato que não são apenas as redes sociais que deixam você exposto. Mesmo que você nunca tenha postado nada no Facebook, nem tenha um perfil criado, sua vida pode ser revirada dentro do seu computador, só pelo fato dele estar conectado à internet sem o mínimo de segurança. Basta você navegar por sites não-confiáveis, clicar em links de emails falsos ou baixar programas desconhecidos para cair nas armadilhas que os hackers  os piratas da internet, usam para entrar no seu mundo e vasculhar as suas informações, inclusive senhas de bancos e dados pessoais.

Portanto, você não precisa ter medo de se expor na internet. Também não precisa se enfiar em uma caverna e nunca mais compartilhar nada com os seus amigos. Como sempre falamos aqui, em networking, quem não é visto não é lembrado. O que você precisa mesmo é ter consciência dos riscos que está correndo e tomar todas as medidas que estão ao seu alcance para vedar todas as brechas do seu mundo digital. Uma coisa é verdade – se a internet não fosse tão furada, não se conhecida a “Rede” Mundial de Computadores.

16 de set. de 2012

O que as teorias de marketing têm a ver com as de networking?


Pense rápido! Qual é a marca de refrigerantes mais vendida no mundo? Qual é a maior rede de fast foods? Qual é a empresa de tecnologia mais inovadora do mercado? Se você não respondeu Coca-Cola, McDonalds e Apple, provavelmente não vive nesse planeta. Essas marcas estão tão presentes na sua memória que devem ter vindo à sua mente mesmo antes que você conseguisse pronunciá-las. 


Se você nunca estudou nada sobre marketing, sequer faz ideia de como essas marcas conseguiram entrar dentro da sua cabeça. Com um pouco de estudos, você já compreende que essas empresas conquistaram sua atenção por causa de investimentos maciços em  propagandas. Mas só quem conhece à fundo as teorias de marketing sabe o quanto é difícil chegar, e principalmente se manter, no ponto mais alto da consciência do consumidor. Em marketing, esse lugar é chamado de Topo da Mente ou Top of Mind, em inglês.


Mas o que essa teoria toda de marketing tem a ver com networking? Em networking, nao basta ter contatos fortes para que sua rede de relacionamento trabalhe a seu favor. É preciso que seus amigos lembrem de você quando uma boa oportunidade passe por eles. Então, pense em você como uma marca; suas ideias, sua reputação, suas qualidades são seus produtos; e sua rede de relacionamento é o mercado consumidor. Para que esses consumidores "comprem" os seus produtos, eles precisam ter sempre em mente que sua marca existe e quais são os produtos que você está oferecendo. Mas só estar presente pode não bastar quando a disputa pela atenção do mercado é muito grande. Nesses casos, sua estratégia tem que mirar o Topo da Mente dos seus consumidores. 

Corporações investem milhões de dólares em pesquisas e colocam seus profissionais mais capacitados para entender o que se passa na cabeça dos seus clientes em potencial com o único objetivo de conquistar esse lugar de destaque na mente deles. Esse objetivo terá sido alcançado quando um cliente chega no ponto de venda e, instintivamente, compra o produto desta empresa mesmo com o preço maior ou com menos diferenciais em relação aos concorrentes. Já você não tem os mesmos recursos financeiros e nem uma equipe para trabalhar a sua marca e nem para promover e vender os seus produtos. Esse é um trabalho duro (no duplo sentido da palavra) e solitário!

Outro ponto onde as teorias de marketing se encontram com as de networking é a categorização de um produto ou serviço. A mente do consumidor é um quarto com vários armários e cada um deles com várias gavetas. Esses armários são as categorias. Cada uma dessas gavetas representa uma sub-categoria. No armário que representa a categoria de aparatos esportivos, existem várias gavetas representando as sub-categorias, tais como camisetas, tênis, chuteiras, bonés, bolas, sungas, etc. Para cada sub-categoria pode existir diversos fornecedores, mas apenas um conseguirá ocupar a parte de cima da gaveta, ou o Topo da Mente do consumidor. A Nike, por exemplo, pode ser o Top of Mind em tênis, mas foi a Topper que trabalhou melhor sua estratégia para estar no topo da sub-categoria de chuteiras. Isso mostra o quanto uma estratégia de marketing pode ser focada a ponto de gavetas tão próximas dentro de um mesmo armário sejam tão distintas.

Trazendo essa teoria para o mundo conectado do networking, isso significa que você não precisa estar no Topo da Mente de todos da sua rede de relacionamentos em todas as categorias e suas sub-categorias. Em termos práticos, você precisa se vender como um "bom partido" àqueles amigos que têm muitas amigas lindas e solteiras. Você deve vender a imagem de um "funcionário padrão" para aqueles amigos que têm muitos contatos no seu mercado de trabalho. Precisa ser um "cidadão modelo" para os membros da sociedade em que está inserido. Cada um desses rótulos é um produto que leva sua marca. Em resumo, quem vende produtos em diversas sub-categorias, não pode adotar a mesma estratégica para chegar no cume da mente dos seus consumidores. Você corre o risco de passar uma mensagem confusa e deficiente aos clientes da sua marca.

Da mesma maneira que os profissionais de marketing se dedicam aos estudos das teorias para alcançar o Topo da Mente dos clientes, você também deve aprender a trabalhar sua marca dentro do seu networking. Como disse Leonardo Da Vinci - "Aprender é a única coisa de que a Mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende!"

4 de mai. de 2012

Você conhece a Ana? Já ouviu alguma das suas histórias?

As celebridades instantâneas não param de surgir na internet. Vídeos postados sem nenhuma pretensão no YouTube e compartilhados em redes sociais acabam caindo no gosto do grande público e levam seus protagonistas à fama de maneira meteórica. Foi assim com a Luiza que foi para o Canadá ou com o tapa na pantera, que já tiveram mais de seis milhões de exibições no YouTube. Ainda mais impressionante é a marca alcançada pelo clip da família Barbosa cantando (totalmente desafinados) a canção “Para Nossa Alegria” com quase 50 milhões de cliques no mais famoso portal de compartilhamento de vídeos da web.

Apostando no poder viral da rede mundial de computadores, a atriz paulistana Ana Paula Dias criou a "web series" intituladas "Histórias da Ana". Os vídeos curtos são divulgados periodicamente pela própria autora no YouTube e promovidos na sua página do Facebook. Desde quando a iniciativa foi criada há pouco mais de um mês, quando o episódio 01 foi lançado, as suas histórias já foram vistas quase 30.000 vezes. E o crescimento das vizualizações é exponencial. O episódio 05, lançado ontem, teve mais de 900 acessos em apenas um dia. 



Mas qual é o segredo desse sucesso crescente? Com certeza o conteúdo divertido da série, que trata de situações rotineiras vividas pela criadora, é o principal responsável. Seu talento como atriz e sua competência como roteirista também contam muito para esse resultado. Porém, é o networking que está projetando sua carreira e que certamente a trará ainda mais fama. Vamos analisar como isso funciona em termos práticos.

A Ana tem no Facebook uma rede com mais de 1.300 amigos. Vamos considerar que a cada novo episódio pelo menos metade dessas pessoas assistirão a “web series”. Se contarmos que cada uma delas compartilhe o vídeo para, em média, outras 500 pessoas, teremos no grau 2 de separação 325.500 expectadores. Supondo que no grau 3 outras 200 pessoas curtam o episódio e comentem com seus amigos, já serão 65 milhões de pessoas falando sobre o assunto. Curiosamente, essa audiência é bem maior que muitos programas de TV aberta no Brasil.

Entretanto, não é apenas a teoria dos Seis Graus de Separação que pode explicar o sucesso dos virais na internet. Você que é leitor assíduo do blog Network-4-Sales deve se lembrar do texto "O que é preciso para chegar ao estrelato?", publicado em 28/02/11 (link http://network4sales.blogspot.com.br/2011/02/o-que-e-preciso-para-chegar-ao.html). Nele exploramos os caminhos percorridos por artistas de sucesso e sua relação com os padrinhos artísticos. 

No caso das Histórias da Ana, a protagonista ainda não tem nenhum padrinho que a leve ao estrelato. Não tem ainda! O fato é que, no mundo conectado em que vivemos, isso parece ser uma questão de tempo. Como vimos no exemplo acima, o alcance da sua rede sozinha em apenas 3 graus de separação pode ser maior que o alcance da internet banda larga no Brasil. Portanto, a probabilidade de existir alguém interessado em projetá-la a outro patamar dentro desse grupo é enorme. Esse é o poder do networking! 

Se você também quer chegar ao estrelato, já sabe qual é o caminho. Agora, se esse não é o seu caso, aproveite para se divertir com as Histórias da Ana clicando no link abaixo. Se curtir, divulgue para os seus amigos. Você verá em breve como as teorias do networking se encarregarão de cumprir o seu papel!http://www.youtube.com/user/historiasdaana

11 de jun. de 2011

Como o networking pode ajudá-lo a encontrar seu par perfeito?


Hoje é o Dia dos Namorados. Mais do que uma data com puro enfoque comercial, essa é a data que reservamos para expressar o amor pela nossa cara metade. Mas também é o dia em que as solteiras e solteiros se sentem mais desiludidos com as experiências passadas e desesperançados em encontrar o seu par perfeito. Tudo isso por causa do ambiente romântico que fica no ar, seja pelos casais apaixonados passeando pelo parque, ou seja pelas inúmeras campanhas que incentivam o consumo nos shoppings.

Se você está cansado de estar sozinho, saiba que o seu amor está mais perto do que você imagina. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Dr. Ailton Amélio da Silva, a grande maioria dos encontros acontecem em ambientes conhecidos. Segundo o psicólogo, 37% dos casais se conhecem em locais que ambos frequentam, tais como os ambientes de trabalho (escritório, relação profissional); instituições de ensino (faculdade, curso); atividade física regular (academia, grupo de corrida). Isso é explicado pela frequência nos encontros.
  
Curiosamente, menos de 5% dos encontros ocorrem casualmente, tais como na fila do banco, nos corredores do supermercado ou no trânsito. Ainda menos provável é encontrar seu par perfeito pela internet. Pela pesquisa do Dr. Ailton, os serviços de encontros virtuais respondem por menos de 2% das aproximações bem sucedidas. Você que curte uma balada, saiba que cerca 20% dos encontros acontecem nesses locais conhecidos como "paqueródromos".

A segunda maior probabilidade, entretanto, de se encontrar sua cara metade está na apresentação por conhecidos. Em 32% dos casos, o networking é o responsável por aproximar os casais apaixonados. Se usarmos a teoria dos Seis Graus de Separação, fica fácil de entender o êxito dessa forma de aproximação. Você deve ter, em média, pelo menos 30 amigos(as) solteiros(as). Considerando que essas pessoas também possuem 30 outras pessoas com esse mesmo estado civil, você pode ter acesso a pelo menos 900 pessoas em busca de uma paixão já no segundo grau de separação e cerca de 27 mil de corações apaixonados a três apertos de mão.  

Com tantos(as) candidatos(as) assim à par perfeito por aí, você se pergunta como o sua rede de contatos poderá ajudá-lo a encontrar a tampa da sua panela? A resposta está em quatro princípios da teoria do networking abaixo:

  • Saia da toca - todas essas pessoas estão bem próximas de você e a distância entre vocês é exatamente a mesma. Se elas não vêm até você, você terá que chegar até elas. Então, aumente sua exposição. Vá à festas, reuniões, encontros e à qualquer outro tipo de evento promovido por seus amigos.

  • Prefira os hubs - se os 30 amigos dos seus 30 amigos podem te expor para 900 pessoas interessantes, imagina se esses 30 amigos tivessem 100 amigos cada? Suas chances mais que triplicariam se você usar os hubs para encontrar sua alma gêmea. 

  • Saiba se vender - é importante deixar seus amigos sabendo que você está "no mercado" e que tipo de companhia você está procurando. Apesar de você não poder obrigar seus amigos a trabalharem como cupidos, o fato deles conhecerem bem seus interesses já é o suficiente para eles identificarem o(a) candidato(a) perfeito para você. 

  • Esteja no radar - não basta se vender bem, se você cair rapidamente no esquecimento dos seus amigos. As redes sociais são ótimas ferramentas para mantê-lo no radar dos seus amigos. E sempre que eles tiverem notícias suas, eles se sentirão estimulados a ajudá-lo(a).


Seja para encontrar um emprego, para incrementar suas vendas, ou para encontrar seu par perfeito, as teorias do networking podem te ajudar para encurtar as distâncias nesse mundo conectado em que vivemos.

6 de jun. de 2011

Quer vender seu peixe? O que você precisa para ser fisgado?

Quando você quer vender alguma coisa, a primeira atitude que toma é divulgar o tal bem para os clientes em potencial, seja uma propaganda tímida no boca-a-boca ou uma divulgação em massa no caderno de classificados do jornal. Agora, quando se trata de “vender o seu peixe” para o mercado, tem gente que não sabe dar nem o primeiro passo. Se você quer ser “fisgado” por uma boa oportunidade de emprego, aqui vão algumas dicas interessantes em forma de provérbios e ditos populares!

“Camarão que dorme, a onda leva” – não fique parado esperando um motivo para tomar uma atitude para melhorar sua exposição. Não espere até você estar cheio do seu chefe, frustrado com a falta de reconhecimento, ou insatisfeito com seu salário. Tome a iniciativa antes que a “onda te leve”. Porque aí você começa a pensar com a emoção e não com a razão. E isso normalmente te levará a tomar decisões equivocadas.

“A preguiça é a mãe de todos os vícios” – é comum o medo se disfarçar de preguiça. Então, você prefere encontrar uma desculpa para não tomar uma atitude. A mais comum é dizer que o trabalho te consome demais, e quando chega em casa está muito cansado e não tem ânimo para fazer nada. Saiba que ninguém vai fazer isso por você. Mexa-se!

“Quem não aparece, esquece” – para que o mercado saiba quem você é e o que você faz, é preciso tornar esta informação pública. Redes profissionais, como o LinkedIn e o Plaxo, são os equivalentes aos classificados de Domingo do mundo virtual. Essas redes são as minas onde os profissionais de recursos humanos garimpam bons candidatos todos os dias.

“Diz com quem andas, que eu te direi quem és” – sua rede de contatos é a principal ferramenta que você tem para se vender no mercado. Essas pessoas precisam conhecer seus planos e seu potencial. Convide-as para um encontro informal e abra o jogo. Aproveite a oportunidade para propor à elas que passem referências suas à diante.

“As palavras voam, a escrita fica” – você pode falar para os seus amigos em uma roda de bar que você está em busca de novos desafios, mas eles dificilmente se lembrarão disso na manhã seguinte. Para evitar que o assunto caia no esquecimento, envie um email formalizando suas intenções.

“Macaco que muito pula, quer chumbo” – não transforme a venda do seu peixe em uma obsessão. Lembre-se que vivemos em um mundo conectado e seus “pulos” podem ser notados pela sua empresa atual e você pode acabar “levando chumbo”.

“Quem muito fala, pouco acerta” – seja seletivo na sua divulgação. Não são todos os seus contatos que estão dispostos a ajudá-lo a impulsionar a sua carreira. Seja cauteloso, mas não medroso. Não peça emprego, peça um coaching!

“Goiaba na beira de estrada, ou é verde ou está bichada” – se você não for fisgado depois de um tempo vendendo seu peixe, é melhor mudar a estratégia. Se você insistir muito na divulgação, vai passar uma mensagem negativa aos profissionais do seu mercado, que passarão a duvidar da sua capacidade.

“Não há mal que perdure, nem dor que não se cure” – mesmo que a sua paciência com o emprego atual já tenha se esgotado, aguente firme e não desista de exercitar seu networking. Uma boa oportunidade chegará quando você menos espera.

Acredite – “No final tudo dará certo. Se ainda não deu, é porque ainda não chegou no final”!

27 de abr. de 2011

Você imagina como a tecnologia poderá aproximar as pessoas daqui a 20 anos?


Muito se discute sobre os efeitos das redes sociais e sobre o impacto da tecnologia no modo de vida das pessoas na atualidade. A tecnologia desenvolvida para aproximar as pessoas através de comunidades virtuais vem definitivamente mudando a maneira como nos relacionamos. Há apenas 20 anos, nossos amigos eram apenas aqueles com quem nos encontrávamos pessoalmente com certa regularidade. Eventualmente telefonávamos para as pessoas mais próximas para colocar o papo em dia. Os mais tradicionais ainda trocavam cartas para ter notícias daqueles mais distantes.

Hoje em dia basta acessar o perfil dos seus amigos de infância no Facebook para ficar atualizado, ver as fotos dos filhos, saber que lugares eles frequentam, para onde viajaram, etc. Se estiver conectado com os colegas de faculdade pelas redes profissionais, como o LinkedIn, vai saber por quais empresas eles passaram e que cursos fizeram desde quando vocês se formaram. O melhor ainda é que essas redes sociais permitem a comunicação, muitas vezes em tempo real, com esses colegas de longa data. Toda essa tecnologia tem ajudado muito a nos aproximar daqueles que gostamos. Mas, se você parar para pensar, elas pouco têm contribuído para nos conectar com aqueles que ainda não conhecemos e que compartilham de muitos pontos em comum conosco.

Certamente isso vai mudar com o tempo, à medida que a tecnologia for evoluindo e novas ferramentas forem sendo desenvolvidas. Mas como será que a tecnologia poderá aproximar as pessoas no futuro? Se a forma como nos relacionamos mudou tanto em 20 anos, como será que vamos interagir em mais duas décadas? A maioria dos analistas do mercado de tecnologia afirmam ser uma tendência natural as redes sociais migrarem cada vez mais para os dispositivos móveis, tais como smartphones e tablets. Mas daqui a 20 anos esses aparelhos já serão peças de museu, assim como as redes sociais, tão badaladas nos dias de hoje. Para que você tenha uma visão mais real sobre a evolução desse universo tecnológico, convido você para uma viagem para o ano de 2031. Relaxe e aproveite o clima de reflexão!

A última década foi marcada por muitas transformações. Depois de muitos problemas de vazamento de dados pessoais e informações sensitivas pelas comunidades virtuais entre os anos de 2015 e 2020, os líderes das maiores potências mundiais se uniram e aprovaram a criação do Conselho de Comunicação Virtual (CCV) comandado pela Organização das Nações Unidas. Uma das prioridades da CCV foi tirar o controle de todas as redes sociais das mãos de empresas privadas e iniciar o desenvolvimento da sua própria comunidade virtual. Para isso, foi preciso unificar todos os perfis ou logins já existentes. Em 2025 surgiu um banco de dados universal chamado MUD, acrônimo de Mobile Universal Database. Como o próprio nome já diz, é um banco de dados universal móvel. Ou seja, o seu número no MUD está associado ao seu dispositivo móvel. Pelo projeto coordenado pela ONU, todo cidadão no mundo recebe um número de identidade global registrado no MUD ao atingir a minoridade virtual, aos 5 anos de idade.

Em 2027, a ONU orgulhosamente apresentou para o mundo a nova rede social desenvolvida pelo Conselho de Comunicação Virtual - a CORN, sigla em inglês para Centralized Organization for Relationship Network, ou em português Organização Centralizada para Redes de Relacionamento. A CCV estabelece que uma criança pode acessar a CORN, bem como qualquer outro conteúdo na Internet, com seu número MUD através do seu dispositivo móvel. Entretanto, a CCS controla que tipo de conteúdo será acessado até que completem a maioridade virtual, ou seja, aos 11 anos de idade.

Em meados de 2028 finalmente a ONU apresentou o vencedor do concurso que definiu o novo padrão mundial de dispositivos móveis. Um grupo formado pelos cinco maiores fabricantes dessa categoria desenvolveu um gadget eletrônico pequeno como um broche, bonito e leve como uma jóia, portátil como um relógio, e com mais recursos e mais poderoso que um computador. O nome escolhido para esse novo dispositivo foi PIG, outro acrônimo em inglês para Personal Identification Gadget. O PIG é conectado à Internet 5.0 de altíssima velocidade e sem fio, disponível em qualquer parte do planeta. O acesso é feito pelas redes das três operadoras globais de comunicação móvel por um custo irrisório, subsidiado pelos criadores do PIG. O novo dispositivo passou a ser produzido em massa no final de 2029 em vários países da África Central, novo polo industrial e logístico mundial.

No início de 2030 a figura finalmente está completa! Todo indivíduo na face da Terra com mais de 5 anos de idade possui o seu dispositivo móvel PIG com um número de identificação universal MUD e assim poderá acessar o CORN de qualquer lugar a qualquer hora. Mas como esse novo ambiente está influenciando a forma como nos conectamos? Como essas novas tecnologias têm mudado a forma como nos relacionamos? Vamos começar do começo.

Quando uma criança completa 5 anos de idade, os padrinhos organizam uma grande celebração e presenteiam seu afilhado com o seu primeiro PIG. O dispositivo vem carregado com todo o histórico daquela criança, desde as notas da escola até as informações do DNA. O aparelho também traz toda a árvore geneológica até a sua terceira geração e com todos os dados desses familiares, onde eles nasceram, viveram, estiveram e, principalmente, com quem se relacionaram durante toda a sua vida. Então, todos os parentes que estão carregados naquele PIG já estão automaticamente conectados a essa criança pela comunidade virtual CORN. Graças à tecnologia do PIG e à integração com o CORN, todos passos são acompanhados de perto por seus pais, padrinhos e quem mais esses permitirem o acesso ao MUD daquela criança.

Já na fase adulta, à medida que você vai fazendo novos contatos, seus números MUD são adicionados à rede CORN com apenas um toque no PIG. E a cada nova adição, o banco de dados do MUD já carrega o PIG com todas as preferências e histórico dessa pessoa. Com isso, é possível saber, já na hora da conexão, quantos e quais pontos vocês dois têm em comum. Mas um dos melhores recursos do PIG é chamado de Captive, que é a captura ativa do MUD de todas as pessoas que estão até 100 metros ao seu redor. Com esse recurso ativado, as preferências das pessoas nas proximidades são capturadas automaticamente.

Para você entender melhor o funcionamento, vou contar o que aconteceu comigo mês passado, em Março de 2031. Fui na festa de casamento do meu sobrinho em Florianópolis/SC. O meu PIG mostrou o grau de relacionamento de todos convidados e quem são os nossos amigos em comum. Como a velocidade de processamento do PIG é bem elevada e ele está conectado em tempo integral ao MUD, o meu gadget também mostrou os interesses em comum de todos os presentes. Além disso, o PIG armazenou os perfis do CORN de todos que entraram no meu campo de cobertura. Na semana passada, encontrei uma dessas pessoas na sala de espera do aeroporto em São Paulo e ontem em uma reunião de negócios em Recife/PE. Na hora que chegamos perto, o PIG me avisou que estivemos juntos naquela festa e me passou os pontos de interesse ou de contatos em comum para facilitar nossa aproximação.

Gostaram da viagem? Vamos voltar aos dias de hoje. Elevando exponencialmente a realidade aqui apresentada, é fácil concluir que o mundo daqui a duas décadas será ainda mais conectado e que estaremos muito mais próximos uns dos outros, seja em que parte do planeta estejamos. Não seria demais?!?! Eu, como entusiasta do networking e amante de tecnologia, ficaria muito feliz com esse novo mundo virtual. Tão feliz como um porco deitado na lama comendo um milho delicioso (ou em inglês, "As happy as a PIG laid down on the MUD eating a delicious CORN")!

30 de mar. de 2011

O que as Redes Sociais têm a ver com os ataques à Líbia de Kadhafi?

No dia 14 de março de 2011 o Twitter completou cinco anos de vida com marcas históricas. Com pouco mais de 3 anos, essa rede social já tinha publicado um bilhão de mensagens (tweets). Mas desde que a empresa começou suas operações, ela não teve um papel tão relevante quanto na divulgação dos protestos contra os regimes autoritários do Oriente Médio e do norte da África.

Um mês antes de apagar as 5 velinhas, o Twitter, em conjunto com o Facebook, ajudaram a derrubar o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Muitos analistas e ativistas locais garantem que o político ainda estaria no poder se não fosse pela força dessas redes sociais. A queda de Mubarak, entretanto, não foi a primeira e felizmente nem será a última manifestação popular na região. Antes da crise no Egito, as redes sociais conseguiram derrubar o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali. Depois destes dois marcos históricos, os protestos se espalharam também por Jordânia, Iêmen, Argélia, Mauritânia, Síria, Arábia Saudita, Bahrein, Marrocos, Sudão e Omã.

Mas para entender como esses levantes populares contaram com a força da Internet, vamos analisar especificamente o caso do Egito. Há cerca de três anos, um ativista egípcio iniciou uma página no Facebook para apoiar os trabalhadores em greve no país. Desde então, a página já reuniu mais de 60 mil membros preocupados com problemas comuns à população egípcia. Outra página foi criada no Facebook em homenagem ao ativista e blogueiro Khaled Said, que teria sido espancado até a morte pela polícia local em 2010. Essas páginas tiveram a capacidade de mobilizar a população conectada à Internet a discutir publicamente, no mundo virtual, problemas que os afetavam na vida real, tais como liberdade de expressão, problemas econômicos do país e frustração com o regime de governo de Hosni Mubarak, que ocupava o poder havia cerca de 30 anos.

Esses manifestantes virtuais se uniram a pessoas reais das suas redes de contatos e no dia 25 de Janeiro de 2011 marcharam em direção à Praça Tahrir, no centro da capital Cairo e não sairam de lá por 18 dias. A Revolução no Egito, também conhecida como Dias de Fúria, Revolução de Lótus e Revolução do Nilo, não teve precedentes na história do mundo árabe. Quando o governo percebeu que a mobilização egípicia era promovida pelas redes sociais, o então presidente mandou desconectar o Egito da Internet por vários dias, principalmente dos sites de relacionamento Facebook e Twitter. Mas a série de manifestações de rua, protestos e atos de desobediência civil continuaram no Egito até 11 de fevereiro de 2011, quando o vice-presidente egípcio Omar Suleiman anunciou pela emissora estatal de televisão a renúncia do presidente Hosni Mubarak.

O êxito do povo egípicio estimulou os países vizinhos e chegou à Líbia, país controlado pelo ditador Muammar Kadhafi há quase 42 anos. O terceiro país do mundo árabe a enfrentar uma onda de revolta popular, a Líbia teve os protestos iniciados no leste do país, onde a popularidade do ditador historicamente sempre foi mais baixa, mas precisamente na cidade de Benghazi, segunda maior do país. Da mesma forma como ocorreu no Egito, o governo líbio também ordenou o bloqueio da Internet tentando impedir os manifestantes de organizar novos protestos e também de mandar para o exterior notícias sobre os ataques violentos de Kadhafi contra a população local. Foram essas notícias disseminadas pelo Twitter e Facebook que influenciaram a opinião pública internacional.

Em 17 de março, o Conselho de Segurança da ONU exigiu um cessar-fogo imediato e autorizou o uso de forças militares contra o regime líbio. As operações militares, com EUA, Reino Unido, França, Itália e Canadá à frente, começaram dois dias depois. A dura repressão às manifestações provocou milhares de mortes, e a situação evoluiu praticamente para uma guerra civil. Diversos países, liderados pelos EUA, começaram a protestar e a exigir a saída imediata de Kadhafi. Os conflitos continuam e o ditador á disse que só sai do poder morto.

Apesar das redes sociais não serem as únicas responsáveis pelas revoluções, foram o instrumento de conexão e mobilização de pessoas com interesses em comum. Essas pessoas não teriam a mesma capacidade de informar, compartilhar e divulgar a insatisfação de um mundo reprimido. Como diz o ditado, “um pássaro só não faz verão”. E tem sido os cantos (tweets, em inglês) desses passáros todos juntos que têm escrito novos e revolucionários capítulos na história recente.

20 de mar. de 2011

O adultério pode ser praticado como um crime perfeito?

"Nós dois temos o mesmo defeito... Sabemos tudo ao nosso respeito... Somos suspeitos de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos" - diz a canção dos Engenheiros do Hawaii. Então, se você planeja trair sua esposa ou namorada, existe uma grande chance de ser descoberto se ela te conhece bem.

O adultério, na realidade, nunca pode ser encarado como crime perfeito. Afinal, não se enquadra em nenhum dos tipos penais na atualidade. Na realidade, o adultério até poderia ser encarado como tal já que, em uma definição vulgar, 'crime é qualquer ato que viola uma norma moral'. Ou seja, o adultério poderia ter esse conceito pelo sofrimento psicológico e distúrbio moral para a vítima.

Apesar da infidelidade conjugal não ser prevista na legislação atual, ela era encarada sim como crime em um dos mais antigos conjuntos de leis escritas já encontrados. O Código de Hamurabi (foto), que segundo os cálculos foi elaborado por volta de 1700 a.C, previa punições para a esposa infiel. O artigo 129 deste Código, por exemplo, estabelecia que "se a esposa de alguém é encontrada em contato sexual com um outro, se deverá amarrá-los e lançá-los n'água, salvo se o marido perdoar à sua mulher".

É importante lembrar que a infidelidade já era recriminada no mais célebre conjunto de leis de toda história - os Dez Mandamentos. Segundo a Bíblia (Êxodo 20:2-17), essas leis teriam sido originalmente escritas por Deus em tábuas de pedra e entregues ao profeta Moisés. Na doutrina da Igreja Católica, o sexto mandamento é bem claro: "Não cometerás adultério". E outro mandamento, o nono, ressalta "Não cobiçarás a mulher do teu próximo".

Mesmo com regras tão antigas, muita gente ainda não aprendeu a seguí-las até os dias de hoje. A monogamia está tão fora de moda que até poderia ser comparada com uma máquina de datilografar; um item muito comum na época dos nossos avós e que começou a cair em desuso pelos nossos pais. Entretanto, isso não é verdade! A infidelidade conjugal sempre existiu! Quem nunca ouviu falar das estripulias dos Reis com suas inúmeras súditas. Os tempos mudaram, as regiões também, mas os Reis da atualidade continuam usufruindo desses benefícios graças ao seu poder ou fama. O que dizer dos "Reis do Futebol", dos "Reis do Rock" ou dos "Reis do Tráfico"? 

Mas se você não é um "Rei" e gosta de se aventurar pelo submundo da traição, deve estar ciente que seus dias estão contados. Um caixeiro viajante nos anos 30, por exemplo, conseguia manter uma família paralela na cidade vizinha durante toda a sua vida. Quarenta anos depois, um homem até conseguia ter um caso extraconjugal com sua colega de trabalho por vários anos sem que sua esposa desconfiasse de nada. Passados mais 40 anos, com o networking entre as pessoas em tempo real, é muito pouco provável que uma infidelidade conjugal passe despercebida por mais de algumas semanas.

Podemos afirmar, então, que apesar das redes sociais terem aproximado pessoas distantes, também tem contribuido para afastar as pessoas próximas. Quantos casos você já soube de relacionamentos que terminaram por revelações feitas no mundo virtual? Quantos namoros não passaram do período de experiência porque uma das partes interessadas soube dos "podres" da outra pelas suas atividades em uma rede social?

Hoje em dia sua namorada se torna sua amiga no Facebook mesmo antes de assumir o relacionamento pras amigas. O seu marido acompanha seu dia pelo Swarm. Sua pretendente pesquisa a sua vida no Instagram ou ainda avalia seu potencial de "bom partido" pelo LinkedIn. Nesse mundo conectado em que vivemos sua vida é uma página (web) aberta. Por isso, existem poucos espaços para se esconder e não existem lugares tão distantes que apenas alguns cliques não alcancem.

Para a felicidade dos transgressores, o artigo 240 do Código Penal, que classificava o adultério como dano social, foi revogado. Apesar de não configurar mais como crime sob o ponto de vista penal, a traição ainda pode ser penalizada pela lei da reciprocidade, que é inspirada na lei de talião, uma das mais antigas existentes e é expressa pela máxima "olho por olho, dente por dente". Portanto, se você for trair, saiba que o troco pode vir na mesma moeda!

28 de fev. de 2011

O que é preciso para chegar ao estrelato - ter talento ou conhecer as pessoas certas?

Pense em uma estrela de cinema, em um atleta famoso ou em um artista de sucesso. Provalvelmente você vai lembrar de pessoas de grande talento e que têm esse prestígio por ter comprovado sua competência ao longo do tempo. Entretanto, só ter talento não é o suficiente para chegar ao estrelato.

Quantas pessoas que você já viu exercendo alguma atividade com extrema competência? O talento dessas pessoas é muito evidente! Pessoas assim estão espalhadas por aí. Pode ser um moleque jogando futebol em um campo de areia na periferia, uma banda tocando em um boteco na noite, um escultor vendendo suas obras em uma feira hyppie, ou um grupo de dança se apresentando nas ruas.

Por outro lado, você percebe que a mídia está cheia de artistas com qualidades duvidosas. Seja uma novela em horário nobre com um ator canastrão, ou uma partida de futebol profissional com jogadores "pernas-de-pau". Seja uma apresentação onde a cantora desafina, ou ainda um apresentador de programa que mal sabe se expressar. O mundo está repleto de pessoas sem talento ocupando o estrelato em suas áreas.

Então você se pergunta - "porque pessoas tão talentosas não estão fazendo sucesso enquanto outras não tão boas assim estão em evidência?" A resposta está no networking ou na falta dele.
Um bom exemplo de networking trabalhando em sinergia com o talento é do jovem tenor brasileiro Jean William, grande promesa da música erudita brasileira. Criado pelos avós, uma faxineira e um boia-fria, Jean chegou até a colunista Mônica Bergamo, e dela até ao maestro e pianista João Carlos Martins.

Outro exemplo de sucesso é de Roberto Antônio dos Santos, o Betinho. Olheiro de jogadores de futebol, Betinho foi o responsável pela descoberta de dois dos principais craques da seleção brasileira na atualidade. Ele revelou Robinho e depois de sete anos fez o mesmo com Neymar, levando ambos para jogar no Santos Futebol Clube.

Também do Santos F.C. vem outro exemplo de networking, mas nesse caso, negativo. Foi graças ao maior ídolo do clube que Edinho se tornou goleiro titular do time. Edinho é filho do Rei do futebol, Pelé. Nem por isso tinha talento para ocupar essa posição. Depois de um tempo acabou desistindo da carreira e agora atua nos bastidores do clube. Casos de pais que usam de suas posições de destaque para encurtar o caminho dos seus filhos não são raros, principalmente no meio artístico, onde a concorrência é muito grande.
 
O cantor e ator Fábio Júnior emplacou logo dois - o filho Fiuk e a filha Cléo Pires, que teve com a atriz Glória Pires. Sem questionar o talento dos dois, fica claro que eles não teriam as mesmas oportunidades se não estivessem conectados com as pessoas corretas desde muito cedo. Essa também é a situação da cantora Wanessa, que recentemente abandonou o sobrenome do pai, Zezé di Camargo, para seguir uma carreira musical mais voltada ao pop.
 
Nesse mundo quem tem padrinho não morre pagão. Então, mais do que talento é fundamental conhecer as pessoas certas para chegar ao estrelato