12 de set. de 2011

Sabe aquela pessoa que você está procurando faz tempo? Ela esteve ao seu lado e você nem reparou!

Você pode estar procurando um investidor bem sucedido para apostar no seu negócio. Pode estar em busca de um bom atleta para jogar no seu time. Sua procura pode ser por uma atriz talentosa para participar do seu grupo de teatro. Quem sabe não está à procura de uma boa banda para tocar na sua festa. Ou ainda, você está tentando encontrar uma mulher linda para se casar. Todo mundo sempre está procurando alguém!

Mas como encontrar essa pessoa em um mundo tão grande? Aonde procurar alguém com qualidades tão específicas? Acredite, essa pessoa está mais perto do que você imagina! Elas podem estar a poucos metros de distância. Você vai encontrar com ela essa semana e nem vai reparar. Ela pode estar no mesmo ambiente que você, cruzar olhares contigo e nada! Ela vai embora e você perderá a chance de encerrar sua busca diária.

Sabe o porquê de eu ter tanta certeza de que isso vai acontecer? Porque todos os dias nós estamos em contato com muitas outras pessoas. O problema é que nós normalmente não temos a menor ideia das qualidades que essas pessoas ao nosso redor possuem. Eu disse "normalmente não". Algumas vezes nós sabemos quem são as pessoas que encontramos e conhecemos bem quais são as qualidades dela. É só lembrar de todas as vezes que você encontrou com uma celebridade. Estamos tão acostumados a vê-las na mídia que até nos consideramos próximos à elas. 

Permita-me usar os meus exemplos para ilustrar como essas pessoas estão próximas de todos nós. Recentemente eu encontrei com o Luciano Huck no mesmo edifício de um cliente. Também já estive com o Ronaldinho Gaúcho em um restaurante e com o ex-zagueiro da Seleção Brasileira Roque Júnior na academia. Já me encontrei com a atriz Susana Vieira em hotel. Estive no mesmo voo que a banda Jota Quest. E também já encontrei com as beldades Deborah Secco e Ellen Rocche em aeroportos.

Então vamos supor que o Luciano Huck fosse o investidor bem sucedido que você procura para apostar no seu negócio. Imaginemos que o Ronaldinho ou Roque Jr fossem os atletas para jogar no seu time. Quem sabe a Susana Vieira não fosse aquela atriz que você busca para participar do seu grupo de teatro. E se o Jota Quest fosse a banda ideal para tocar na sua festa? Ou ainda, você pode sonhar que a Deborah Secco ou a Ellen Rocche fossem as mulheres que você procura para se casar!

Esses exemplos servem para ilustrar que as pessoas que você busca estão ao seu alcance. Mas é claro que nada é tão simples assim. Uma mulher não sai na rua com uma placa pendurada nos ombros com um lista de predicados de um lado e com as qualidades que ela busca em um homem do outro lado da placa. Um investidor também não anda por aí com um cartaz na mão dizendo - "Me apresente o seu projeto! Eu tenho o dinheiro que você precisa!"

Então, como poderemos saber quem é e onde está a pessoa que buscamos? A resposta está no seu networking! Quanto mais pessoas da sua rede de relacionamento souber exatamente o que você está procurando, muito maiores serão as chances de você encontrar quem está buscando. Afinal, você não conhece esses seus amigos tão bem para ter certeza que eles não são amigos próximos de pessoas com tantas qualidades quanto o Luciano, o Ronaldinho, a Susana, o Jota Quest, a Deborah ou a Ellen.

27 de ago. de 2011

Como o networking pode ajudar pequenas empresas a enfrentar as corporações gigantes?

Pense em qualquer segmento de mercado. Agora pense nas três melhores empresas desse segmento. Sem dúvida você pensou nas maiores do ramo. Não é à toa que as maiores empresas normalmente são as melhores. O tamanho delas impõe respeito e admiração. Isso, por sua vez, atrai os melhores profissionais; as melhores cabeças. Por consequência vem a inovação, a diferenciação dos seus produtos e serviços. E tudo isso é que gera nos consumidores o desejo de se tornarem clientes dessas empresas.

Essa fórmula existe praticamente desde a Revolução Industrial e não deve mudar tão cedo. Os fortes ficam cada vez mais poderosos e os grandes cada vez maiores. Quando as empresas menores não são compradas pelas grandes rivais, acabam perdendo escala e competitividade até sair do mercado pela porta dos fundos. Em um mundo tão competitivo, é muito mais frequente ouvir histórias de Golias derrotando Davi do que o contrário. Um exemplo marcante recente foi a fusão entre o Grupo Pão de Açúcar e Ponto Frio e, posteriormente com a Casas Bahia.

Para reagir a esses movimentos, os concorrentes se apressam em buscar sócios e investidores que os mantenham na briga em condições de igualdade. Essa tem sido a estratégia utilizada no varejo brasileiro, por exemplo, pela Ricardo Eletro e Magazine Luiza. Essas grandes redes unem forças com o objetivo de ganhar massa crítica. Quanto mais lojas, maior poder de compra. Comprando mais, conseguem melhores condições comerciais. Melhores preços trazem mais competitividade e melhor lucratividade. E vendas sempre em alta fazem essa roda continuar girando.

Como esses gigantes oferecem uma grande variedade de produtos, sua chegada a um mercado praticamente aniquila, de uma só vez, vários tipos de comércios locais, tais como a mercearia, a padaria, o açougue, e até a loja de móveis. E como esses pequenos comerciantes podem sobreviver ao crescimento galopante dos “predadores” do mercado? A resposta está justamente no networking! Essa é a forma utilizada pelo VarejoInfo, grupo formado pelos proprietários de revendas especializadas em informática de várias regiões do País.


Com a entrada dos grandes varejos no mercado de informática, os fabricantes de hardwares e softwares passaram a privilegiar esses canais com melhores ofertas, preços diferenciados e políticas mais agressivas. Com isso, as revendas especializadas foram perdendo espaço e só não sairam definitivamente do mercado porque continuavam sendo atendidas por distribuidores. E foram justamente nos encontros promovidos por esses distribuidores que o networking entre os lojistas funcionou! Eles perceberam que sofriam com as mesmas preocupações e que, se não somam-se forças, todos teriam o mesmo final trágico. A amizade que surgiu entre esses empreendedores os levou a criar um grupo varejista para troca de experiências e informações para melhorar o desempenho de todos.


O grupo VarejoInfo, que se reúne desde Agosto de 2003, tem como critério que os associados não compitam entre eles. Por isso, cada uma das 12 redes varejistas integrantes atua em regiões geográficas distintas. Nesse ano as mais de100 lojas operadas pelos associados do VarejoInfo devem faturar juntas o equivalente a R$ 1 bilhão e empregam mais de 2.500 colaboradores. Mesmo atuando como empresas independentes, a tamanha expressão do grupo faz com que o VarejoInfo já figure entre os principais clientes dos maiores fornecedores de equipamentos de informática do País.

A exemplo do que aprendemos na infância nos contos “As Viagens de Gulliver”, os minúsculos habitantes do reino de Lilliput se unem para capturar Gulliver e depois se juntam ao gigante na busca pelo tesouro perdido na ilha deles. Casos de sucesso utilizando bem o networking mostram que é possível armar exércitos de pequenos e bravos empreendedores para enfrentar o avanço das grandes e poderosas corporações. É a união fazendo a força!

11 de ago. de 2011

Muito obrigado pelo prestígio! 3.500 acessos em um ano!

O blog do Network-4-Sales está completando um ano e acaba de ultrapassar a marca de 3.500 leitores desde a sua criação. As duas marcas são motivos de muita alegria e satisfação pessoal.

Tudo começou como um mural desprentencioso para compartilhar alguns conhecimentos sobre o Networking e suas variações, tal como o relacionamento interpessoal através das redes sociais. Atualmente o blog tem leitores assíduos, que colaboram com suas opiniões e críticas. Essa interação é o que me motiva a continuar compartilhando conhecimento e a me especializar ainda mais pelo tema.

Mais uma vez, muito obrigado pelo prestígio e que venha mais um ano e mais outros milhares de acessos!

Um forte abraço,

Luiz Sales

8 de ago. de 2011

Se a ocasião faz o ladrão, o que é preciso para fazer a corrupção?

Se você mora em uma grande cidade, já aprendeu algumas lições sobre como diminuir os riscos de ser roubado. Se esse não é seu caso, aqui vão algumas dicas. Não deixe em cima da mesa do bar objetos de valor, tais como celular, carteira ou câmera. Não coloque sua bolsa ou mochila no banco do passageiro, principalmente enquanto estiver em um congestionamento. Quando estiver no aeroporto ou em um hotel, fique atento à sua bagagem. No banco, evite contar e guardar o dinheiro sacado na frente dos outros clientes.

Aprendemos essas lições por experiência própria ou com pessoas que tiveram a infelicidade de se tornarem vítimas. Por isso, é muito melhor evitar a ocasião que facilita a vida dos ladrões. Eles sempre preferem agir na surpresa e atacar aquelas vítimas menos precavidas. Não é à toa que os turistas são as principais presas desses criminosos. Como vimos nos exemplos acima, a ocasião faz mesmo o ladrão. Mas o que teremos se, junto com a ocasião, houver poder, ou mais especificamente o desequilíbrio de poder? Nesse caso teremos a extorsão.

Aqui estão algumas situações típicas de ocasião somada a poder. Você é parado por um policial na estrada ou recebe a visita de um fiscal na sua empresa. A probabilidade deles encontrarem algo errado é enorme, principalmente porque esses profissionais tem o “dedo pobre”, ou seja, são treinados para tocar justamente naquele ponto que está irregular. Quando eles encontram a ocasião, eles passam a exercer o poder. Essa mistura inflamável resulta em uma multa exorbitante ou em um acerto de contas informal, também chamado de extorsão.

E o que temos quando somamos o networking à essa equação? Ai temos a corrupção! Basta analisar qualquer um dos escândalos que aparecem todos os dias nos noticiários, principalmente aqueles envolvendo políticos. Eles possuem sempre a mesma fórmula: ocasião + poder + networking = corrupção. Para que alguém seja corrompido, é imprescindível que exista o corrupto. Mas essas duas partes não se encontram por acaso. É preciso que exista uma rede de relacionamento que os interligue. Todo esse networking acaba sendo beneficiado quando algum “esquema” é colocado em prática.

Para entender como a equação da corrupção funciona na prática, vamos a alguns exemplos hipotéticos, meramente ilustrativos. Vamos supor que o Ministro dos Transportes não tem nenhum relacionamento com o proprietário da empreiteira que será contratada para construir uma estrada que ligará nada à lugar-nenhum. Entre os dois existem diversas pessoas. Do lado da contratante podem estar o Diretor do DNIT (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes) e seus assessores. Do lado da contratada estão os executivos da empreiteira, além de seus fornecedores de insumos e de mão-de-obra. Não é preciso que todas as pessoas nessa estrutura sejam corruptas. Só é necessário encontrar as pessoas certas (não no sentido de pessoas direitas, honestas) que façam as duas pontas se encontrarem. 

Nos próximos anos o Brasil estará sediando os principais eventos esportivos do mundo. Para essas ocasiões serão necessários bilhões de reais de investimentos em obras públicas de infraestrutura, tais como ampliação de aeroportos, recuperação de rodovias, construção de ferrovias, como o trem-bala. As instituições, sejam públicas ou privadas, envolvidas com essas obras possuem o poder para realizar a contratação, coordenação, aprovação, implementação ou administração desses empreendimentos farônicos. Para que a corrupção surja basta que o networking dos envolvidos funcione com eficiência nos bastidores escuros do nosso País.

Como cidadão, todos nós temos o dever de fiscalizar àqueles que estão no Poder e a obrigação de denunciar, de tornar público, qualquer rede de relacionamento corrupta. Tirando essas duas incógnitas da equação da corrupção, resta apenas a ocasião, que só fará o ladrão. E se gritar “pega ladrão... não fica um, meu irmão!”

19 de jul. de 2011

É possível medir o grau de amizade entre vendedores e compradores?

Você não precisa trabalhar diretamente na área comercial para já ter ouvido um vendedor se gabando da amizade que ele mantém com os compradores da sua rede de relacionamento. É muito normal ver um vendedor enaltecendo o poder do seu networking com frases do tipo: "Essa compradora é muuuuito amiga minha!" ou "Aquele comprador é quase meu irmão!"

Ouvindo alguém falar desse jeito fica difícil de acreditar que alguém possa ter um relacionamento tão próximo assim na vida profissional, principalmente em um relacionamento comercial. Algumas vezes pode até ser verdade que vendedor e comprador mantenham algum nível de amizade fora do ambiente de trabalho, mas raramente esse grau de relacionamento é tão próximo quanto o vendedor afirma aos quatro cantos.

O fato é que um vendedor vive de relacionamento. Para ele não importa tanto que produto ou serviços ele está oferecendo e nem para que empresa ele trabalha. O mais importante é quantos compradores ele possui em seu networking e o quanto eles podem estar interessados no que esse vendedor tem a oferecer. Por isso, um profissional de vendas muitas vezes gasta mais tempo exercitando o seu networking do que fechando negócios. Pode-se dizer até que a segunda atividade é uma consequência direta do sucesso da primeira.

Mas será possível medir o grau de amizade entre vendedores e compradores? Se você gerencia uma equipe comercial e precisa definir quem do seu time terá a prioridade para atender uma conta, qual será o critério que você utilizará? Se mais de um vendedor se diz ser "super amigo" da pessoa que decidirá pela compra, como saber quem tem maior grau de relacionamento? Decidir pelo candidato errado pode arruinar definitivamente sua entrada naquele cliente, além de desmotivar os que não foram escolhidos.

Que tal criar um coeficiente que mensure esse grau de aproximação? Vamos atribuir a esse coeficiente a letra X, que medirá o AVeCo, sigla para a Amizade entre Vendedor e Comprador. Portanto, o X de AVeCo, ou simplesmente Xaveco, será nossa medida entre esses dois personagens fundamentais em todo relacionamento comercial. Assim fica tudo mais fácil! Se o João tem um Xaveco igual a 3, o Xaveco do Paulo está em 6 e a Márcia tem Xaveco = 7, fica decidido que será ela quem atenderá aquela conta por ter o maior grau de amizade com o tomador de decisão.

Em CNTP, ou seja, em Condições Nulas de Trapaças e Picaretagens, essa metodologia poderia ser aplicada sem medo de errar. Cada vendedor preencheria um questionário sobre os seus clientes e na hora você já conheceria o Xaveco de cada integrante da sua equipe ou do seu canal de distribuição. Supondo que a Márcia, do exemplo acima, foi escolhida pela sua empresa por ter Xaveco = 7 e o Alexandre, vendedor do concorrente, tenha o Xaveco = 3, significa que ela tem tudo para ganhar a negociação, mesmo com condições comerciais ou produtos um pouco inferiores.

Mas, infelizmente, nem toda negociação ocorre em CNTP. Uma empresa pode incluir nessa equação um outro componente importante - a Boa Lábia. O que poderia ser expresso apenas pelas iniciais BL será chamado de BoLa para melhorar a sonoridade e entendimento. A BoLa é uma componente que não depende do vendedor. Ela é quase um ingrediente secreto que certas empresas possuem, guardado a sete chaves, em lugares de difícil acesso. Somente as pessoas diretamente ligadas à negociação, incluindo aí os responsáveis pela empresa vendedora e o comprador, são os que sabem que a BoLa existe e quanto ela pesa na equação final.

Voltando ao exemplo anterior, graças a Boa Lábia da empresa de Alexandre com o comprador, Márcia perdeu a negociação! Somente depois ela veio a descobrir que seu concorrente trabalhou com BoLa = 6, enquanto que sua empresa tinha BoLa = 0 por acreditar que estava trabalhando em CNTP. Então, no resultado final Márcia e sua empresa tiveram Xaveco + BoLa = 7 contra uma nota 9 na soma do Xaveco de Alexandre e da BoLa do concorrente. Em resumo, mesmo com um vendedor não tão amigo do comprador e talvez nem com produtos tão competitivos assim, o pedido mudou de mãos!

Por isso, se você não quer ter preocupações com quem tem o melhor Xaveco, quem tem a maior BoLa e nem saber se as negociações serão feitas em CNTP, meu conselho para você é simples e direto - Pergunte ao comprador! Ele certamente vai facilitar a sua vida e vai dizer que pessoa dentro do networking dele possui a melhor nota final e, por isso, terá as melhores chances de fechar o próximo negócio!

28 de jun. de 2011

Quem foi o melhor vendedor de todos os tempos?

O mundo corporativo está repleto de casos de sucesso que poderiam conferir aos seus protagonistas o título de melhor vendedor de todos os tempos. Será que o merecedor desse título é a pessoa que criou os produtos ou serviços mais utilizados em todo o mundo? Seria ela uma das pessoas mais ricas do mundo?

Que mais se enquadra nesse perfil é Bill Gates, dono da maior e mais conhecida empresa de software do mundo. Gates e seu amigo Paul Allen fundaram a Microsoft em 1975 e em 2010 essa corporação teve valor de mercado de US$ 238 bilhões. A empresa comercializa uma grande variedade de programas, cujas marcas, por si só, já remetem ao sucesso, tais como Windows, Office, Internet Explorer, MSN, Windows Live, Bing, Skype, Xbox e Kinect. Todos esses produtos/serviços com certeza garantiram à Bill Gates o título de um das pessoas mais ricas do mundo, mas não lhe garantem o título de melhor vendedor de todos os tempos. O sucesso de seus negócios tem diversas explicações, mas jamais podemos atribuir esses excelentes resultados às habilidades de Bill Gates como vendedor.

Uma das melhores maneiras de medir o sucesso de um vendedor é pelo alcance que seu produto/serviço atinge. Mark Zuckerberg, por exemplo, já conseguiu atingir mais de 500 milhões de pessoas através do Facebook. Mas todos nós sabemos que o sucesso desta rede social não está relacionada às habilidades comerciais do seu criador e sim no poder de divulgação pelo networking dos seus usuários. Utilizando esse critério chegamos ao "produto/serviço" mais consumido na atualidade. Com mais de 2,1 bilhões de adeptos, o Cristianismo é hoje a religião com mais seguidores em todo o mundo.

Os Cristãos seguem os ensinamentos de Jesus, que são descritos nos livros iniciais do Novo Testamento da Bíblia Sagrada. Cerca de 300 anos depois da morte de Jesus, o Cristianismo tornou-se religião oficial do Império Romano. Através de pregações e ensinamentos constantes, o Cristianismo se expandiu para a Europa. A partir do Século 16, os colonizadores europeus acompanhados por missionários levaram a fé Cristã para as Américas e para várias regiões da África e da Ásia. Então, podemos afirmar que Jesus é o melhor vendedor do mundo por ter levado seus ensinamentos para um terço da população terrestre?

Na realidade, não! Jesus Cristo é o "produto" que vem sendo vendido por quase 2.000 anos. Seus ensinamentos de amor e paz são os "serviços" que todos os Cristãos consomem com vigor. Mas o principal responsável para que essa "venda" se iniciasse foi alguém que nem chegou a conhecer Jesus pessoalmente. O melhor vendedor de todos os tempos foi um judeu chamado Saul, nascido na cidade de Tarso alguns anos antes da crucificação de Jesus. Ele era descendente de hebreus e cidadão romano.

Saul foi criado como um fariseu, seguidor da Torá e das tradições judaicas. Ele começou a perseguir os seguidores de Jesus porque ele considerava que essa crença era incompatível com o Judaísmo. Mas como um "concorrente" de Jesus se tornaria o seu maior "vendedor"? Foi em uma viagem entre Jerusalém e Damasco que Saul teve uma visão de Cristo reencarnado. Depois dessa passagem, Saul se converteu ao Cristianismo e logo depois adotou seu novo nome Cristão - Paulo de Tarso.

Graças a sua origem e criação, ele era bilíngue (hebraico aramaico e grego) e possuía duas culturas (judaica e helenística/grega), tornando-o a figura de transição ideal para espalhar os ensinamentos de Jesus desde o começo na Palestina para o resto do império romano. Existem registros de três grandes missões de Paulo de Tarso por toda a região do Mediterrâneo, incluindo Espanha, Síria e a Ásia Menor. Ele utilizava das experiências da sua vida pregressa para enaltecer o Cristianismo às pessoas de outras religiões e culturas. Se fosse no mundo corporativo atual, Paulo teria utilizado os pontos fracos do seu emprego anterior para promover as qualidades do seu novo empregador.

Durante os anos de pregação, Paulo de Tarso escreveu diversas cartas com os ensinamentos cristãos, o que se tornariam mais tarde alguns dos livros que compõem o Novo Testamento, a segunda parte da Bíblia Sagrada. Dessa coleção de 27 epístolas, 14 delas tiveram sua autoria atribuída pelo menos parcialmente à Paulo de Tarso. Paulo foi perseguido pelo império romano por muitos anos até ser capturado e condenado pelo Imperador Nero à morte por decapitação. Mesmo depois de sua morte, seus seguidores continuaram a pregar o Cristianismo e o então Santo Paulo de Tarso, ou simplesmente São Paulo, os inspirou a continuar divulgando sua mensagens mundo a fora.

A Igreja Católica celebra nessa semana, no dia 29 de junho, o Dia de São Paulo junto com as comemorações de São Pedro por acreditar que os dois foram julgados e condenados na mesma data. E é nesse dia que se encerra o ciclo das celebrações dos santos juninos. Coincidência ou não, a cidade de São Paulo é o principal pólo econômico do País, local onde certamente está concentrada a maior parte dos vendedores do Brasil.

11 de jun. de 2011

Como o networking pode ajudá-lo a encontrar seu par perfeito?


Hoje é o Dia dos Namorados. Mais do que uma data com puro enfoque comercial, essa é a data que reservamos para expressar o amor pela nossa cara metade. Mas também é o dia em que as solteiras e solteiros se sentem mais desiludidos com as experiências passadas e desesperançados em encontrar o seu par perfeito. Tudo isso por causa do ambiente romântico que fica no ar, seja pelos casais apaixonados passeando pelo parque, ou seja pelas inúmeras campanhas que incentivam o consumo nos shoppings.

Se você está cansado de estar sozinho, saiba que o seu amor está mais perto do que você imagina. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Dr. Ailton Amélio da Silva, a grande maioria dos encontros acontecem em ambientes conhecidos. Segundo o psicólogo, 37% dos casais se conhecem em locais que ambos frequentam, tais como os ambientes de trabalho (escritório, relação profissional); instituições de ensino (faculdade, curso); atividade física regular (academia, grupo de corrida). Isso é explicado pela frequência nos encontros.
  
Curiosamente, menos de 5% dos encontros ocorrem casualmente, tais como na fila do banco, nos corredores do supermercado ou no trânsito. Ainda menos provável é encontrar seu par perfeito pela internet. Pela pesquisa do Dr. Ailton, os serviços de encontros virtuais respondem por menos de 2% das aproximações bem sucedidas. Você que curte uma balada, saiba que cerca 20% dos encontros acontecem nesses locais conhecidos como "paqueródromos".

A segunda maior probabilidade, entretanto, de se encontrar sua cara metade está na apresentação por conhecidos. Em 32% dos casos, o networking é o responsável por aproximar os casais apaixonados. Se usarmos a teoria dos Seis Graus de Separação, fica fácil de entender o êxito dessa forma de aproximação. Você deve ter, em média, pelo menos 30 amigos(as) solteiros(as). Considerando que essas pessoas também possuem 30 outras pessoas com esse mesmo estado civil, você pode ter acesso a pelo menos 900 pessoas em busca de uma paixão já no segundo grau de separação e cerca de 27 mil de corações apaixonados a três apertos de mão.  

Com tantos(as) candidatos(as) assim à par perfeito por aí, você se pergunta como o sua rede de contatos poderá ajudá-lo a encontrar a tampa da sua panela? A resposta está em quatro princípios da teoria do networking abaixo:

  • Saia da toca - todas essas pessoas estão bem próximas de você e a distância entre vocês é exatamente a mesma. Se elas não vêm até você, você terá que chegar até elas. Então, aumente sua exposição. Vá à festas, reuniões, encontros e à qualquer outro tipo de evento promovido por seus amigos.

  • Prefira os hubs - se os 30 amigos dos seus 30 amigos podem te expor para 900 pessoas interessantes, imagina se esses 30 amigos tivessem 100 amigos cada? Suas chances mais que triplicariam se você usar os hubs para encontrar sua alma gêmea. 

  • Saiba se vender - é importante deixar seus amigos sabendo que você está "no mercado" e que tipo de companhia você está procurando. Apesar de você não poder obrigar seus amigos a trabalharem como cupidos, o fato deles conhecerem bem seus interesses já é o suficiente para eles identificarem o(a) candidato(a) perfeito para você. 

  • Esteja no radar - não basta se vender bem, se você cair rapidamente no esquecimento dos seus amigos. As redes sociais são ótimas ferramentas para mantê-lo no radar dos seus amigos. E sempre que eles tiverem notícias suas, eles se sentirão estimulados a ajudá-lo(a).


Seja para encontrar um emprego, para incrementar suas vendas, ou para encontrar seu par perfeito, as teorias do networking podem te ajudar para encurtar as distâncias nesse mundo conectado em que vivemos.