9 de mar. de 2012

Como transformar o LinkedIn em uma poderosa ferramenta de networking?

Recentemente apresentei a palestra "Networking na Prática" para um grupo de altos executivos em fase de transição de carreira. Um dos pontos que mais despertou interesse nesse evento foi o uso da rede virtual LinkedIn® para exercitar o networking. Aqui estão algumas dicas para você que, como eles, também deseja extrair o máximo do principal rede virtual profissional da atualidade:
  • Sua vitrine online: engana-se quem pensa que o LinkedIn® é meramente um repositório virtual de currículos. Essa rede social é uma das melhores "lojas" de profissionais que existem. E claro que o produto é Você, que precisa estar bem exposto na vitrine para ser vendido. Não estou falando apenas para contratações. Imagine que seus clientes e parceiros também acessam o seu perfil para "comprar" a sua imagem antes de fazer negócios. Para isso, é imprescindível que você deixe seu perfil sempre atualizado e com absolutamente todas as suas experiências profissionais e acadêmicas. Também é recomendável criar um perfil em português e pelo menos mais um em outro idioma. Assim você aumenta sua exposição nessa enorme "loja de talentos";
  • Construa sua rede: se você já mapeou sua rede de contatos profissionais no papel, vai observar que você conhece muita mais pessoas que as que estão conectadas contigo no LinkedIn®. A sua missão, então, é buscar esses indivíduos, primeiro listando os nomes na ponta do lápis e depois realizando a busca nesta rede social;
  • Quanto mais, melhor: da mesma forma que você está procurando as pessoas que um dia você conheceu, elas também podem estar à sua procura. Portanto, é muito importante incluir no seu perfil toda e qualquer informação que as ajude a chegar até você. Seu apelido na época de faculdade ou de trabalho, por exemplo, precisam fazer parte do seu nome na rede. É o que chamamos de "nome artístico";
  • Explore os hubs: em cada grupo que você frequenta ou já frequentou existe um hub, ou seja, um indivíduo que concentra a maior parte dos contatos desse grupo. Esses hubs devem ser usados para fazer a ponte para iniciar o relacionamento com os demais. O LinkedIn® possui um recurso de introdução com o qual você envia uma mensagem para o seu contato atual pedindo para ele te apresentar ao outro colega. Essa introdução aumenta as chances de sucesso do seu convite;  
  • Não perca tempo: uma outra boa maneira de aumentar sua rede de contatos é enviar o convite pelo LinkedIn® pouco tempo depois de conhecer o profissional que te interessa manter relacionamento. Ele certamente se lembrará de você e deverá aceitar seu convite sem demora; 
  • Fazendo contato: uma vez que você finalmente encontrou quem estava buscando, convide-o(a) para participar da sua rede com uma mensagem pessoal. Não utilize aquelas mensagens automáticas fornecidas pelo LinkedIn®. No envio do convite, selecione a opção correta de onde trabalhava/estudava quando conheceu essa pessoa. No corpo da mensagem lembre-a de alguma situação que vocês vivenciaram. Finalize o convite deixando-a à vontade para recusar seu convite. Só convide uma pessoa utilizando a opção "Amigo(a)", se você realmente mantém uma relação de amizade próxima com ela;
  • Mantenha-se no radar: fale para todas as pessoas da sua rede de contatos o que você está fazendo. Se estiver em fase de transição de carreira, deixe seu perfil atualizado. Dessa forma eles ficarão atentos a qualquer oportunidade para ajudá-lo. Compartilhe com sua rede, por exemplo, seus planos de viagem à trabalho, o livro que está lendo, o link para um artigo interessante, etc. Assim, sempre que você posta algo, seus colegas se lembrarão de você; 
  • Participe de grupos de interesse: o LinkedIn® possui diversos grupos que servem para mantê-lo atualizado sobre um tema do seu interesse, mas principalmente serve para aumentar sua rede de relacionamento e potencializar seu networking. Um dos grupos mais conhecidos é o de Vagas. Se você está participando de um grupo desses, compartilhe com seus contatos as vagas que você pensa ser útil para eles. Fica a dica - ajude sem esperar ser ajudado;
  • Seu oráculo profissional: um dos maiores benefícios que o LinkedIn® pode oferecer é o acesso rápido e fácil a um dos mais valiosos bancos de dados do mundo. E você poderá tirar ainda melhor proveito disso se tiver o aplicativo do LinkedIn® instalado no seu celular. Por exemplo, você acaba de conhecer uma pessoa em um evento. No rápido bate-papo você soube que ela trabalhou na Acme e que se chama Maria Rita. Você então faz uma busca rápida no LinkedIn® do seu celular e descobre que vocês têm um amigo em comum, que trabalhou com ela na Acme. O mesmo aplicativo já pode te fornecer mais dados sobre essa pessoa. O que pode parecer invasão de privacidade é, na realidade, uma ferramenta para estreitar rapidamente o relacionamento com essa pessoa.

Essas são apenas algumas dicas de como aproveitar melhor as maravilhas dessa rede social para o seu networking. Certamente no dia-a-dia você descobrirá outras tantas. Muitas dessas dicas se aplicam também para outras redes profissionais, como o Plaxo, ou até mesmo para redes sociais, como o Facebook. O importante é você ter sempre em mente que as ferramentas do mundo virtual são apenas pontes para levá-lo ao encontro de pessoas interessantes no mundo real. É aqui que a sua rede realmente trabalhará a seu favor!

5 de mar. de 2012

Você sabe a diferença entre uma muda de rosa e uma de baobá?

No clássico da literatura infantil de Antoine de Saint-Exupéry, o Pequeno Príncipe se vê às voltas com esse dilema – encontrar uma maneira de diferenciar uma muda de uma inocente rosa de uma muda da imponente árvore baobá. A solução encontrada foi a de arrumar um carneirinho, que pudesse comer as mudas de baobá antes que elas crescessem demais, tomassem todo o limitado espaço e, por fim, acabassem destrindo o pequeno asteróide B612, onde o principezinho vivia com sua linda rosa.

A analogia criada pelo autor é aplicada na nossa vida de diversas formas. Quando falamos de amizades, é muito difícil saber diferenciar logo no início quem são nossos amigos de verdade e quem, com o tempo, se tornará um grande problema. Infelizmente, não temos um carneirinho para nos ajudar nessa tarefa. Se não percebemos em tempo, o baobá pode crescer e tomar o lugar que poderia ser ocupado por inúmeras rosas e pode acabar rachando nosso asteróide, que aqui simboliza o nosso círculo de amizades.

Em um mundo onde cultivamos nossas amizades muito mais no mundo virtual do que no real, precisamos estar atentos aos baobás que crescem nas redes sociais. Quando não adotamos nenhum critério para adicionar amigos à nossa rede, inevitavelmente estamos ocupando o espaço das muitas rosas com apenas uma enorme árvore. Quando você vive em um planeta tão pequeno quanto o asteróide B612 do Pequeno Príncipe, esse espaço faz muita falta. O mesmo acontece com nossas amizades. Quando você tenta manter muitas pessoas por perto, acaba pecando na atenção que dá para cada uma delas. E a falta de cuidado e atenção pode levar as lindas rosas à morte.

Outro risco para quem mantém muitas amizades é tratar todos como iguais. Para que isso não aconteça, você precisa cativar seus amigos. Mas o que é cativar? A resposta está em outra passagem marcante do livro, quando o principezinho se encontra pela primeira vez com a raposa. Ela o ensina que cativar é criar laços. A raposa então explica: “Tu não és ainda para mim senão um garoto igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...”

Por isso, se você criar o hábito de “limpar seu planeta” e arrancar as mudas de baobá, terá mais tempo e espaço para cativar as suas rosas, as pessoas que realmente importam para você. Mas se você não tem um carneirinho para reconhecer a diferença das duas mudas, como pode saber quem é rosa e quem é baobá? Esse é o segredo da raposa – “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos!” No seu mundo real e virtual você deve ver as pessoas pelo que elas te fazem sentir. É com o coração que sabemos quem são as pessoas que se importam conosco e aqueles com quem nos importamos. Quem não for essencial, não merece estar no seu planeta.

Uma vez que você arrancou as mudas de baobá, poderá dedicar mais tempo para um amigo de verdade. Dedique tempo para a sua rosa. Como nos ensina a sábia raposa – “Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante... Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa!” 

11 de fev. de 2012

Você sabe com quem está falando?


Essa é a clássica frase que algum todo-poderoso brada com arrogância quando é confrontado por alguém inferior, seja organizacional ou socialmente. Quando essa situação ocorre, normalmente o subalterno acaba se encrencando por ter intimidado o seu superior. E é justamente para evitar esse tipo de constrangimento que aprendemos desde de pequenos com os ditados que "temos duas orelhas e uma boca para ouvir mais do que falar" e também que "quem fala o que quer, ouve o que não quer".

Por isso, no nosso dia-a-dia sempre pensamos bem antes de falar. No trabalho medimos as palavras para não causar melindres. No almoço com a família não discutimos problemas conjugais.  No bate-papo com os amigos tentamos não expor opiniões conflitantes. Como temos uma boa ideia de quais são as ideologias dessas pessoas, evitamos ao máximo debater temas polarizantes; tais como política, sexo, religião, entre outros. Dessa forma, não entramos em discussões acaloradas e assim não prejudicamos esses relacionamentos.

Pensar antes de falar já não é uma tarefa muito fácil quando estamos diante de poucos amigos. Agora se imagine falando sobre vários assuntos para um auditório lotado com centenas de indivíduos. Essa plateia é composta por pessoas com quem você se relaciona diariamente e também por aqueles que você não vê há muito tempo. Nela estão seus pais e irmãos, namorada ou esposa; atual e ex, seus melhores amigos, colegas de faculdade, seus clientes e fornecedores, a galera do clube e da academia, os companheiros de balada, seus amigos de infância, seu chefe e outros colegas de trabalho do atual e dos passados, seus parentes de perto e de longe, entre muitos outros.

Você seria capaz de pensar antes de falar com tanta gente ao mesmo tempo? Saberia o que cada uma delas pensaria sobre os pontos de vista que você está compartilhando? Você ficaria totalmente despreocupado com o julgamento que elas fariam dos comentários que você está fazendo? Dá para prever quais seriam as conversas paralelas na plateia, por exemplo - o que aquele colega "sem noção" falaria perto da sua mãe em resposta a foto que você acaba de mostrar para todos os presentes?

Tenho certeza que você respondeu NÃO para todas essas perguntas. Mas tudo bem, né? Afinal, você pensa que provavelmente nunca vai encarar uma situação parecida. Mas é ai que você se engana! Você vive essa realidade toda vez que faz um comentário no Facebook, compartilha uma mensagem no Twitter, ou compartilha qualquer conteúdo em uma rede social. Sempre que você externa seus sentimentos no mundo virtual está, na realidade, falando para um público muito atento que acompanha sua vida naquele auditório.

Se para você é impossível saber o que passa nas cabeças de todos os seus amigos, colegas e conhecidos que estão conectados diretamente contigo pelas redes sociais, o que dizer daqueles que você não conhece e que buscam informações à seu respeito no mundo virtual! Isso acontece com bastante frequência e por diversos motivos. Algumas empresas, por exemplo, procuram no mundo virtual mais detalhes sobre os candidatos que estão participando de seus processos de seleção. E é justamente nas redes sociais que essas empresas descobrem realmente com quem elas estão falando. 

Aqui estão algumas dicas para você não "queimar o seu filme" com as pessoas que não te conhecem e principalmente para não se desgastar com as pessoas dos seus círculos de relacionamento:

  • Cuidado com replicadores de mensagens: existem diversos aplicativos que replicam automaticamente tudo o que você publica em uma rede social para todas as outras que você possui. Essa é uma excelente ferramenta para quem quer se manter em contato com todos os amigos de todas as redes ao mesmo tempo. Entretanto, esses aplicativos potencializam o alcance das suas mensagens. É o mesmo que aumentar o tamanho do auditório e colocar mais e mais amigos juntos e misturados;
  • Ative a configuração de privacidade: as redes sociais permitem limitar o acesso às suas informações apenas para quem já estiver na sua rede. Dessa forma, o que você faz no mundo virtual ficará apenas entre aqueles que você confia e mantém nas suas redes sociais;  
  • Crie listas de amigos: o Facebook, por exemplo, permite que você crie listas de amigos para melhor direcionar suas mensagens. Seria o mesmo que separar o auditório em pequenas salas. Em um ambiente estariam seus familiares, em outro seus colegas de trabalho, e assim por diante. O que você comenta em uma sala não vaza para a outra. Dessa forma, você limita o número de pessoas e saberá com mais certeza com quem está falando. 

Se decepcionou quem esperava alguma dica que recomendasse a não publicar nada em redes sociais. Entretanto, quem não é visto não é lembrado! Ou seja, é preciso se expor para exercitar seu networking. Só assim todas as pessoas da sua rede de contatos saberão com quem eles estão falando!

31 de jan. de 2012

Você se arrepende de não passar mais tempo com seus amigos?


Se você nunca se arrependeu, é provável que mude de opinião quando estiver nos seus últimos dias de vida. E esse é apenas um dos arrependimentos que as pessoas demonstram quando estão com seus dias contados. Os seres humanos tendem a crescer muito quando se deparam com sua própria mortalidade. É nesse momento que elas experimentam uma grande variedade de emoções em um curto espaço de tempo - medo, raiva, remorso, arrependimento, negação e aceitação.

Esses são os relatos da australiana Bronnie Ware, que trabalhou por anos tomando conta de pessoas muito doentes e desenganadas, que eram mandadas pelos médicos de volta para passar suas últimas semanas de vida em casa. As histórias que ela ouvia dos seus pacientes a transformaram. Bronnie, então, decidiu compartilhou essas experiências no seu blog "Inspiration and Chai" (http://www.inspirationandchai.com/). O artigo chamado "Regrets of the Dying" teve mais de 3 milhões de acessos em todo mundo em um ano. O grande sucesso do artigo que Bronnie contava os arrependimentos mais comumente relatados pelas pessoas de quem ela cuidou levou ao lançamento do livro intitulado "The Top Five Regrets of the Dying" (Os Cinco Principais Arrependimentos dos Pacientes Terminais).

No artigo ela conta que seus pacientes, quando questionados sobre o que eles se arrependiam ou fariam diferente, frequentemente apresentavam uma das cinco respostas abaixo:

1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim
2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos
4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos
5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz

Note que vários desses arrependimentos estão vinculados aos relacionamentos pessoais. São os familiares que não amamos com a intensidade que gostaríamos; são os amigos que passaram pela nossa vida e aqueles que não conseguimos manter; são as pessoas que tentamos impressionar em troca de reconhecimento.
Se nossas relações são tão importantes, por que não dedicamos mais tempo para elas? Por que só nos arrependemos de cultivar nossos relacionamentos quando já não temos mais tempo para voltar atrás? O mesmo tempo que nos falta é o principal motivo. A nossa rotineira falta de tempo é que faz com que a gente deixe nossos relacionamentos em último plano; é o que faz tantas pessoas encararem o networking como bobagem.

A decisão de viver uma vida plena hoje só depende de nós. Temos que ser autênticos e cultivar nossas amizades pelo que somos e não pelo que os outros gostariam. Temos que falar para as pessoas o quanto as admiramos, gostamos, amamos. É só assim que seremos plenamente felizes e chegaremos ao fim dessa jornada com pouquíssimos arrependimentos.

18 de jan. de 2012

Qual é a forma mais eficaz de fortalecer relacionamentos profissionais?


Você conhece alguém que trabalha ao lado de outra pessoa por mais de uma década e, depois desse tempo todo, não sabe nem onde ela mora? E aquele vendedor que já forneceu milhões de reais para um cliente, mas sequer sabe o que ele faz nas horas vagas? Pessoas assim existem aos montes, mas é muito provável que elas não se incomodem com isso. Mas, em se tratando de networking, esse é um dos maiores erros que uma pessoa pode cometer. Uma das principais práticas do networking é se interessar genuinamente pelas pessoas com quem você mantém relacionamento.

Mas qual é a melhor maneira de ultrapassar essa barreira entre o profissional e o pessoal sem parecer ser intrometido ou interesseiro? A resposta é simples - compartilhe uma experiência pessoal com ela! Imagine que você se encontra casualmente com um fornecedor em um estádio de futebol. Você, que nem sabia que aquele comprador torcia para o mesmo time, agora assiste com ele a partida final do campeonato. E quando a equipe do coração dos dois marca um gol, a relação fria entre vocês se transforma definitivamente. Em segundos, vocês deixam de ser estranhos e passam a gritar e pular abraçados, comemorando o gol do título.

Se você já passou por uma experiência pessoal com um colega de trabalho ou parceiro, sabe que isso é verdade, e que a relação profissional progride para amizade. Você que nunca tenha reparado nisso, a partir de agora vai passar a observar que depois de uma experiência que extrapola as quatro paredes do escritório, o relacionamento entre dois profissionais nunca mais é o mesmo. E quanto mais próxima fica a relação de amizade entre vocês, mais frutos você colhe dentro do ambiente de trabalho.  

Tanto isso é verdade que empresas de marketing de relacionamento se especializaram em criar experiências que tirem executivos de suas rotinas e os colocam em situações inusitadas juntamente com seus colegas de trabalho ou de negócios. Essas atividades, que ganharam o rótulo de "team building", têm como principal objetivo aproximar as pessoas fazendo com que elas compartilhem experiências de vida inesquecíveis, tais como sobreviver em um acampamento na floresta ou navegar em um veleiro. Se você já participou desses programas, é provável que mantenha amizade até hoje com alguns colegas que dividiram esses momentos contigo.  

Sabemos, então, que compartilhar uma experiência pessoal é a melhor forma de fortalecer um relacionamento profissional. Mas qual é a maneira mais eficaz de fazer isso? A resposta não é nenhum programa radical ou exótico, tal como levar seu cliente para uma viagem até a estação espacial. É óbvio que o impacto dessa experiência funcionaria muitíssimo bem. Mas, na realidade, você não precisa ir tão longe e nem gastar tanto para conseguir um resultado tão efetivo quanto. O fato é que em qualquer viagem, por mais simples que seja, as emoções vividas são suficientes para tirá-los do lugar comum e aproximá-los em relacionamentos futuros.

É fato que a experiência fica mais intensa quanto mais desconhecido for o ambiente para ambos. E também é mais marcante quando existe algum imprevisto ou um toque de casualidade em questão. Em uma viagem à negócios, por exemplo, você e seu colega de trabalho se perdem e por acaso se enfiam em uma "roubada". Vocês sempre se lembrarão disso e rirão muito da situação quando voltarem a se encontrar. Sem dúvida, a relação profissional entre vocês será muito mais produtiva depois disso. Em uma viagem internacional, então, um simples "mico" que você e seu cliente passem juntos os aproxima mais que anos de relação comercial.

Então fica a dica para fortalecer o networking com seus colegas e parceiros de trabalho - aproveite suas viagens para viver experiências pessoais e use-as para criar uma conexão duradoura com sua rede de relacionamento.

27 de dez. de 2011

Você sabia que seus amigos sentem sua falta tanto quanto você sente a falta deles?


A proximidade do final de cada ano nos deixa mais saudosos. Refletimos sobre tudo o que passou no ano e fazemos planos para o próximo ano. Também é normal se pegar lembrando dos amigos com quem não falamos há algum tempo. Para não assumir a responsabilidade por esse distanciamento, em geral falamos: "Poxa, faz tempo que não falo com o fulano! Tenho saudades dos bons tempos que passamos juntos. Mas se eu não ligo para ele, ele também não me liga!". E assim continuamos seguindo a vida, cada um na sua.

O que você talvez não saiba é que seus amigos sentem sua falta tanto quanto você sente a falta deles! Até arrisco dizer que os dois tiveram o sentimento ao mesmo tempo, mas ambos desistiram de fazer contato por preguiça, ou por medo de incomodar; ou  ainda por não achar que o amigo não sinta a mesma coisa. Ledo engano! Mesmo que a relação de vocês não tenha sido tão profunda, todo mundo gosta de relembrar um bom momento do passado. Seu contato pode florescer nessa pessoa todas as boas memórias daquela época - aonde ela morava, estudava, trabalhava, que lugares frequentava, quais amizades cultivava quando vocês se conheceram...

Um conselho que dou para você - Acredite na força da sua amizade! Ela é capaz de alegrar a vida da outra pessoa, mesmo que apenas por alguns minutos. Todos gostamos de ser lembrados. Mas só sentiremos esse prazer se o nosso pensamento se transformar em atitude; se a saudade for atenuada. Mas qual é a melhor maneira de fazer essa aproximação? São tantas que prefiro dar as dicas de quais são as maneiras que você não deve fazer.

Uma delas é o disparo em massa de mensagens de Natal e Ano Novo por e-mail ou pelo celular. É mil vezes melhor você mandar uma mensagem pessoal dizendo "E ai meu amigo, tudo bem contigo?" do que um lindo postal corporativo que não representa nada para a outra pessoa. É óbvio que o postal é mil vezes melhor do que não receber nada. Mas se coloque no lugar da pessoa que está sendo bombardeada por mensagens digitais. Ela pode pensar: "Bom, pelo menos ela se lembrou de mim. Mas quando será que ela vai realmente se importar comigo e me ligar pra colocar o papo em dia?". Ou pior, ela pode pensar: "Esse cara nunca fala comigo e nessa época ainda me enche com esses 'spams'? Cara chato!"

Outra maneira pouco indicada é usar e abusar das redes sociais. Não que seja proibido usar o seu Facebook, Google+, Twitter, LinkedIn, entre outros para transmitir seus votos de Feliz Natal e Feliz Ano Novo. Alguns dos seus amigos podem até curtir. Outros podem até responder, mas, de novo, é muito melhor você escrever algo direcionado para essa pessoa no seu mural. É como receber um simples "Parabéns!" quando se faz aniversário. Só pelo simples fato dos seus amigos terem sido lembrados, já os faz se sentirem prestigiados por você.

Entretanto, o mais importante é a aproximação. Um post não é tão bom quanto uma mensagem no celular. Um e-mail nunca será tão bom quanto um telefonema. Uma visita jamais será tão tocante quanto um abraço forte e apertado. Só assim os corações das duas pessoas ficam grudados e podem transmitir, mesmo que em silêncio, o quanto essa pessoa é importante para você!

Não podia deixar de aproveitar para desejar à você, seguidores do Network-4-Sales, um Ano Novo repleto de grandes realizações. Nunca se esqueça que sua rede de relacionamento, seu "networking", é um dos bens mais valiosos que você possui. Trate-os com muito carinho e os traga sempre perto do coração!

15 de nov. de 2011

Qual é a distância entre você e qualquer um dos 7 bilhões de habitantes da Terra?

Pelos dados históricos e estatísticos da ONU – Organização das Nações Unidas – 97% dos bebês nascem, hoje em dia, em países em desenvolvimento. A Índia concentra cerca de 21% de todos os nascimentos, o triplo da China e 10 vezes a quantidade do Brasil. Por isso, as projeções da ONU apontam que o habitante número 7 bilhões nasceu na província de Uttar Pradesh, ao Norte da Índia. Com pais analfabetos, o bebê "7 bi" é um menino nascido no último dia 31/10 às 11:51 horas no horário de Brasília.

Apesar de toda divulgação desse importante evento, não faz muito tempo que o menino Adnan Mević, habitante de número 6 bilhões chegou ao mundo, no dia 12 de Outubro de 1999 em Sarajevo, Bósnia. Entretanto, o que mais chama a atenção na chegada do bebê "7 bi" é que esse foi o período mais curto para a população mundial somar mais um bilhão de pessoas. Foram apenas 12 anos! A partir de hoje, esse período deve voltar a se alongar por causa da diminuição da taxa de fecundidade, que nunca foi tão baixa. Para se ter uma ideia, a humanidade levou milhares de anos para atingir o seu primeiro bilhão de habitantes.

Estima-se que o bebê "1 bi" nasceu em 1804, no mesmo ano que Napoleão Bonaparte coroou a si próprio como o primeiro imperador da França na Catedral de Notre-Dame em Paris. Naquela época, toda América Latina tinha apenas 24 milhões de pessoas, quase a população atual da Grande São Paulo. O mais impressionante é que em 30 anos, além de São Paulo, o número de cidades com mais de 10 milhões de habitantes saltou de 4 para 21, entre elas Tóquio (Japão) com 37 milhões, Nova Délhi (Índia) com 22 milhões e Xangai (China) com 16,6 milhões de habitantes.

Com essa grande concentração de pessoas em megalópoles, a distância entre indivíduos reduz drasticamente. Dá para imaginar que os 19,4 milhões de moradores da cidade de Nova York (EUA) estejam a poucos passos de distância entre si. Mas seria possível medir com exatidão qual é a distância entre os nova-iorquinos? Na realidade sim. E a resposta não deve ser maior que 6 apertos de mão entre todos eles. Foi daí que surgiu a Teoria dos Seis Graus de Separação. Para demonstrar essa teoria em 1967, o professor de Harvard, Stanley Milgran desenvolveu uma metodologia que pode ser aplicada até hoje.  

O professor Milgran escolheu aleatoriamente dois personagens comuns nos Estados Unidos. Uma estudante na cidade de Sharon e um corretor em Boston, ambos no Estado de Massachusetts, EUA. A partir daí, ele mandou cartas para pessoas também aleatórias em outras duas cidades dos Estados Unidos, Wichita no Kansas e Omaha em Nebraska. As cartas continham o nome, a foto e algumas informações sobre um dos personagens. Das 160 cartas enviadas, 42 chegaram aos destinatários. A média entre a origem e o destino foi de 5,5 pessoas, ou seja, eles estavam separados entre si por 6 passos.  A teoria foi testada diversas vezes até hoje e os resultados sempre ficaram próximo a 6 graus de separação.

O curioso é que, antes mesmo de virar alvo de pesquisas científicas, o escritor húngaro Frigyes Karinthy, escreveu o conto “Láncszemek” (Correntes) em 1929, onde já falava que todas as pessoas do mundo estavam a 6 passos de distância entre elas. O termo "Seis Graus de Separação", entretanto, só ficou famoso em 1991 quando John Guare escreveu uma peça de teatro para a Broadway, e transformou o roteiro posteriormente em um filme com o mesmo nome.

Se a teoria dos Seis Graus de Separação realmente for verdadeira, você está no máximo à seis apertos de mãos de qualquer um dos 7 bilhões de habitantes da Terra. Felizmente, não é todo mundo que vale a pena conhecer! Afinal, pelo axioma de Cole - "a soma de inteligência presente no planeta mantém-se constante; a população, no entanto, continua crescendo!"